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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Dakar40 - Etapa 6 e descanso!

Olá pessoal!

As dunas do Peru foram fatais pra muita gente.
29 dos 142 pilotos já abandonaram.
A etapa 2 levou 11, entre eles Adrien Metge e sua Sherco, seu irmão Michael, ou Mickaël, terminou em 4º aquela etapa e continua segurando sua Honda, agora na 13ª posição.
A etapa 4 derrubou - sem derrubar... -  Sam Sunderland, o nº1 da KTM. O piloto de fato não foi eliminado por um tombo, pois o buraco que pegou não chegou a derrubá-lo da moto, mas o impacto foi suficiente para causar uma lesão na região lombar e deixá-lo fora de combate.
Enfim, 17 KTMs, 6 Yamahas, 2 Sherco e Honda, Kawasaki, Husqwarna e Hero, uma de cada, foram pra casa mais cedo até agora.
Dos 110 que continuam no rally, 45 seguem sem nenhuma penalização, 8 acumulam 1min possivelmente por algum atraso ou excesso de velocidade. Entre os 10 primeiros Walkner, De Soultrait e Svitko são os penalizados. Metge, o mais velho, foi penalizado em 1h por perder um WP na etapa 3 o que empurrou sua Honda da 10ª para a 24ª posição na geral, mas já esteve pior, pois na etapa 3 ele terminou em 31º! Cristian Muñoz, piloto oficial da Gas-Gas, também tomou o mesmo corretivo e foi movido de 24º para 47º.

E como falávamos antes, as trocas de posição vão ficando menos frequentes.

Da quinta para a sexta etapa houveram poucas mudanças de posição, ainda mais porque a primeira parte da especial foi cancelada e a especial que era de 313km ficou com apenas 238km.
Quem vai desfrutar mais feliz do dia de descanso em La Paz é o argentino Kevin Benavides, que coloca a Honda na liderança deste Dakar40 ao final desta sexta etapa que foi vencida por Antoine Meo que ganhou uma posição na geral.
Importante comentar que o cancelamento da primeira parte da especial não foi causado por mau tempo e sim por causa do nevoeiro que impedia o voo dos helicópteros. É obvio que por questões de segurança não dá pra colocar a etapa em marcha sem o apoio dos helicópteros.

E para que não digam que somos chatos e só falamos de moto, o que é verdade, apesar de não termos nenhum brasileiro nas motos este ano, temos brasileiros liderando na categoria SxS!
Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin

E os 8 Dakar Legend?
Paulo Gonçalves, como todos sabem optou por não competir por causa de uma lesão ainda em recuperação.
Juan Pedrero vem em 15º e é a única Sherco viva na competição e vem recuperando posições etapa a etapa, com chances de terminar entre os 10 este que, segundo declarações dele, deve ser seu último Dakar, pelo memos nas motos. Uma curiosidade: Juan Pedrero trabalha como operador de produção em uma metalúrgica de Madri.
Olivier Pain também segue vivo e imaculado, sem nenhuma penalização, na 41ª posição, exatamente como David Pabiska, que vem 16 posições depois de Pian. Colado em Pabiska vem Jurgen Van Den Goorbergh. O urugayo Laurent Lazard vem na turma do fundão em 61º junto com Patrice Carillon em 74º e Gabor Saghmeister em 99º.
Deixando de fora Paulo Gonçalves, todas as demais lendas continuam escrevendo suas histórias.

E o Africa Race?

Está pertinho do fim.
Terminada a 12ª etapa Ullevalseter está fora por problemas na moto.
Paolo Ceci assume a liderança só 46s à frente de Luis Miguel Oliveira, e "Il Nono" Picco vem fechando o grupo dos Top10.

Seguimos acompanhando!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dakar 40 - etapa 5

Tá ficando mais e mais emocionante!

Crescem as possibilidades de que o campeão deste ano não seja uma KTM!
Entre os 5 primeiros na classificação geral, cuja diferença está abaixo de 10min, temos 2 Honda, 2 Yamaha e apenas 1 KTM. E entre os 15 primeiros temos 5 KTMs, sendo 4 da equipe oficial.
Van Breveren continua segurando a Yamaha na ponta, mas agora à frente da Honda de Kevin Benavides, porque Pablo Quintanilla sofreu um tombo já no começo da etapa num trecho de praia e chegou 28min52 depois de Joan Barreda o vencedor da etapa de hoje, última no Peru. Vale lembrar que Barrede não está totalmente recuperado de uma lesão que sofreu no punho esquerdo e isso ainda pode atrapalhar pois ainda tem muito chão pela frente.
Antes de Barreda na classificação geral ainda vem Matthias Walkner, praticamente colado em Benavides.
Depois deles vêm De Soultrait, Price, Antoine Meo, Gerard Farres, Pablo Quintanilla e Brabec.
Tradicionalmente a partir desta etapa as mudanças de posição são menos intensas. Salvo por abandono, acidentes ou penalizações, deste ponto em diante já se pode ter uma boa noção de quem de fato tem condições de pódio.

Mudando um pouco de assunto, mas continuando em rally e em Dakar ... (!?!?)
Alguém conhece o Africa Eco Race?
http://www.africarace.com
Enquanto o dakar comemora sua 10ª edição na América do Sul, o "Eco" comemora sua 10ª edição em Dakar!
Isso mesmo!
Para muitos a Africa Eco Race é que é o verdadeiro dakar e não apenas porque termina na cidade de Dakar, mas porque resgatou e mantém uma aura de aventura, com participantes amadores, de mochila às costas e sem a participação de equipes dos fabricantes, evocando as primeiras edições do Paris-Dakar.
Aventura, Este era o clima do rally Paris-Dakar em seu início. Uma bússola, um roadbook, água e uma caixa de ferramentas era a bagagem dos motociclistas aventureiros. Não havia sequer motos fabricadas especificamente para este tipo de utilização. O dakar foi responsável pelo surgimento dos modelos big trail.
No mesmo ano em que o dakar abandona o continente africano nascia a Africa Eco Race, que se propunha não só a percorrer os países anteriormente percorridos pelo dakar, mas comprometia-se também a manter o ‘espírito dakariano’, apelando aos amadores e apostando numa filosofia ecológica, de ajuda mútua e apoio aos povos visitados.
O Eco se propõe a ser mais acessível aos pilotos amadores e tenta manter o espírito de aventura com as especiais quase sempre mais longas que as ligações, sendo muitas vezes a quase totalidade da etapa.
Há pilotos que já correram em ambas, como é o caso de Ullevalseter e Franco Picco.
Isso mesmo! Franco Picco!
O piloto italiano, hoje com 64 anos, foi um dos pioneiros e, apesar de nunca ter vencido, foi também um dos heróis do dakar e de outros grandes rallyes africanos. Subiu três vezes ao pódio no dakar, venceu um par de vezes o Rally dos Faraós e o Rally das Piramides.
Participou do dakar entre 1985 e 1990, fez mais tarde duas participações de carro ainda em África, mas em 2010 voltou para fazer o dakar de moto, e praticamente não parou desde então. Este ano não foi ao dakar, mas está na Africa Eco Race.
Esse é O CARA!!!

E o percurso do Eco deste ano é assim:
Uma rota diversificada com tantos trechos de areia e dunas quanto possível.
Poucos trechos de ligação ou deslocamento e muitas largadas e chegadas direto do bivaque.
Roadbooks precisos e foco em nevegação.
2 etapas em loop (igual ao dakar deste ano...)
Uma etapa de "500 milhas" sem assistência.
Bivaques montados em meio à natureza.
12 etapas com dia de descanso em Dakhla com um total de 6000km.

Hoje rolou a 8ª etapa, entre Chami e Amodjar na Mauritânia, que foi vencida pelo português Luis miguel Anjos Oliveira pilotando uma Yamaha.
O lider na geral é o italiano Paolo Ceci, pilotando uma KTM.
"Il nono" Picco estava em 7º até ontem mas até o momento não consegui ver em que posição chegou na etapa da hoje.
Na primeira etapa, em 2010 foram apenas 3 motos - Marco Capodacqua (KTM), Alberto Dottori (KTM) e Giovanni Stefani (Yamaha), e foi vencido por Marco Capodacqua.
Os resultados seguintes foram:
2011 - Gev Teddy Sella (sul-africano) KTM - 37 competidores
2012 - Oscar Polli (italiano) KTM - 14 competidores
2013 - Martin Fontin (alemão) KTM - 22 competidores
2014 - Michael Pisano (francês) Honda - 23 competidores
2015 - Pal Anders Ullevalseter (norueguês) - 28 competidores, entre eles David Fretigne
2016 - Pal Anders Ullevalseter (norueguês) - 30 participantes
2017 - Gev Teddy Sella (sul-africano) KTM - 37 participantes, entre eles Paolo Ceci e Ullevalseter
Este ano são novamente 37 participantes.
E se o Dakar tem a beleza da espanhola Laia Sanz, o Africa Eco Race tem a francesa Julie Vanneken.



domingo, 8 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - etapas 5 e 6

Olá pessoal!

Os comentários gerais são de que este ano Marc Coma de fato conseguiu impor sua marca pessoal na organização técnica do Dakar. A competição está bastante técnica, exigindo muito de navegação. Muita gente se perdendo e dando voltas.
Mudanças nos GPSs também colaboram para isso. Até o ano passado, quando um piloto alcançava 800m de um WP o GPS passava a guiá-lo até o local exato do WP. Este ano isso não acontece mais. O GPS apenas sinaliza que o piloto entrou no raio de 800m do WP, mas ele não recebe nenhuma irientação adicional para encontrar o WP. Na África era mais ou menos desta maneira, e a estratégia que alguns usavam era rodar em circulos concêntricos até encontrar o WP.

Durante a quarta etapa, Laia Sanz perguntou ao piloto Joaquin Rodrigues, que pilota uma Hero (Fabricante indiano), sobre um WP e o português lhe informou que ela havia deixado para trás 2 WP. Laia caiu na história, deu meia volta e acabou perdendo um tempo que lhe custou algumas posições na geral.
As penalizações zoaram tudo!
Na classificação geral, entre os 10 primeiros 8 ainda não haviam estado neste primeiro grupo. Apenas De Soultrait e Renet, respectivamente primeiro e segundo na geral haviam estado entre os 10 primeiros.

Na etapa de ontem (5ª) os 10 primeiros foram:
SUNDERLAND (KTM)
P. GONCALVES (HONDA) +00:07:07
A. VAN BEVEREN (YAMAHA) +00:07:29
J. PEDRERO G (SHERCO) +00:09:40
F. CAIMI (HONDA) +00:12:13
G. FARRES GUELL (KTM) +00:15:07
P. QUINTANILLA (HUSQVARNA) +00:18:12
C. ESPANA M (KTM) +00:21:32
JC. SALVATIERRA (KTM) +00:23:44
D. OLIVERAS C (KTM) +00:24:29

Falando em regularidade, apenas Sunderland e Farres Guell vêm estando entre os 10 primeiros desde a primeira etapa.
Imaginem como estava a cabeça de Barreda depois da penalização. E como se não bastasse seu roadbook quebrou 40km depois do início da especial. O espanhol terminou em 22º, 37min atrás de Sunderland, e 4 posições atrás de Metge, seu mochileiro.
Laia fechou em 37º, 11min de Barreda, e "Il Nono" em 101º.
A especial, que estava dividida em dois tramos, foi reduzida e foram computados os tempos apenas do primeiro tramo. A justificativa da organização foi de que as condições meteorológicas estavam muito desfavoráveis. Na etapa 4 a TV espanhola mostrou imagens da câmara de bordo de um piloto enquanto nevava!

Ainda não falamos dos brazucas...
São 3.
Ricardo Martins, que terminou ontem em 31º, correndo com uma Yamaha, Richerd Fliter, que fechou em 56º pilotando uma Honda, e Gregorio Caselani, que abandonou na 4ª etapa.

Alguém quer um culpado pelas penalizações da Honda? Martino Bianco é o nome dele.
Que cagada heim Martino!!!

Com o cancelamento da etapa de hoje a classificação geral é a seguinte:
SUNDERLAND (KTM)
QUINTANILLA (HUSQVARNA) +00:12:00
VAN BEVEREN (YAMAHA) +00:16:07
FARRES GUELL (KTM) +00:20:57
WALKNER (KTM) +00:29:01
DE SOULTRAIT (YAMAHA) +00:36:06
SVITKO (KTM) +00:48:43
RENET (HUSQVARNA) +00:54:45
DUPLESSIS (KTM) +01:04:55
GONCALVES (HONDA) +01:08:21

Barreda ficou em 12º a +01:12:39.

Vamos fazer um exercício e descontar a cagada do Martino? Só o número, sem falar no abalo...
SUNDERLAND (KTM)
QUINTANILLA (HUSQVARNA) +00:12:00
BARREDA BORT (HONDA) +00:12:39
VAN BEVEREN (YAMAHA) +00:16:07
FARRES GUELL (KTM) +00:20:57
CAIMI (HONDA) +00:27:10
WALKNER (KTM) +00:29:01
DE SOULTRAIT (YAMAHA) +00:36:06
SVITKO (KTM) +00:48:43
METGE (HONDA) +00:49:25
BRABEC (HONDA) +00:49:27
RENET (HUSQVARNA) +00:54:45
DUPLESSIS (KTM) +01:04:55
GONCALVES (HONDA) +01:08:21

Seguimos ligados.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Bonde andando e lugar na janela.

Olá pessoal!

Existe uma história sonbre uma tribo africana que diz que quando dois amigos após algum tempo distantes se reencontram a primeira coisa que fazem é colocar mutuamente a mão direita sobre o peito do amigo e então ambos começam a contar o que aconteceu em suas vidas desde o último encontro, ao mesmo tempo e sem parar.

Não vou fazer isso, mas... o dakar começou já faz 4 dias então vamos resumir em 3 frases.
1 - Barreda liderava com 22min de vantagem, mas foi penalizado em 1h e caiu para 7º;
2 - Price abandonou com fratura no fêmur esquerdo;
3 - "Il nono" Picco, aos 61, corre seu 25º Dakar (e está largando hoje logo na frente do Gregorio Caselani).

Com a saída intempestiva de Price, a KTM vai brigar pela 15ª vitória com Sam Sunderland, que largou em 13º hoje e é 4º na geral, Matthias Walkner, que abriu pista hoje e vem em 2º na geral, e Laia Sanz, que larga hoje em 38º e está em 13º.

A Honda vinha muito bem com Barreda, que estabeleceu uma boa vantágem na 3ª etapa, mas tomou um revés após ser penalizado ontem em 1h por reabastecer em local não permitido. Parece que foi um erro da equipe, pois Paulo Gonçalves e Michael Metge também tomaram 1h.

Com a saída de Price e a penalização de Barreda, o primeiro posto caiu no colo do chileno Pablo Quintanilla, que este ano pilota uma Husqvarna (marca que foi comprada pela KTM em 2014).

E a Yamaha este ano veio com Alessandro Botturi, que abandonou ontem com uma lesão na cabeça, Helder Rodrigues, que segue firme em 9º, e Adrien Van Beveren, que vem em 6º, e Rodney Foggotter, que abandonou ontem com o ombro lesionado.

Joan Pedrero veio de Sherco este ano e está em 14º.

Por enquanto é isso.

Seguimos acompanhando.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Dakar 2016 - Finito!!!

Olá pessoal!

Acabou!
Toby Price, em sua segunda participação no Dakar, conquistou seu primeiro título, e o 15º para a austríaca KTM.
O australiano de 28 anos, que aos 15 já era campeão australiano em 2 categorias, profissionalizou-se em 2004 assinando com a Kawasaki, parceria mantida até 2010, quando, já com vários títulos assinou com a KTM e conquistou 5 títulos do AORC - Australian Off-Road Championship.

A largada da última etapa entre Villa Carlos Paz e Rosario também trouxe novidades em relação aos anos anteriores: A ordem de largada foi invertida em relação à classificação geral!
Normalmente o que acontece é que a ordem de largada é estabelecida pela ordem de classificação na etapa anterior.
Esta inovação fez com que o peruano Oswaldo Burga, 84º (último) na classificação geral da 12ª etapa, abrisse pista na etapa final, e Toby Price, primeiro colocado, fosse o último a largar.
Isso pode gerar um pouco de confusão, mas já nos tempos verificados no primeiro WP as coisas voltam ao normal. Quintanilla passou com o melhor tempo, seguido por Kevin Benavides e Helder Rodrigues, os 3 que disputavam o último espaço no pódio. Mas não houve mudança, e o chileno conseguiu segurar a 3ª colocação e o primeiro pódio para a Husqvarna.

Com este resultado a Husqvarna se inclui no seleto grupo de fabricantes que algum dia conquistaram um lugar no pódio do Dakar, são eles: KTM, Honda, Yamaha, Cagiva, BMW, Susuki, Aprilia, Barigo e Husqwarna.

Alguém pode perguntar... Barigo? O que é isso?

A Barigo foi uma fábrica francesa que fechou as portas em 1997. Grégoire Verhaegue correu o Dakar com uma BARIGO 500 e levou a moto de n°57 até o final, conquistando o terceiro lugar, atrás de Cyril Neveu e Philippe Vassard, ambos de Honda.

Voltando ao ano de 2016...

Fazendo um comparativo com os últimos 3 anos tivemos menos compatidores;
2013 - 183
2014 - 174
2015 - 160
2016 - 136
Mais da metade (61%) das motos terminaram o Dakar.
Apesar de tudo, as mecânicas estão resistindo mais. Este anos entre as top 20 houve apenas uma troca de motor, em 2015 foram 6 mesmo cruzando o salar, em 2014 10 e em 2013 foram 9.
Apesar de diversos fatores, seja a organização limitando o tamanho dos motores, seja o ingresso de equipes oficiais de outros fabricantes, a KTM ainda impera com folga. Este ano mais da metade das motos inscritas são KTM, e se você quiser terminar um Dakar, prefira uma KTM, pois este ano 76% delas chegaram ao final, contra 50 e 52% de Honda e Yamaha.
Mesmo com todo o oba-oba dos fabricantes, desde 2013 este ano foi o menor número de Hondas inscritas (14) e também de Yamahas (21).

É preciso reconhecer que os especialistas geralmente vão mais longe do que os generalistas.
A KTM foi fundada em 1934 pelo Sr. Hans Trunkenpolz, natural da cidade de Mattighofen, uma cidade da Áustria 40km ao norte de Salzburgo.
Kraftfahrzeuge pode ser traduzido por "veículo motorizado" ou "veículo tracionado por motor".
A marca KTM vem de Kraftfahrzeuge Trunkenpolz Mattighofen e começoe a fabricação de motocicletas em 1953, produzindo 3 unidades por dia.
Em 1955 Ernst Kronreif virou acionista da empresa e KTM passou a significar Kronreif Trunkenpolz Mattighofen.
Foi o primeiro fabricante a produzir um motor refrigerado a água para motos, o primeiro a usar freios a disco nas duas rodas, e também a inovar na suspensão traseira com o PDS (Linkless Suspension System).
Já na sua primeira participação em competições, em 1953 no 5º Gaisberg competition, chega em primeiro, segundo e terceiro lugares.
Em 1956 ganha o ISDE (Copa do Mundo de Enduro).
Em 1964, após um período de crise, volta às competições com uma equipe de fábrica e já em 1967 ganha 3 etapas do ISDE.
Em 1974 o portifólio contava com 42 modelos diferentes, e no mesmo ano torna-se campeã do mundial de motocross na categoria 250cc, feito repetido no ano seguinte.
Sua primeira aparição no Dakar foi em 1983. Em 1984 Ciro De Pétri conduziu uma KTM, mas abandonou.
Os primeiros motores 4 tempos para motos de série, já com refrigeração líquida, chegaram ao mercado em 1987.
Em 1992, depois de passar por reformulações administrativas, a KTM dá foco a um novo conceito chamado "Hard Enduro", que mistura endurance (provas de longa duração) com trials (escalada de pedras) e motocross.
E em 1993 o Hard Enduro vira Rally, inaugurado com vitória no Rally Atlas.
Em 1995 ganha o Master Rally e o Rally da Tunísia, iniciando a produção em série do revolucionário motor LC4, levou o título de Campeã Mundial de Motocross 500cc e incontáveis vitórias em competições de Enduro e Rally. Jordi Arcarons chegou em 2º e Carlos Sotelo em 3º no Dakar, e das 30 melhor classificadas, 17 eram KTM, em 1997 este número sobe para 19e em 1998 para 22.
Em 1999 a KTM vence seis Campeonatos Mundiais.
Era questão de tempo, e a vitória no Dakar veio em 2001 em dose quíntupla com Fabrizio Meoni, Arcarons, Gavardo, Pujol e Cox, e de lá pra cá não parou mais.
O produto KTM é para motocross (10 modelos), Enduro/Rally (16 modelos), as demais categorias contam com apenas alguns modelos.

Então é o seguinte, por muuuuuuito tempo ainda vamos ver estas motos alaranjadas povoando o mundo do Dakar.

Até o próximo!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Dakar 2016 - Entrando na reta final

Olá pessoal!

Ontem na etapa entre La Rioja e San Juan Toby Price deu um susto, pois seu tempo não apareceu em alguns WPs voltando a ser registrado somente na linha de chagada, quando foi registrado em segundo lugar, atrás de Antoine Meo, seguidos por outros 83 pilotos que seguem "ativos" neste Dakar.
Paulo Gonçalves não está mais entre eles. O portuga abandonou com sua Honda depois de um tombo perto do km118, logo depois do WP2. Foi enconttrado inconsciente pela equipe médica da organização que o levou diretamente para um hospital. O diagnóstico foi traumatismo craniano, mas ele já recuperou a consciência e deve passar por outros exames. Torcemos para que ele se recupere totalmente.

O chileno Pablo Quintanilla vem levando muito bem sua Husqvarna, com chances inclusive de conquistar um inédito pódio para a marca suéca, que pertence desde o ano retrasado à KTM.
Sempre se manteve entre o top 10 na classificação geral. Neste momento está em 4º, a menos de 2min de Meo, e leva 12min de vantagem sobre Benavides, o 5º na geral. São os 2 com changes de tomar o 3º lugar de Meo e quebrar o pódio triplo de KTM neste Dakar.

Notem que não houve grandes alterações nas posições de passagem dos primeiros pilotos pelos WP




Mas notem nesta outra visão que Quintanilla chegou inclusive a registrar o melhor tempo no WP8


Hoje, a penúltima etapa, que levou o pessoal de San Juan de volta a Villa Carlos Paz, teve o percurso encurtado de novo por causa das condições meteorológicas.

Meo abriu pista e praticamente parou para aguardar a chegada de Price, que largou 3min depois.
A estratégia da KTM foi encostar Meo em Price para garantir apoio em caso de qualquer imprevisto.
Infelizmente o imprevisto aconteceu com Meo, que levou um tombo, lesionou a mão e perdeu 38min no WP10.

Pablo Quintanilla até começou bem, passando com o melhor tempo já no WP2, mas a partir do WP5 os resultados não foram tão bons.
Quem voou hoje fou Helder Rodrigues. Largou em 4º e passou em primeiro no WP7.
Nas imagens abaixo dá pra ver a variação das posições e dos tempos.



Ao final desta etapa a classificação geral ficou assim:
1 - Price (KTM)
2 - Svitko (KTM) +00:37:39
3 - Quintanilla (Huskvarna) +00:53:10
4 - Rodrigues (Yamaha) +00:54:29
5 - Benavides (Honda) +00:57:28
Amanhã, na etapa final, somente Price vai "correr pro abraço", o resto da galera ainda vai estar brigando por um degrau ou até 2 na classificação final.

Vale a pena acompanhar!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

2016 vem ai!

     Vamos chover um pouco sobre o que já deve estar molhado, mas é bom pra baixar a poeira e deixar todo mundo na mesma página.

Em 2016 o trajeto do Dakar fica entre Argentina e Bolívia. Sem o apoio dos governos do Chile e Peru só sobrou Argentina e Bolívia para a ASO negociar.
Até julho existia um trajeto estabelecido que incluía largada em Lima, no Peru, e chegada em Rosário, na Argentina, com passagem pela Bolívia, mas a ASO precisou mudar os planos às pressas depois de formalizado o "desacordo" com o governo peruano.
A versão politicamente correta que foi divulgada diz que as autoridades peruanas priorizaram por completo a prontidão ao atendimento de possíveis consequências do fenômeno El Niño e isso inviabilizou as ações de infraestrutura e logística necessárias.
Eu tenho outra impre$$ão sobre o caso.

Marc Coma não vai correr.
Depois de FDP Despress - graças à Deus - trocar as motos pelos carros, agora é a vez do espanhol 5 vezes campeão no lombo de uma KTM "apear", como se diz no sul.
Coma foi convidado por Etienne Lavigne para ocupar a direção esportiva da competição, posto até então ocupado por David Castera.
Coma declarou que “Me ha llegado una oportunidad de poder devolver de alguna manera todo lo que el Dakar me ha dado”.

E quem vai compor as equipes de ponta?
A KTM, em franco risco de quebra da hegemonia, está apostando em Toby Price, 3º colocado da classificação geral deste ano, Pablo Quintanilla, quarto na geral, e Laia Sanz que assinou contrato com a KTM em abril deste ano.
A Yamaha casa as fichas em Helder Rodrigues e Olivier Pain, enquanto a Honda, vislumbrando a oportunidade aposta em Joan Barreda, o cara a ser batido, e Paulo Gonçalves.
E tem tudo pra dar certo, pois se não fossem os problemas de Barreda no salar, Coma teria muito mais a fazer pra levar a taça em 2015,

Brasileiros? Apenas Jean de Azevedo e sua Honda.

Não sei se vocês têm a mesma impressão, mas me parece que a coisa tá meio estranha este ano. Mudança de trajeto a 6 meses do evento... a 60 dias da largada e a lista dos competidores não foi publicada...

Assistam aqui o video oficial lançado hoje.

Até o próximo!

sábado, 24 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Acabou... É penta!

Olá pessoal!

Coma é penta!

Agora o piloto da Cataluña junta-se à seleta lista dos que ao final da aventura fizeram este mesmo sinal com a mão, são eles:
Stephane Peterhansel - o "monsieur Dakar" - que venceu não 5 mas 6 vezes, em 91, 92, 93, 95, 97 e 98, sempre pilotando a Yamaha YZE850T


Ciryl Neveu - venceu em 79 e 80 pilotando uma Yamaha XT500, em 82 com uma Honda XL500 e em 86 e 87 com a NXL750V.


FDP Cyril Despres - venceu em 2005, 07, 10, 12 e 13 sempre com a KTM.


E a KTM acumula agora 14 vitórias na competição e nenhum outro fabricante tem esta marca. A Mitsubishi tem 12 vitórias e a Kamaz tem 11.

Mas a Honda voltou ao pódio com Paulo Gonçalves e, além de várias coincidências, isso é muito relevante.
Vejamos...

  1. o último pódio da marca foi em 1994 (3 lugar atrás da dobradinha histórica das Cagivas de Edi Orioli e Jordi Arcarons).
  2. único ano em que a largada e chegada foram em Paris.
  3. o piloto era o francês Fabrizio Meoni, protagonista daquela história com David Casteu.
  4. Meoni também foi o primeiro piloto a levar a KTM à vitória em 2001.
  5. 1994 também foi o primeiro ano em que a KTM "arranhou" o pódio, com Angelo Cavandoli "Il Centauro", falecido no mesmo ano durante o Rally da Tunísia.

Além disso este ano 10 Hondas terminaram a competição, quantidade só superada pela KTM.
Sinceramente... não fossem os problemas com Barreda, acho que este ano o reinado teria terminado. Vamos ter que esperar mais um ano prara ver...
Penso que o que marcou o Dakar deste ano foi a travessia do salar.
Historicamente a dança das cadeiras nas 10 primeiras posições começa mais agitada e vai se acalmando, com mudanças acontecendo por abandono ou penalização, mas nesta etapa foi diferente. Vejam abaixo:

Jean de Azevedo, o único brazuca este ano, terminou em 22º e Laia Sanz em 8º. Vou repetir uma frase do post de fechamento do Dakar 2013: Nunca uma mulher terminou o Dakar em uma posição tão boa quanto esta!

Em 2016 Coma vai ter a chance de igualar a marca de Peterhansel mas quem sabe Barreda com a Honda ou Olivier Pain com a Yamaha surpreendem nesta festa...

Vamos aguardar.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dakar 2015

Olá pessoal!

Já está rolando a 35ª edição do maior desafio off road da atualidade - O Rally Dakar.
Este ano os cerca de 9000km serão percorridos entre Argentina, Chile e Bolívia, com largada e chegada em Buenos Aires.
Por enquanto a agitação corre por conta das 2 etapas Marathon. Carros e caminhões não realizam este tipo de desafio desde 2005.
Como todos já sabem, este ano estamos livres de FDP Despress que resolveu pilotar um Peugeot.
Os nomes mais promiossores são Marc Coma, Joan Barreda, Ollivier Pain, Jordi Viladoms, Helder Rodrigues, Sam Sunderland, Jeremias Israel e Paulo Gonçalves, mas não devemos esquecer de David Casteu, Juan Pedrero, Ruben Faria, Laia Sanz e Jean de Azevedo único brasileiro nas motos. 
Sentimos falta de Chaleco Lopez. O chileno operou o joelho e fica de fora este ano.
Acontecem 3 "largadas". Uma chamada de Largada Promocional, que aconteceu na frente da Casa Rosada dia 03/01, outra que foi a largada para o enlace da primeira etapa, dia 04/01 no "Tecnopolis", um centro de exposições localizado em Villa Martellie, a 20min da Casa Rosada, e outra "de verdade" dia 04/01 na cidade de Baradero, distante 151km da Casa Rosada, que foi a largada para os 175km da primeira especial cronometrada.
Largaram 161 pilotos, sendo 91 KTM, 18 Honda, 27 Yamaha, 8 Kawasaki, 5 Husqvarna, 4 Sherco, 3 GasGas, 2 Suzuki e 2 Husaberg.
A primeira etapa foi vencida por Sunderland, seguido por Paulo Gonçalves (00:00:05), Marc Coma (00:01:12) e Barreda (00:01:41).
Casteu chegou em 7º (00:02:36), Laia em 16º (00:04:46) e Jean de Azevedo em 26º (00:06:36).
A etapa foi marcada pela brilhante estréia de Marc Sunderland. O inglês passou na frente em todos os CPs e venceu de ponta a ponta.


A segunda etapa, de ontem, foi mais longa. Os 518km de especial foram vencidos pelo espanhol Joan Barreda, de apelido "Bang Bang" ou Dinamita, seguido por Paulo Gonçalves (00:06:13) e Ruben Faria (00:09:16).
Coma terminou em 8º, Casteu em 15º, Laia em 16º e Jean de Azevedo em 30º.
Sunderland teve problemas com a navegação depois do CP3 e perdeu muito tempo, passando pelo CP4 somente depois dos líderes já terem condluído a etapa.
Coma passou em segundo no último CP mas teve problemas com um pneu e precisou aliviar no final. 
A classificação geral depois da segunda etapa é a seguinte:
1 BARREDA BORT (ESP) HONDA 007:06:44
2 GONÇALVES (PRT) HONDA +00:04:37
3 FARIA (PRT) KTM +00:10:37
4 VILADOMS (ESP) KTM +00:11:24
5 PRICE (AUS) KTM +00:11:32
6 COMA (ESP) KTM +00:12:03
7 WALKNER (AUT) KTM +00:12:26
8 RODRIGUES (PRT) HONDA +00:13:26
9 ISRAEL ESQUERRE (CHL) HONDA +00:16:24

10 PEDRERO GARCIA (ESP) YAMAHA +00:19:34
15 DAVID CASTEU (FRA) KTM +00:23:20

16 LAIA SANZ (ESP) HONDA +00:23:34
30 JEAN DE AZEVEDO (BRA) HONDA +00:51:45

A etapa de hoje, entre San Juan e Chilecito, está em curso.
Boa parte dos pilotos já passou pelo CP4, último antes da chegada.
Joan Barreda segue liderando, seguido por Paulo Gonçalves e o australiano Toby Price.

Será que este vai ser o ano da Honda?
Será que a longa hegemonia da KTM vai finalmente ser quebrada?

Vamos acompanhar.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Já vai tarde!

Olá pessoal!


A notícia não é muito nova, mas...

FDP Despress não vai correr o Dakar 2015 de moto.

Depois de trocar a KTM pela Yamaha no ano passado, e terminar o Dakar deste ano fora do pódio, agora o sujeito vai pro Dakar de Peugeot.


O anúncio do retorno da Peugeot ao rally foi feito pela própria organização do Dakar.
Um rally francês, uma equipe francesa, e um piloto francês. Os forasteiros que se cuidem. Pingou fora do penico vai ser punido, enquanto Les Bleus estão com o corpo fechado.

Na semana passada aconteceu o Desafio Guarani, um "Dakar Series" inédito realizado no Paraguay.
O vencedor foi Chaleco Lopez e o nosso querido David Casteu chegou em segundo, 2min atrás do chileno, seguido por outro chileno, Pablo Quintanilla, todos de KTM.
Casteu já tinha terminado em segundo também o Ruta 40, ficando atrás do argentino Javier Pizzolito.
Em Setembro tem o Desafio Inca. Serão 3 dias e 1000km cronometrados com muitas dunas e navegação.
A pesar de a organização considerar o Dakar Series como uma série de competições que servem de preperatório para o Dakar, poucos dos pilotos presentes na lista de elite da ASO participaram destas competições.
Já rolou o Rally dos Emirados Árabes entre 04 e 10 de Abril, vencido pelo português Paulo Gonçalves (Honda), seguido por Marc Coma (KTM) e Joan Barreda (Honda),  o rally do Qatar entre 20 e 25/04, vencido por Joan Barreda (Honda), seguido por Marc Coma (KTM) e Helder Rodrigues (Honda), o Rally dos Faraós entre 18 e 25 de Maio, vencido por Juan Salvatierra (SPEEDBRAIN), seguido por Nicolas Cardona e Rafael Eraso, ambos de Yamaha. Não sei porque mas os pilotos de ponta não participaram deste rally. E por fim tivemos ainda o rally da Italia entre 07 e 12/06, vencido por Alessandro Bottuti (HUSQVARNA), seguido por Marc Coma (KTM) e Gerard Farres (Gas-Gas). Paulo Gonçalves ficou em 4º, Barreda em 6º e Joan Pedrero em 9º.
Ainda teremos o Rally dos Sertões entre 21 e 30/08, e o rally do Marrocos entre 3 e 9 de Outubro.
Por enquanto as equipes oficiais estão formadas assim:
KTM
Marc Coma
Jordi Viladoms
Ruben Faria
Sam Sunderland

Honda
Helder Rodrigues
Javier Pizzolito
Joan Barreda
Paulo Goncalves

Yamaha
Michael Metge
Olivier Pain

Em 2015 o Dakar volta a ter início e fim em Buenos Aires.
David Casteu e Chaleco Lopes parece que vão de KTM.


Vamos acompanhando.

Até o próximo!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Terminou!

Não é que Marc tenha somente 4 dedos na mão esquerda, não é isso não, acontece que agora ele é tetra-campeão do Dakar!
Esta foi a pose que Marc escolheu para marcar sua vitória em 2014.

Este espanhol nascido em 07 de Outubro de 1976 na pequena Avilá, na Catalunha, fechou sua 11ª participação no Dakar no posto mais alto do pódio.
Até a etapa 5 seu principal rival foi Barreda e sua Honda, mas depois do dia de descanso o obstáculo a ser vencido foi uma gripe, febre e antibióticos. Quem assistiu entrevistas de Coma nestes dias viu que ele estava até afônico.
Mas a verdade é que Coma administrou muito bem a competição, não cometeu erros de navegação, não sofreu avarias na moto e conseguiu vencer tanto Barreda quanto o resfriado, levando a KTM à sua 13ª vitória CONSECUTIVA no Dakar, conquista que a Yamaha vai precisar de pelo menos mais 4 anos e muuuuuito investimento para alcançar.
Cheguei a apostar na vitória de outro fabricante, mas não acertei esta previsão. a KTM não só ganhou mais uma vez como levou também o segundo lugar com Jordi Viladoms, melhor colocação deste piloto em sua história no Dakar..


Lembrem que Viladoms iria correr de Gas-Gas, inclusive é esta informação que consta na ficha do piloto da página oficial do Dakar, mas foi recrutado pela KTM em virtude do falecimento de Curt Caselli, que foi homenageado no pódio.


Junto com Coma e Viladoms foram 29 KTMs a terminar o Dakar contra 16 Honda, 18 Yamaha, 3 Speedbrain (BMW), 2 Sherco, 5 Gas-Gas, 2 Kawasaky, 1 Husqvarna outra Suzuki e outra Beta.
45% das motos que largaram chegara ao final, e entre elas algumas boas surpresas com pilotos conquistando suas melhores posições, como Olivier Pain, o francês que levou a Yamaha ao terceiro lugar, Joan "Dinamite" Barreda - porque não?! - que liderou até a quinta etapa, teve inúmeros problemas mecânicos e quedas, e conseguiu vencer 5 etapas terminando seu 4º Dakar em 7º, David Casteu, que já correu de Cagiva, voltou aos top10, e a bela Laia Saiz superou todas as expectativas terminando na 16ª posição, nunca uma mulher terminou o Dakar em uma posição tão boa quanto esta.

Num balanço e análise geral fica cada vez mais claro que existem 2 Dakares.
Um deles é aquele com alma, totalmente embriagado e imerso no mais autêntico espírito de aventura, superação e fraternidade, repleto de histórias fantásticas que fortalecem dada vez mais estes atributos e inspiram novos heróis anônimos.
Outro é o negócio Dakar, um negócio francês, que de forma antagônica inspira pessoas a se afastarem decepcionadas.
Rafa Tibau, experiente piloto de caminhões do Dakar dos anos 90 declarou no programa Teledeporte da TV espanhola que por várias vezes presenciou situações em que a organização privilegiava e beneficiava pilotos franceses, citando casos em que o pessoal dos pontos de controle passava indicações do percurso somente aos pilotos franceses. Tivemos o caso que comentei aqui envolvendo uma troca de motor feita de maneira totalmente irregular por FDP Despres que passou impune, e este ano tivemos também as declarações de Nani Roma. O Piloto espanhol que terminou em primeiro nos carros protagonizou um perrengue envolvendo Stephane Peterhansel e Sven Quandt diretor da equipe Mini X-Raid. Um monte de informações desencontradas sobre ordens que o diretor da equipe teria dado aos pilotos terminaram em declaração de Nani Roma dizendo que "... en esta carrera depende del apellido que tengas tienes más valor en todo y seguro que al señor Etienne Lavigne le toca las narizes que Nani Roma esté lider, le gustaria más otro... te digo y me repito, seguramente con otro apellido seria diferente las cosas."

É isso pessoal!
Continuamos acompanhando sempre todos os movimentos deste que, mesmo com suas facetas não tão agradáveis, ainda é uma aventura off-road de motos que encanta muita gente.

Obrigado aos que me deram a alegria e privilégio das visitas.

Até o próximo!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - etapas 4 e 5

Olá pessoal!

A etapa de ontem, como já falamos, foi continuação da Marathon iniciada no dia anterior.
A notícia de capa foi que FDP Despres se perdeu na navegação depois do CP8, o que lhe custou pelo menos uns 40min no tempo total da etapa.

O sentimento geral dos pilotos é que esta foi a etapa mais difícil dos últimos anos do Dakar, expressa em frases como "Muito longa, muito difícil... desumana", "Sou montanhista e não tenho problemas com a altitude, mas a moto sofre muito", "Difícil... alguém jogou uma bomba atômica sobre estas montanhas... é incrível", "Terrível... terrível... acredito que tenha sido o dia mais duro da história do Dakar... terrível".
Juntando as etapas 3 e 4 foram 725km de especial.
Barreda caiu 4 vezes e machucou a mão na etapa que foi vencida pelo espanhol Joan Pedrero pilotando uma Sherco.
Para que tenhamos noção de quão técnica e quanta navegação exigiu a quarta etapa, podemos comparar a velocidade média obtida pelo líder em cada etapa, veja:
Etapa 1 - 180km - 127km/h
Etapa 2 - 359km - 97km/h
Etapa 3 - 373km - 99km/h
Etapa 4 - 352km - 64km/h
A etapa de ontem, deixou Joan "Dinamite" Barreda na frente, mas somente com 3min10 de vantagem sobre Marc Coma. Depois deles vinham Chaleco Lopez, Duclos, Pain, FDP Despres e Casteu.

A etapa de hoje teve a segunda parte da especial cancelada.
Porque?
Trabalhadores da indústria de tabaco protestando por salário e benefícios bloquearam a Ruta 38 na altura da localidade de Juan Bautista Alberdi, sobre a ponte do rio Marapa, em Tucumán. Este bloqueio atrasou o deslocamento das equipes de apoio, e por isso a organização achou melhor cancelar a segunda parte da especial que seria a especial mais longa da primeira metade deste Dakar.


Paulo Gonçalves, que começou muito bem a etapa, passando em segundo no primeiro CP, abandonou próximo ao km143 com sua moto em chamas!


FDP Despres teve problemas mecânicos perdendo de novo mais de 40min e ainda por cima foi penalizado em 1h por perder um waypoint. Acho que já era.
Joan Barreda também teve vários problemas de navegação, perdendo muito tempo para recuperar um waypoint, e problemas também com a admissão de combustível, acabando por ceder mais de 40min, terminando a etapa em 17º, logo à frente de FDP Despres.
Chaleco Lopez ficou em 27º, Duclos em 11º e Pain em 20º.
A etapa foi vencida por Marc Coma, seguido de Viladoms, seu mochileiro.
Muita gente vem falando que Coma está "administrando" o ritmo, e que tem a vantagem de poder contar com a proximidade de seu mochileiro.
De fato ele é o único dos top10 que ainda tem o mochileiro na sua sombra. Viladoms fechou a etapa 12:54 atrás de Coma. Se observarmos as etapas anteriores veremos que ele sempre se manteve próximo, mais ou menos 9 posições atrás.
Jean de Azevedo abandonou ontem. Depois de problemas mecânicos ele acabou perdendo alguns waypoints e CPs, o que lhe custou a desclassificação e Dario Souza parece ter abandonado hoje, após ter passado em 7º no PC4. As informações ainda são poucas então é bom conferir amanhã.
No final do dia a classificação geral apresenta Marc Coma na frente, seguido por Joan Barreda (00:41) e Chaleco Lopez (00:53). Casteu aparece em 9º e FDP Despres em 13º.
Se realmente Coma vinha "administrando" agora ficou mais fácil.

Quase que dá pra ir passeando...

Seguimos acompanhando!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Começou o Dakar 2014!

Olá pessoal!


Pois é, já está em curso a edição deste ano do Dakar.
Foi concluída a etapa 3 e o espanhol Joan "Dinamita" Barreda vai liderando.


O Dakar deste ano começou com 174 inscritos, sendo 64 KTM, 43 Yamaha, 32 Honda e o resto de outras marcas, entre elas, Sherco, Gas-Gas e etc.
Acabamos ficando só com 2 Brazucas: Jean de Azevedo e Dario de Souza.
Ike Klaumann sofreu um acidente durante o Atacama Rally, em Novembro no Chile, que lhe causaram problemas na clavícula e quadril e o deixaram de fora do Dakar este ano. Uma pena...

A primeira etapa tradicionalmente não exige grandes esforços por parte dos pilotos. Foram somente 180Km más suficientes para mostrar que a coisa vai ser feia para a KTM e para FDP Despres.
Esta etapa terminou com Joan Barreda na ponta e somente 2 KTM entre as 10 primeiras (Coma e Chaleco Lopez - esses 2 só se quebrarem pra não aparecerem entre os 10!).
Marc Coma comentou na TV espanhola que a KTM criou uma moto do zero para o Dakar2014, sem aproveitar praticamente nada do modelo usado em 2013, e vale ressaltar que é o primeiro ano que a KTM vai competir usando injeção eletrônica.

O bicho começou a pegar mesmo foi na segunda etapa. Largaram 174 e chegaram 145. Os 304Km de especial fizeram o primeiro filtro, mandando pra casa 29 pilotos (17% do total - se seguir assim só terminam 2 ou 3!).
Barreda fechou a etapa na ponta e Casteu em 7. Azevedo fechou em 14 e Dario em 27.

Na etapa de hoje Joan "Dinamita" Barreda continua firme na ponta, fechando a especial com 04:47:03, 04:41 a frente de FDP Despres. Os brazucas ficaram em 14 (Dario) e 17 (Jean).
A classificação geral está assim:
Barreda na ponta, seguido de FDP Despres com diferença de 13:04, e depois vêm Coma (13:56), Duclos (16:38), Chaleco Lopez (18:39), Casteu (22:16), Viladoms (34:33), Pain (36:33), Przygonski (37:54) e Svitko (40:09). Jean e Dario ocupam respectivamente a 16 e 17 posições.
Os comentários são de que Barreda está indo forte demais e que não vai aguentar este ritmo até o final. Será?

A última vez que a KTM não venceu nenhuma das 3 primeiras etapas do Dakar foi em 1997! Acho que é sinal de que a hegemonia realmente vai cair...

Entre a etapa de hoje e a de amanhã os pilotos ficam em uma área separada das euipes, sem a possibilidade de assistência, o que é conhecido como Marathon. Foi numa situação dessas que FDP Despress trocou o motor com outro competidor no ano passado... lembra?

Ruben Faria está hospitalizado com suspeitas de traumatismo craniano. O piloto português sofreu uma queda forte na metade da etapa e foi transladado a um hospital às pressas. Torcemos para que não tenha sido nada grave e que a recuperação seja rápida.

Eu apostaria em duas coisas para este ano:
1 - a KTM vai ser desbancada;
2 - FDP Despres não vence.

No final do ano passado, durante uma das últimas sessões de treinos, um acidente tirou a vida do americano Kurt Caselli, que seria companheiro de equipe de Marc Coma na KTM. Em seu último post no Twitter (07/11/13 14h22) ele comentava: "day 4 my favorite riding spot. The hills of Palmdale!! Born and raised on these trails."


Essa fatalidade inevitavelmente me faz pensar em diversas coisas.
Primeiro lembro do acidente que tirou o Felipe Zanol do Dakar do ano passado, mas preservou sua vida.
E este pensamento leva a outro, sobre como é tênue e linha que nos prende à vida.
Quantas pessoas passam a vida inteira circulando e desviando das coisas que de fato importam ou que precisam ser feitas sem nunca dar o passo decisivo?
Ride in peace Kurt.

Kurt foi substituído na KTM por Jordi Viladoms, mas no coração e memória dos amigos e fans certamente será insubstituível.


É isso ai. Vamos ficando de olho

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Resumo

Olá pessoal!

Como sempre, ao final de cada Dakar costumamos fazer uma análise geral e considerar edições anteriores.
Como todos já sabem, este ano o pódio do Dakar foi formado por Cyril FDP Despres, Ruben Faria e Chaleco Lopez.

É a quinta vitória do francês, o que o deixa a um passo de igualar a marca de seu compatriota Stéphane Peterhansel, que durante sua participação nas motos, isso nas décadas de 80 e 90, venceu 6 vezes (91, 92, 93, 95, 97 e 98).
Chegaram 125 dos 196 que largaram, ou seja 64% dos pilotos completaram a aventura.
Isso é relevante?
No primeiro Dakar em continente americano (2009) o percentual era de 53%, e 54% nos últimos anos de África.
Menos acidentes? Menos motos quebradas? Não sei ao certo.

O que me parece muito claro é que quem pilota numa equipe, com um bom Manager, tem muito mais condições de concluir um Dakar, e também melhores condições de conseguir uma boa colocação.
Basta observar o que aconteceu com Barreda na quinta etapa, quando ele perdeu mais de 3h por causa de uma bomba de combustível. Outras Husqvarna passavam por ele sem prestar qualquer auxílio.


Mais uma coisa que também ficou evidente é que a colocação obtida nas etapas tem muito pouca importância se comparada ao tempo, ou seja, o Dakar é vencido com bons tempos e não com conquista de primeiros lugares em etapas.
Manter-se com tempos próximos de quem está na frente, e saber o momento adequado para "dar um passo mais largo" é, de maneira simplista, a receita do bolo.
Os 5 primeiros colocados nunca estiveram a mais do que 00:50:00 do primeiro colocado na geral.
Se considerando os 10 primeiros isso sobe para 01:41:40.
E quando os tempos pesam, as penalizações assumem importância maior.
Entre os 10 primeiros, metade deles somou penalização de 15min, por causa de haverem trocado o motor, e considerando que a diferença média entre uma posição e outra entre os 10 primeiros foi de 00:08:05, 15 min são preciosíssimos.
É interessante notar também que em anos anteriores a troca de motor era mais comum. Em 2012 apenas 1 entre os 10 primeiros não fez a troca. É claro que este este ano a estratégia foi motivada pela troca forçada que FDP Despres fez na sétima etapa.
E de fato quem trocou acabou prejudicado. Chaleo Lopez trocou na penúltima etapa e perdeu a segunda posição. Helder Rodrigues também ganharia uma posição se não houvesse feito a troca, da mesma maneira que Paulo Gonçalves.
É provável que nas próximas edições seja mais comum a estratégia de não trocar.
O que é positivo, considerando o espírito de aventura e a necessidade de um equipamento que aguente todo o esforço e desgaste do Dakar sem exigir manutenções relevantes como a troca de um motor.
A preparação das motos deve considerar muito a estabilidade, confiabilidade e resistência de todos os componentes.
Barreda, que perdeu horas por causa de uma bomba de gasolina, é um bom exemplo disso. Não fosse o tempo perdido com o problema mecânico ele seguramente estaria brigando pelo pódio.

Se formos falar de fabricantes, apesar de sensíveis evoluções na concorrência, a KTM continua intocável.
Desde 2001 só cedeu um lugarzinho no pódio para outro fabricante por 4 vezes.
Dadiv Fretigne de Yamaha foi terceiro em em 2009;
Chaleco Lopez de Aprilia também foi terceiro em 2010;
e Helder Rodrigues de Yamaha foi terceiro em em 2011 e 2012.

Neste ano tivemos uma equipe oficial da Honda, formada por Helder Rodrigues, Javier Pizzolito e Johnny Campbell (Zanol ficou de fora...), da Huskvarna, com Joan Barreda, Paulo Gonçalves, Alessandro Botturi e Matt Fish, e da Gas Gas com Laia Sanz, Marc Guasch e Miguel Puertas.
Equipes oficiais sempre contam com melhores condições, e podem competir em igualdade com a KTM no que tange a equipamento e assistência.

É isso ai.
Lamentamos a ausência de Felipe Zanol, que segue em tratamento na Califórnia) e Marc Coma, e os problemas enfrentados por Barreda, Casteu e Laia Sanz.
Acho que o Dakar seria OUTRO se não fosse isso.

Vamos aguardar 2014.
Será que o Brasil vai ser incluído no trajeto?

Até o próximo!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - continuação 2

Olá pessoal!

Depois da tremenda falta de caráter demonstrada por Cyril FDP Despres no ano passado, e com Marc Coma e Felipe Zanol fora da competição, a minha torcida vai mesmo é para que a hegemonia da KTM seja quebrada este ano.

De fato não me parece que a iniciativa da organização do Dakar em limitar os motores em 450cc, justificando que a medida viabilizaria a participação de outros fabricantes, está se mostrando acertada.
É um pouco controverso.
Eu penso que esta limitação não deveria existir. e que o limite deveria ser realmente a técnica do piloto e a capacidade da moto em resistir. Na fase africana era assim, e com trechos cronometrado bem mais longos.
Mas...
Antes destas novas (já não tão novas assim) regras passarem a valer o cenário era o seguinte:
Em 2007, último na Africa, competiram 264 motos, sendo 128 KTMs (49%).
Em 2009 das 113 motos que largaram, 64 eram KTM (57%).
Em 2010 largaram 151 motos, e 78 eram KTM (52%).
Justamente em 2010 é que as novas regras começaram a ser aplicadas, aos poucos, primeiro para os pilotos de ponta, depois vieram os restritores de potência, e finalmente no ano passado "pegou geral".
Em 2011 das 186, 56 KTMs (só 30%).
E no ano passado, das 178, 71 ainda eram KTM (40%)
Este ano, das 175 que largaram, 66 ainda são KTM (38%)
Vamos olhar na linha de chegada as 10 primeiras colocações.
Em 2007 7 KTMs;
em 2009 9 KTMs;
em 2010 6 KTMs;
em 2011 6 de novo;
e no ano passado foram 7.
Se o Dakar terminasse hoje, seriam 5 entre as 10 primeiras.
Mudou alguma coisa?
Sim! Mas é questionável dizer que foi por causa da limitação em 450cc.
Thierry Sabine criou uma aventura, que foi vencida pela primeira vez por Cyril Neveu com um XT500, com uma identidade forte: Desertos, looooongas distâncias, e motos grandes.



Era algo muito diferente de uma corrida de motocross, onde as motos eram menores, mais leves, e a técnica totalmente diferente.
Na minha opinião, esta linha de corte de 450cc, somada a migração para a America do Sul, e as diferenças na construção dos trajetos, vem alterando a identidade do Dakar, que deixa de ser uma aventura, no sentido lúdico da palavra, e passa a ser uma competição, no sentido técnico desta palavra.

Ok... Ok... Eu assumo que tem um pouco de nostalgia nisso.

Mas vamos resumir a etapa de hoje?

Chaleco Lopez!

O chileno largou em 7º e assumiu a ponta depois dos problemas que teve o português Paulo Gonçalves, chegando 2,5min a frente de Rubem Faria.
Boturi chegou em 5º, Pain em 10º e Casteu em 15º.
Na classificação geral, Pain continua na ponta, Casteu perdeu uma posição e cai para 3º, mas só 4min atrás do líder, Chaleco Lopez subiu de 6º para 4º, e Rubem Faria cai para 5º.

É isso ai. Vamos continuar acompanhado.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - continuação 1

Olá pessoal!

Vamos abrir o post com um verdadeiro malabarismo protagonizado pelo chileno Patricio Cabrera no segundo dia de rally.

No dia de ontem Barreda venceu de ponta a ponta, mesmo tendo que pilotar com o roadbook manual, ou seja, tendo que rolar o papel "no dedo"!
Joan Pedrero tomou um tombo e ficou desacordado por um tempo. Fish foi quem o encontrou já levantando. O piloto disse não saber como foi a queda e não sabe exatamente quanto tempo ficou desacordado: "só lembro de quando já estava de novo sobre a moto". Precisou ficar completando água até o final, e terminou a etapa em 22º.
A etapa foi vencida por Barreda, seguido de Pain, Casteu, Farres Guell e Helder Rodrigues. 2 Yamaha, 2 Honda e uma Husqvarna. NENHUMA KTM!!!
Será que o reinado vai acabar?
Na geral Pain ficou na frente, seguido de Casteu, FDP Despres, "Dinamita" Barreda, e Viladoms. Somente uma KTM...

Na cobertura feita pela TDP, um canal espanhol, um expectador perguntou a Carlos Sotelo que correu de Cagiva em 95, 97, quando ganhou a etapa 7, e 98, quando ganhou a etapa 10, em que posição ele acredita que seria possível terminar um dakar com uma Cagiva Elefant 900, e a resposta foi "no máximo entre quinto e décimo".

O dia de hoje não foi tão bom para Barreda.
Problemas na bomba de combustível praticamente acabaram com suas possibilidades de pódio, visto que terminou a etapa na 142ª posição, e na geral ficou mais de 3h atrás do líder.
Mas a boa notícia do dia foi a vitória de David Casteu.
Lembram dele?
O francês manteve sua Yamaha na frente de ponta a ponta, e chegou 1min à frente do compatriota Olivier Pain.

A classificação geral ficou assim:
Pain (11:51:29)
Casteu (11:52:44)
FDP Despres (11:57:36)
Ruben Faria (12:05:03)
Viladoms (12:05:05)
Chaleco Lopez vem em 6º e Jean de Azevedo em 29º.

Relaxando depois da vitória...
O comentário geral é que este ano as primeiras etapas estão bem fortes, comparáveis às iniciais do Dakar dos anos 80/90, e que o panorama pode mudar durante a primeira parte chilena da competição, mas perece que com Coma fora, os problemas de Barreda e Chaleco Lopez (infelizmente) o cenário está favorecendo FDP Despres.

Vamos acompanhar.