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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dakar 40 - etapa 5

Tá ficando mais e mais emocionante!

Crescem as possibilidades de que o campeão deste ano não seja uma KTM!
Entre os 5 primeiros na classificação geral, cuja diferença está abaixo de 10min, temos 2 Honda, 2 Yamaha e apenas 1 KTM. E entre os 15 primeiros temos 5 KTMs, sendo 4 da equipe oficial.
Van Breveren continua segurando a Yamaha na ponta, mas agora à frente da Honda de Kevin Benavides, porque Pablo Quintanilla sofreu um tombo já no começo da etapa num trecho de praia e chegou 28min52 depois de Joan Barreda o vencedor da etapa de hoje, última no Peru. Vale lembrar que Barrede não está totalmente recuperado de uma lesão que sofreu no punho esquerdo e isso ainda pode atrapalhar pois ainda tem muito chão pela frente.
Antes de Barreda na classificação geral ainda vem Matthias Walkner, praticamente colado em Benavides.
Depois deles vêm De Soultrait, Price, Antoine Meo, Gerard Farres, Pablo Quintanilla e Brabec.
Tradicionalmente a partir desta etapa as mudanças de posição são menos intensas. Salvo por abandono, acidentes ou penalizações, deste ponto em diante já se pode ter uma boa noção de quem de fato tem condições de pódio.

Mudando um pouco de assunto, mas continuando em rally e em Dakar ... (!?!?)
Alguém conhece o Africa Eco Race?
http://www.africarace.com
Enquanto o dakar comemora sua 10ª edição na América do Sul, o "Eco" comemora sua 10ª edição em Dakar!
Isso mesmo!
Para muitos a Africa Eco Race é que é o verdadeiro dakar e não apenas porque termina na cidade de Dakar, mas porque resgatou e mantém uma aura de aventura, com participantes amadores, de mochila às costas e sem a participação de equipes dos fabricantes, evocando as primeiras edições do Paris-Dakar.
Aventura, Este era o clima do rally Paris-Dakar em seu início. Uma bússola, um roadbook, água e uma caixa de ferramentas era a bagagem dos motociclistas aventureiros. Não havia sequer motos fabricadas especificamente para este tipo de utilização. O dakar foi responsável pelo surgimento dos modelos big trail.
No mesmo ano em que o dakar abandona o continente africano nascia a Africa Eco Race, que se propunha não só a percorrer os países anteriormente percorridos pelo dakar, mas comprometia-se também a manter o ‘espírito dakariano’, apelando aos amadores e apostando numa filosofia ecológica, de ajuda mútua e apoio aos povos visitados.
O Eco se propõe a ser mais acessível aos pilotos amadores e tenta manter o espírito de aventura com as especiais quase sempre mais longas que as ligações, sendo muitas vezes a quase totalidade da etapa.
Há pilotos que já correram em ambas, como é o caso de Ullevalseter e Franco Picco.
Isso mesmo! Franco Picco!
O piloto italiano, hoje com 64 anos, foi um dos pioneiros e, apesar de nunca ter vencido, foi também um dos heróis do dakar e de outros grandes rallyes africanos. Subiu três vezes ao pódio no dakar, venceu um par de vezes o Rally dos Faraós e o Rally das Piramides.
Participou do dakar entre 1985 e 1990, fez mais tarde duas participações de carro ainda em África, mas em 2010 voltou para fazer o dakar de moto, e praticamente não parou desde então. Este ano não foi ao dakar, mas está na Africa Eco Race.
Esse é O CARA!!!

E o percurso do Eco deste ano é assim:
Uma rota diversificada com tantos trechos de areia e dunas quanto possível.
Poucos trechos de ligação ou deslocamento e muitas largadas e chegadas direto do bivaque.
Roadbooks precisos e foco em nevegação.
2 etapas em loop (igual ao dakar deste ano...)
Uma etapa de "500 milhas" sem assistência.
Bivaques montados em meio à natureza.
12 etapas com dia de descanso em Dakhla com um total de 6000km.

Hoje rolou a 8ª etapa, entre Chami e Amodjar na Mauritânia, que foi vencida pelo português Luis miguel Anjos Oliveira pilotando uma Yamaha.
O lider na geral é o italiano Paolo Ceci, pilotando uma KTM.
"Il nono" Picco estava em 7º até ontem mas até o momento não consegui ver em que posição chegou na etapa da hoje.
Na primeira etapa, em 2010 foram apenas 3 motos - Marco Capodacqua (KTM), Alberto Dottori (KTM) e Giovanni Stefani (Yamaha), e foi vencido por Marco Capodacqua.
Os resultados seguintes foram:
2011 - Gev Teddy Sella (sul-africano) KTM - 37 competidores
2012 - Oscar Polli (italiano) KTM - 14 competidores
2013 - Martin Fontin (alemão) KTM - 22 competidores
2014 - Michael Pisano (francês) Honda - 23 competidores
2015 - Pal Anders Ullevalseter (norueguês) - 28 competidores, entre eles David Fretigne
2016 - Pal Anders Ullevalseter (norueguês) - 30 participantes
2017 - Gev Teddy Sella (sul-africano) KTM - 37 participantes, entre eles Paolo Ceci e Ullevalseter
Este ano são novamente 37 participantes.
E se o Dakar tem a beleza da espanhola Laia Sanz, o Africa Eco Race tem a francesa Julie Vanneken.



domingo, 8 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Etapa 6 cancelada

A sexta etapa, que antecedia o descanso, tradicionalmente uma das mais duras, foi cancelada por causa dos resultados de 15h de fortes chuvas.
A coisa estava realmente feia...









Dakar 2017 - etapas 5 e 6

Olá pessoal!

Os comentários gerais são de que este ano Marc Coma de fato conseguiu impor sua marca pessoal na organização técnica do Dakar. A competição está bastante técnica, exigindo muito de navegação. Muita gente se perdendo e dando voltas.
Mudanças nos GPSs também colaboram para isso. Até o ano passado, quando um piloto alcançava 800m de um WP o GPS passava a guiá-lo até o local exato do WP. Este ano isso não acontece mais. O GPS apenas sinaliza que o piloto entrou no raio de 800m do WP, mas ele não recebe nenhuma irientação adicional para encontrar o WP. Na África era mais ou menos desta maneira, e a estratégia que alguns usavam era rodar em circulos concêntricos até encontrar o WP.

Durante a quarta etapa, Laia Sanz perguntou ao piloto Joaquin Rodrigues, que pilota uma Hero (Fabricante indiano), sobre um WP e o português lhe informou que ela havia deixado para trás 2 WP. Laia caiu na história, deu meia volta e acabou perdendo um tempo que lhe custou algumas posições na geral.
As penalizações zoaram tudo!
Na classificação geral, entre os 10 primeiros 8 ainda não haviam estado neste primeiro grupo. Apenas De Soultrait e Renet, respectivamente primeiro e segundo na geral haviam estado entre os 10 primeiros.

Na etapa de ontem (5ª) os 10 primeiros foram:
SUNDERLAND (KTM)
P. GONCALVES (HONDA) +00:07:07
A. VAN BEVEREN (YAMAHA) +00:07:29
J. PEDRERO G (SHERCO) +00:09:40
F. CAIMI (HONDA) +00:12:13
G. FARRES GUELL (KTM) +00:15:07
P. QUINTANILLA (HUSQVARNA) +00:18:12
C. ESPANA M (KTM) +00:21:32
JC. SALVATIERRA (KTM) +00:23:44
D. OLIVERAS C (KTM) +00:24:29

Falando em regularidade, apenas Sunderland e Farres Guell vêm estando entre os 10 primeiros desde a primeira etapa.
Imaginem como estava a cabeça de Barreda depois da penalização. E como se não bastasse seu roadbook quebrou 40km depois do início da especial. O espanhol terminou em 22º, 37min atrás de Sunderland, e 4 posições atrás de Metge, seu mochileiro.
Laia fechou em 37º, 11min de Barreda, e "Il Nono" em 101º.
A especial, que estava dividida em dois tramos, foi reduzida e foram computados os tempos apenas do primeiro tramo. A justificativa da organização foi de que as condições meteorológicas estavam muito desfavoráveis. Na etapa 4 a TV espanhola mostrou imagens da câmara de bordo de um piloto enquanto nevava!

Ainda não falamos dos brazucas...
São 3.
Ricardo Martins, que terminou ontem em 31º, correndo com uma Yamaha, Richerd Fliter, que fechou em 56º pilotando uma Honda, e Gregorio Caselani, que abandonou na 4ª etapa.

Alguém quer um culpado pelas penalizações da Honda? Martino Bianco é o nome dele.
Que cagada heim Martino!!!

Com o cancelamento da etapa de hoje a classificação geral é a seguinte:
SUNDERLAND (KTM)
QUINTANILLA (HUSQVARNA) +00:12:00
VAN BEVEREN (YAMAHA) +00:16:07
FARRES GUELL (KTM) +00:20:57
WALKNER (KTM) +00:29:01
DE SOULTRAIT (YAMAHA) +00:36:06
SVITKO (KTM) +00:48:43
RENET (HUSQVARNA) +00:54:45
DUPLESSIS (KTM) +01:04:55
GONCALVES (HONDA) +01:08:21

Barreda ficou em 12º a +01:12:39.

Vamos fazer um exercício e descontar a cagada do Martino? Só o número, sem falar no abalo...
SUNDERLAND (KTM)
QUINTANILLA (HUSQVARNA) +00:12:00
BARREDA BORT (HONDA) +00:12:39
VAN BEVEREN (YAMAHA) +00:16:07
FARRES GUELL (KTM) +00:20:57
CAIMI (HONDA) +00:27:10
WALKNER (KTM) +00:29:01
DE SOULTRAIT (YAMAHA) +00:36:06
SVITKO (KTM) +00:48:43
METGE (HONDA) +00:49:25
BRABEC (HONDA) +00:49:27
RENET (HUSQVARNA) +00:54:45
DUPLESSIS (KTM) +01:04:55
GONCALVES (HONDA) +01:08:21

Seguimos ligados.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Bonde andando e lugar na janela.

Olá pessoal!

Existe uma história sonbre uma tribo africana que diz que quando dois amigos após algum tempo distantes se reencontram a primeira coisa que fazem é colocar mutuamente a mão direita sobre o peito do amigo e então ambos começam a contar o que aconteceu em suas vidas desde o último encontro, ao mesmo tempo e sem parar.

Não vou fazer isso, mas... o dakar começou já faz 4 dias então vamos resumir em 3 frases.
1 - Barreda liderava com 22min de vantagem, mas foi penalizado em 1h e caiu para 7º;
2 - Price abandonou com fratura no fêmur esquerdo;
3 - "Il nono" Picco, aos 61, corre seu 25º Dakar (e está largando hoje logo na frente do Gregorio Caselani).

Com a saída intempestiva de Price, a KTM vai brigar pela 15ª vitória com Sam Sunderland, que largou em 13º hoje e é 4º na geral, Matthias Walkner, que abriu pista hoje e vem em 2º na geral, e Laia Sanz, que larga hoje em 38º e está em 13º.

A Honda vinha muito bem com Barreda, que estabeleceu uma boa vantágem na 3ª etapa, mas tomou um revés após ser penalizado ontem em 1h por reabastecer em local não permitido. Parece que foi um erro da equipe, pois Paulo Gonçalves e Michael Metge também tomaram 1h.

Com a saída de Price e a penalização de Barreda, o primeiro posto caiu no colo do chileno Pablo Quintanilla, que este ano pilota uma Husqvarna (marca que foi comprada pela KTM em 2014).

E a Yamaha este ano veio com Alessandro Botturi, que abandonou ontem com uma lesão na cabeça, Helder Rodrigues, que segue firme em 9º, e Adrien Van Beveren, que vem em 6º, e Rodney Foggotter, que abandonou ontem com o ombro lesionado.

Joan Pedrero veio de Sherco este ano e está em 14º.

Por enquanto é isso.

Seguimos acompanhando.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Dakar 2016 - Finito!!!

Olá pessoal!

Acabou!
Toby Price, em sua segunda participação no Dakar, conquistou seu primeiro título, e o 15º para a austríaca KTM.
O australiano de 28 anos, que aos 15 já era campeão australiano em 2 categorias, profissionalizou-se em 2004 assinando com a Kawasaki, parceria mantida até 2010, quando, já com vários títulos assinou com a KTM e conquistou 5 títulos do AORC - Australian Off-Road Championship.

A largada da última etapa entre Villa Carlos Paz e Rosario também trouxe novidades em relação aos anos anteriores: A ordem de largada foi invertida em relação à classificação geral!
Normalmente o que acontece é que a ordem de largada é estabelecida pela ordem de classificação na etapa anterior.
Esta inovação fez com que o peruano Oswaldo Burga, 84º (último) na classificação geral da 12ª etapa, abrisse pista na etapa final, e Toby Price, primeiro colocado, fosse o último a largar.
Isso pode gerar um pouco de confusão, mas já nos tempos verificados no primeiro WP as coisas voltam ao normal. Quintanilla passou com o melhor tempo, seguido por Kevin Benavides e Helder Rodrigues, os 3 que disputavam o último espaço no pódio. Mas não houve mudança, e o chileno conseguiu segurar a 3ª colocação e o primeiro pódio para a Husqvarna.

Com este resultado a Husqvarna se inclui no seleto grupo de fabricantes que algum dia conquistaram um lugar no pódio do Dakar, são eles: KTM, Honda, Yamaha, Cagiva, BMW, Susuki, Aprilia, Barigo e Husqwarna.

Alguém pode perguntar... Barigo? O que é isso?

A Barigo foi uma fábrica francesa que fechou as portas em 1997. Grégoire Verhaegue correu o Dakar com uma BARIGO 500 e levou a moto de n°57 até o final, conquistando o terceiro lugar, atrás de Cyril Neveu e Philippe Vassard, ambos de Honda.

Voltando ao ano de 2016...

Fazendo um comparativo com os últimos 3 anos tivemos menos compatidores;
2013 - 183
2014 - 174
2015 - 160
2016 - 136
Mais da metade (61%) das motos terminaram o Dakar.
Apesar de tudo, as mecânicas estão resistindo mais. Este anos entre as top 20 houve apenas uma troca de motor, em 2015 foram 6 mesmo cruzando o salar, em 2014 10 e em 2013 foram 9.
Apesar de diversos fatores, seja a organização limitando o tamanho dos motores, seja o ingresso de equipes oficiais de outros fabricantes, a KTM ainda impera com folga. Este ano mais da metade das motos inscritas são KTM, e se você quiser terminar um Dakar, prefira uma KTM, pois este ano 76% delas chegaram ao final, contra 50 e 52% de Honda e Yamaha.
Mesmo com todo o oba-oba dos fabricantes, desde 2013 este ano foi o menor número de Hondas inscritas (14) e também de Yamahas (21).

É preciso reconhecer que os especialistas geralmente vão mais longe do que os generalistas.
A KTM foi fundada em 1934 pelo Sr. Hans Trunkenpolz, natural da cidade de Mattighofen, uma cidade da Áustria 40km ao norte de Salzburgo.
Kraftfahrzeuge pode ser traduzido por "veículo motorizado" ou "veículo tracionado por motor".
A marca KTM vem de Kraftfahrzeuge Trunkenpolz Mattighofen e começoe a fabricação de motocicletas em 1953, produzindo 3 unidades por dia.
Em 1955 Ernst Kronreif virou acionista da empresa e KTM passou a significar Kronreif Trunkenpolz Mattighofen.
Foi o primeiro fabricante a produzir um motor refrigerado a água para motos, o primeiro a usar freios a disco nas duas rodas, e também a inovar na suspensão traseira com o PDS (Linkless Suspension System).
Já na sua primeira participação em competições, em 1953 no 5º Gaisberg competition, chega em primeiro, segundo e terceiro lugares.
Em 1956 ganha o ISDE (Copa do Mundo de Enduro).
Em 1964, após um período de crise, volta às competições com uma equipe de fábrica e já em 1967 ganha 3 etapas do ISDE.
Em 1974 o portifólio contava com 42 modelos diferentes, e no mesmo ano torna-se campeã do mundial de motocross na categoria 250cc, feito repetido no ano seguinte.
Sua primeira aparição no Dakar foi em 1983. Em 1984 Ciro De Pétri conduziu uma KTM, mas abandonou.
Os primeiros motores 4 tempos para motos de série, já com refrigeração líquida, chegaram ao mercado em 1987.
Em 1992, depois de passar por reformulações administrativas, a KTM dá foco a um novo conceito chamado "Hard Enduro", que mistura endurance (provas de longa duração) com trials (escalada de pedras) e motocross.
E em 1993 o Hard Enduro vira Rally, inaugurado com vitória no Rally Atlas.
Em 1995 ganha o Master Rally e o Rally da Tunísia, iniciando a produção em série do revolucionário motor LC4, levou o título de Campeã Mundial de Motocross 500cc e incontáveis vitórias em competições de Enduro e Rally. Jordi Arcarons chegou em 2º e Carlos Sotelo em 3º no Dakar, e das 30 melhor classificadas, 17 eram KTM, em 1997 este número sobe para 19e em 1998 para 22.
Em 1999 a KTM vence seis Campeonatos Mundiais.
Era questão de tempo, e a vitória no Dakar veio em 2001 em dose quíntupla com Fabrizio Meoni, Arcarons, Gavardo, Pujol e Cox, e de lá pra cá não parou mais.
O produto KTM é para motocross (10 modelos), Enduro/Rally (16 modelos), as demais categorias contam com apenas alguns modelos.

Então é o seguinte, por muuuuuuito tempo ainda vamos ver estas motos alaranjadas povoando o mundo do Dakar.

Até o próximo!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Dakar 2016 - Entrando na reta final

Olá pessoal!

Ontem na etapa entre La Rioja e San Juan Toby Price deu um susto, pois seu tempo não apareceu em alguns WPs voltando a ser registrado somente na linha de chagada, quando foi registrado em segundo lugar, atrás de Antoine Meo, seguidos por outros 83 pilotos que seguem "ativos" neste Dakar.
Paulo Gonçalves não está mais entre eles. O portuga abandonou com sua Honda depois de um tombo perto do km118, logo depois do WP2. Foi enconttrado inconsciente pela equipe médica da organização que o levou diretamente para um hospital. O diagnóstico foi traumatismo craniano, mas ele já recuperou a consciência e deve passar por outros exames. Torcemos para que ele se recupere totalmente.

O chileno Pablo Quintanilla vem levando muito bem sua Husqvarna, com chances inclusive de conquistar um inédito pódio para a marca suéca, que pertence desde o ano retrasado à KTM.
Sempre se manteve entre o top 10 na classificação geral. Neste momento está em 4º, a menos de 2min de Meo, e leva 12min de vantagem sobre Benavides, o 5º na geral. São os 2 com changes de tomar o 3º lugar de Meo e quebrar o pódio triplo de KTM neste Dakar.

Notem que não houve grandes alterações nas posições de passagem dos primeiros pilotos pelos WP




Mas notem nesta outra visão que Quintanilla chegou inclusive a registrar o melhor tempo no WP8


Hoje, a penúltima etapa, que levou o pessoal de San Juan de volta a Villa Carlos Paz, teve o percurso encurtado de novo por causa das condições meteorológicas.

Meo abriu pista e praticamente parou para aguardar a chegada de Price, que largou 3min depois.
A estratégia da KTM foi encostar Meo em Price para garantir apoio em caso de qualquer imprevisto.
Infelizmente o imprevisto aconteceu com Meo, que levou um tombo, lesionou a mão e perdeu 38min no WP10.

Pablo Quintanilla até começou bem, passando com o melhor tempo já no WP2, mas a partir do WP5 os resultados não foram tão bons.
Quem voou hoje fou Helder Rodrigues. Largou em 4º e passou em primeiro no WP7.
Nas imagens abaixo dá pra ver a variação das posições e dos tempos.



Ao final desta etapa a classificação geral ficou assim:
1 - Price (KTM)
2 - Svitko (KTM) +00:37:39
3 - Quintanilla (Huskvarna) +00:53:10
4 - Rodrigues (Yamaha) +00:54:29
5 - Benavides (Honda) +00:57:28
Amanhã, na etapa final, somente Price vai "correr pro abraço", o resto da galera ainda vai estar brigando por um degrau ou até 2 na classificação final.

Vale a pena acompanhar!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dakar 2016 - Caminho aberto para a 15º vitória da KTM

Olá pessoal!

Vejam o que eu comecei a escrever ontem...

"Ontem foi a vez de Paulo Gonçalves dar adeus ao Dakar. Sua Honda apresentou problemas mecânicos logo no início da etapa e não foi mais possível continuar.
Com Barreda e Paulo Gonçalves fora, com Joan Pedrero e Helder rodrigues sem um desempenho relevante, o caminho ficou aberto para a KTM e o australiano Toby Price, que voou baixo na 9ª etapa, ganhando mais 10min sobre Svitko, o novo segundo colocado na geral.

Desde que conquistou seu primeiro Dakar, logo com as 3 primeiras posições em 2001, a KTM só abriu espaço no degrau mais baixo do pódio 5 vezes, e uma única vez a segunda colocação ficou com a Honda de Paulo Gonçalves.
Restam ainda a Honda do argentino Kevin Benavides, a Husqvarna do chileno Pablo Quintanilla e a Yamaha do português Helder Rodrigues com alguma chance de um espacinho no pódio."

Pos é... só que não.


Marc Coma chamou para si a responsabilidade e finalizou a etapa no Km 176 da especial.
Justificativa: 42ºC às 10h da manhã e vários pilotos com sintomas de desidratação.
Como alguns pilotos de fato percorreram toda a especial, a organização resolveu considerar isso para chegar "virtualmente" a um tempo a ser considerado para quem parou com a neutralização. Usaram uma fórmula matemático/cabalística meio maluca para atribuir os tempos.

Isso mudou um pouco o quadro, pois Paulo Gonçalves, mesmo que com muito atraso, passou pelo Km176 rebocado por Paolo Ceci, que ganha o título de rebocador oficial do Dakar2016,  e ficou vivo na competição, mas 34min atrás de Price.
De outro lado, Benavides foi prejudicado. Tinha ficado em 4º a 33min do líder, e passou a figurar em 6º a 48min.
Muitos pilotos reclamaram bastante da decisão.
Laia postou em sua página no Facebook: "Before, I was 13th 13 minutes from top 10. Now I'm 14th, 50 minutes from top 10".
Casteu também se manifestou: "Trop de sécurité tue la course. Nous sommes des pilotes de l’extrême, nous savons que c’est dangereux. On nous avait dit que c’était la course la plus dure du monde, mais c’est nul ! Nous les pilotes de rallye, nous ne pouvons plus faire la différence".

Enfim. tá feito. Vira a página e seguir para a próxima etapa.

A ordem de saída de hoje foi inovadora, além de haver sido atrasada de novo em virtude do nível de água em um rio que deveria ser atravessado durante a especial.
Largaram as 4 primeiras motos, Price, Benavides, Svitko e Quintanilla a intervalos de 3 minutos. Em seguida largaram 4 carros, Sainz, Van Loon, Hirvonen e De Villiers. Assim, misturados, todos continuaram a largar para esta 10 etapa.
Mesmo tratando-se de uma etapa marathon, Paulo Gonçalves parece que conseguiu resolver os problemas mecânicos - radiador - que tinha na etapa anterior.

Novamente a etapa foi finalizada antes do previso, no CP5 (Km 244,7), pelo mesmo motivo que atrasou a largada: um rio muito cheio que não permitia cruzar.

Svitko foi que voou mais baixo, conquistando sua primeira votória em uma etapa. Kevin ficou em segundo, Price em terceiro e Paulo Gonçalves em quarto.
Os 3 primeiros passaram sempre juntos pelos WPs.



Na classificação geral Price segue na frente. Svitko vem depois (+00:23:12), seguido de Paulo Gonçalves (+00:34:15) e Quintanilla (+00:42:49).

Hoje as equipes podem trabalhar nas motos e recuperar os danos sofridos.
Vamos ver se haverá substituição de motor, o que se paga com penalização de 15min.

Seguimos acompanhando.

PS - Paulo Gonçalves foi penalizado em 00:39:56, aparentemente por haver permanecido tempo demais parado no CP2.
Parece que ele só poderia ter permanecido ali por 15min e todo o tempo excedente foi convertido em penalização.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Dakar 2016 - Adiós Bolivia!

Olá pessoal!

No sábado a caravana deixou a Bolívia e retornou à Argentina numa especial de 336Km realizados em duas etapas - o intervalo coincide com a passagem pela fronteira Bolívia-Argentina - mas a segunda etapa foi cancelada por causa das fortes chuvas e da elevação repentina do nível de diversos cursos de água que seriam cruzados na segunda parte da especial.

Os 3 primeiros a largar foram Price, Walkner e Paulo Gonçalves.
Barreda não largou. Às 09:18, mais de 2h depois da largada o organização ainda publicava ¿Dónde está Barreda? Seguramente seu abandono ainda não havía sido comunicado. Em entrevista justificou por uma fissura no polegar esquerdo, pelos problemas mecânicos da moto, e pelo risco de continuar nestas condições. Eu achei estranho...
A 15Km da largada Matthias Walkner perde o controle da moto e cai gravemente.
Pulo Gonçalves, que havia largado 3 minutos depois de Walkner foi o primeiro a chegar.
Parou imediatamente para dar assistência e alertar a organização.
Ficou 10min53 com Walkner até que chegasse socorro.
Ao final da etapa a organzação lhe devolveu o tempo.
O mesmo aconteceu com Laia quando parou para auxiliar Pela Renet na etapa 4.

Lembram da etapa 9 de 2012?
Posturas como esta de Paulo Gonçalves e de Laia Sanz me fazem crer que caráter é coisa que se molda antes da idade adulta, e que depois disso as mudanças são muito difíceis.
Além disso, constata-se também que é em momentos de pressão que as pessoas se mostram (quase) sem mascaras.

Toby Price caiu para 3º já no primeiro WP, e para 5º no WP5.
Meo e Benavides foram se revezando na ponta até o final, mas Meo chegou com o melhor tempo.
Svitko também não foi bem, terminou em 9º
Helder Rodrigues foi muito rápido e chegou em 4º, mas tomou 4min de penalização e caiu para 22º.
Paulo Gonçalves, com a recuperação do tempo no socorro a Walkner, termonou a etapa em 3º.
Na geral, Paulo Gonçalves manteve a liderança 03:12 a frente de Price que trocou de posição com Svitko. Quintanilla trouxe a Husqvarna para a 4ª posição - de 8º para 4º! - e Helder Rodrigues trouxe a Yamaha para a 7ª posição. Duclos e Pedrero seguiam juntos com suas Sherco em 9º e 10º.

Hoje iniciamos a segunda metade do Dakar.
Dos 136 que iniciaram em Buenos Aires, 112 estavam liberados para uma largada sofreu atraso porque a polícia argentina causou problemas durante o enlace que levava até o início da especial. Mas afinal, quem nunca teve problemas com "la caminera" argentina...
A etapa prometia grandes desafios de navegação e uma mudança drástica no rítmo da competição até aqui, com expectativa de mudanças nas posições. Além disso o trecho de especial contava com uma neutralização entre o Km 159 e o 302, respectivamente WP4 e 5.

Metge, que largou em 4º parou várias vezes antes do primeiro WP e passou em.
Paulo Gonçalves largou em 3º, depois de Meo e Benavides e assumiu a ponta já no WP1, caindo para 2º no WP4/5. Passou quase junto com Benavides no WP6, o que significa que ele já havia recuperado 3min sobre o argentino, mas acabou baixando o ritmo no final, terminando mais de 5min com desvantagem em relação a Price.
Price foi indo sem grandes mudanças até o WP4/5 mas ganhou 1min e meio e passou em 1º no WP6, e alcançou a liderança na geral passando pelo WP8 com vantagem de 2min47 sobre Paulo Gonçalves. O australiano terminou na primeira colocação da etapa e da classificação geral, com vantagem de 00:32 sobre Paulo Gonçalves.
Antoine Meo, que abriu pista hoje, caiu logo para 3º no WP1 e para 7º no WP6 e terminou em 8º.

Deu pra perceber que Paulo Gonçalves pode tirar proveito de ter Benavides e Meo a sua frente e ganhar o tempo que lhe separava deles, mas a partir do momento em que encontrou com ambos na pista a vantagem terminou, pois a partir do WP7 eles passaram sempre juntos, praticamente no mesmo minuto.
Como Price largou em 5º sua vantagem durou mais do que a de Paulo Gonçalves. No WP1 ele estava a 12min de Meo, a 6 de Paulo Gonçalves, e já tinha deixado Quintanilha pra trás. No WP7 ele já passava 4min depois do português, e no WP9 a diferença caiu para 2min.

Amanhã é a vez de Price abrir pista de novo com Paulo Gonçalves logo atrás dele. Disputa direta!
Svitko, Benavides, Meo e Quintanilha é que vão ter a opotunidade de tirar vantagem de quem larga na frente.

Seguimos acompanhando!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dakar 2016 - de las Termas de Río Hondo a San Salvador de Jujuy

Olá pessoal!

Mais etapas canceladas por causa das chuvas.
É o tal "El niño godzila" fazendo estragos também no Dakar.

Para lembrar...
Etapa 1 cancelada -227 km
Etapa 2 encurtada -100 km
Etapa 3 encurtada -114 km

Na etapa de ontem Barreda parece que resolveu mostrar a que veio.
Ele largou 18min depois de Price e soube tirar vantagem dos rastros de quem saiu antes inaugurando o trajeto.
Passou na frente já no WP4 - primeiro cronometrado por causa dos recortes no trajeto - e se manteve com o melhor tempo até o final.
Resultado? Fechou a etapa em primeiro e assumiu a liderança geral também.
Mas... bem depois de encerrada a etapa ele acabou sendo penalizado em 1min por excesso de velocidade, o que fez com que a primeira posição na geral caísse no colo de Svitko

Duclos e Pedrero, pilotos oficiais da Sherco se deram muito bem ontem. Duclos largou en terceiro e teve problemas no início, provavelmente pela falta de referências na pista, pois Price e Faria não serviram de guia, passou em 13º no CP4 e se recuperou fechando em 9º. Joan Pedrero fez a mesma curva. Largou em 9º, passou no CP4 em 19º e recuperou, terminando em 11. Duclos recuperou 43s em relação à etapa anterior, e Pedrero manteve o tempo.
O dia de ontem terminou com a Honda nos 3 primeiros lugares da etapa, e com Svitko segurando uma KTM em 1º na geral.

Esta terceira etapa exigiu muito pouco de navegação. Havia trechos de placas com setas indicando a direção. Com exceção de um atoleiro bárbaro perto do km183, o trecho foi basicamente de estradas bem marcadas.

A etapa de hoje, um "home run" de Jujuy a Jujuy, foi a primeira perna de uma Marathon na qual as motos permanecerão trancadas numa área restrita, sem que os pilotos ou equipes possam fazer qualquer manutenção, ou seja, amanhã as motos irão largar exatamente do mesmo jeito que chegaram hoje.

I thought I read they got 30 minutes to service their bikes before they hand them over to the org. I suppose a wheel swap and oil change will be done.

O argentino Benavides abriu pista seguido por Paulo Gonçalves. Barreda largou em 5º logo depois de Svitko. Esta posição é bastante favorável para Barreda, pois o espanhol largou 12min depois do líder. A sua frente tinha Benavides, 2º na geral e um excelente ponto de referência, Paulo Gonçalves, 4º na geral e companheiro de equipe de Barreda, Meo (?), e Svitko, 1º na geral e mais um excelente ponto de referência, ou seja, Barreda tinha pelo menos 4 boas referências à sua frente, bastando segui-los e encurtar a distância para ganhar tempo e melhorar sua classificação geral.
E assim foi.
No WP1 já tinha o segundo melhor tempo. Passou no segundo WP junto com Svitko, já com o melhor tempo da etapa. Passou 8min depois de Paulo Gonçalves no WP3 e reduziu 14min a diferença de tempo entre seu companheiro. No WP6 Barreda abriu 02:22 sobre Paulo Gonçalves, e de carona todos os demais pilotos.

Terminada a etapa da hoje o resultado foi:
1º Joan Barreda
2º Paulo Gonçalves
3º Rúben Faria
4º Kevin Benavides
5º Toby Price
6º Antoine Meo
7º Michael Metge
8º Farres Guell
9º Ricky Brabec
10º Pablo Quintanilla
As Yamaha de Van Beveren e Helder Rodrigues chegaram em 11º e 15º.
As Sherco de Pedrero e Duclos chegaram em 20º e 22º.
Jean de Azevedo chegou em 35º e Laia Sanz em 52º. Péssimo dia para a espanhola que termonou 2015 em 9º.

A classificação geral ficou assim:
1º BARREDA BORT (ESP) HONDA
2º GONCALVES (PRT) HONDA +00:01:57
3º BENAVIDES (ARG) HONDA +00:04:14
4º SVITKO (SVK) KTM +00:07:19 Penalty 00:01:00
5º FARIA (PRT) HUSQVARNA +00:07:21 Penalty 00:01:00
6º WALKNER (AUT) KTM +00:09:05
7º PRICE (AUS) KTM +00:09:53
8º QUINTANILLA (CHL) HUSQVARNA +00:10:19 Penalty 00:01:00
9º MEO (FRA) KTM +00:12:52
10º DUCLOS (FRA) SHERCO +00:13:08

Ano passado a diferença entre o primeiro e o 10º na final foi de 03:09:09.
Na segunda etapa, a primeira "valendo", a diferença de tempo entre o primeiro e o 10º era de 00:04:30, passou para 00:05:03 ontem e ficou em 00:13:08 hoje. Isso mostra que a medida que a prova avança as coisas vão se consolidando, e normalmente ficam apenas disputas isoladas de posição. Será que este ano vai ser diferente?

Pra ilustrar, Jean de Azevedo tomou um baita tombo na segunda etapa.


Se fosse comigo já dava uns 50 dias de atestado... rsrsrsrs

Seguimos acompanhando!



P.S.
Errou de novo!

Barreda foi penalizado de novo por excesso de velocidade.
A regra é +/- clara.
Se o GPS te dedurar entre 1 e 15kmh acima da velocidade permitida: penalidade de 1 minuto multiplicada pela quantidade "impulsos" mais multa de €100;
Se o GPS te dedurar entre 16 e 40kmh acima da velocidade permitida: penalidade de 2 minutos multiplicada pela quantidade "impulsos" mais multa de €200;
Se o GPS te dedurar a mais de 40kmh acima da velocidade permitida: penalidade de 5 minutos mais multa de €300 pelo primeiro "impulso", 10 minutos mais multa de €500 pelo segundo "impulso", 15 minutos mais multa de €700 pelo terceiro "impulso", 60 minutos mais multa de €1500 pelo quarto "impulso".
Acredito eu que "impulsos" sejam os registros do GPS, gravados a intervalos de 30s, mas se alguém tiver um entendimento mais aprofundado a gente agradece a aula.

Com isso ele perde o primeiro posto na etapa - de novo! - caindo para 4º, e também na geral, - de novo! - caindo para 3º.
Em 2014 ele também foi pemnalizado em 15min na etapa 9 pelo mesmo motivo.
Uma hora ele aprende. É novo ainda...
Mas vamos olhar pelo lado bom?
Amanhã ele sai atrás de Paulo Gonçalves, Rúben Faria e Kevin Benavides, 3 exelentes referências para recuperar tempo.

P.P.S.
Ao constatar o excesso de velocidade o GPS gera um registro, que é o tal impulso, e somente irá gerar outro registro decorridos 150m do primeiro.
Thanks to Daryl and Deadly99 by the class.

P.P.P.S.
O limite de velocidade era 70Kmh e Barreda passou acima de 180Kmh!!!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Faltam só duas etapas

Olá pessoal!

Ainda está longe de se encerrar a discussão sobre a etapa que atravessou o salar de Uyuni pois novas informações vão chagando.
Villadoms, que junto com Casteu ajudaram Coma a seguir na competição no primeiro ponto de abastecimento foi forçado a abandonar neste mesmo lugar pois sua moto não funcionou mais. Ele declarou que a causa foi o dano pelo sal na parte elétrica e que várias motos tiveram o mesmo problema. Disse também que os bolivianos que se aglomeravam para assistir não cansavam de avisar de que não se podia atravessar o salar molhado.
Comentavam também que a situação se agravou pois estavam no meio de uma etapa marathon, sem condições de preparar as motos para enfrentar tal desafio e sem condições de eles mesmo se prepararem de forma adequada pois nem sequer roupas tinham para suportar as baixas temperaturas.
Joan Pedrero informou que os pilotos tinham 2 roadbooks naquela manhã. Um deles contornava o salar e o outro atravessava.
Abaixo um recorte de vídeo que mostra ao mesmo tempo imagens bonitas e outras que deixam ver o terrível que foi aquela etapa.

Apesar disso tudo, os cães ladram e a caravana passa e já tivemos 3 etapas depois disso e para a Honda a palavra agora é Estratégia.
Nos 2 últimos dias observamos que Barreda está correndo com objetivo de apoiar Paulo Gonçalves, e parece que está dando certo, pois o piloto português está diminuindo paulatinamente a diferença com Coma, mas vai ser difícil pois o português acumulou untem uma penalização de 16min por troca de motor, ele pegou o motor de Barreda e este, por sua vez, pegou o de Israel Esquerre, isso tudo ainda na famigerada noite em Yuhuni.

O vídeo é um pouco "pesado" (23Mb) mesmo assim decidi publicá-lo.
Acho que retrata bem o que foi esta etapa no salar.
Os créditos vão para a RTVE (tv espanhola).



Hoje 79 pilotos largam para a 12 etapa que os leva de volta para a Argentina.
A classificação está assim:
1 COMA
2 GONÇALVES +00:21:12
3 PRICE +00:31:43
4 QUINTANILLA +00:33:15
5 SVITKO +00:48:07
6 FARIA +01:40:43
7 CASTEU +01:46:51
8 SANZ +02:13:20
9 JAKES +02:24:46
10 PAIN +02:55:17
Jean de Azevedo vem em 22°

Seguimos acompanhando.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Etapa desumana

Olá pessoal!

A etapa de ontem foi histórica no Dakar.

Os pilotos vinham da etapa 07, na qual Barreda caiu e quebrou o guidão.
Saíram do nível do mar e subiram a 3.658m de altitude para encarar um acampamento sem assistência, pois a etapa era marathon.
Dá pra piorar?
É claro!
Adicione chuva e frio.
Choveu quase toda a noite, pela manhã a temperatura era de -2° e havia nevoeiro.

Joan Barreda já vinha muito indignado com a organização, sobre a qual depositou a culpa pelo tombo que levou.
Explico.
Sempre que o trajeto atravessa alguma zono povoada a velocidade máxima permitida é limitada a 100, 80 ou 60Km/h, dependendo da situação. Isso é indicado no roadbook.
O roadbook também sinaliza perigos. Um buraco ou depressão é sinalizado com pontos de exclamação. Um, dois ou três pontos, dependendo do nível de risco, ou seja, do tamanho do buraco.

Este ai acima sinaliza perigos nível 2 e 3.

Lembram que os carros já tinham passado por estes caminhos no dia anterior, e com chuva.
Pois Barreda e Coma estavam saindo juntos da área de velocidade controlada.
Hora de fazer o que?
Acelerar!
O roadbook sinalizava perigo à frente com 1 ponto de exclamação.
Para os pilotos de ponta uma exclamação e nada é a mesma coisa. Passam com o cabo todo enroscado.
Acontece que o risco era um antes dos carros passarem...
Barreda disse que deveriam ter alterado para 2 ou 3.
Deu no que deu...

Falando mais um pouco da etapa 8...
Algumas pessoas têm um histórico de postura desportista que nos permite antever uma atitude.
A cena é a seguinte:
2 pilotos numa reta, o de trá vinha a uns 25m no meio da poeira.
O da frente vê um cachorro na pista e desvia pela esquerda, olha pra trás e levanta o braço, sinalizando para quem vem atrás o perigo.
Quem é o da frente e quem é o de trás?


Casteu e Esquierre, que largaram em 8° e 9° e a esta altura estavam disputando posição.
Vocês lembram de Casteu não é?
Fiquem ligados que tem mais...

Eis que amanhece o dia e se aproxima a saída para a 9ª etapa.
Como falei antes, muito frio, nevoeiro e chuva.
A organização já havia reduzido 368 dos 782km originais desta etapa.
Houve um "princípio de motim", se é que se pode dizer isso.
Os pilotos reclamavam muito e tentavam convencer a organização a cancelar esta etapa.
Laia dizia "Não temos roupa! Estamos congelados!"
Etienne Lavigne dizia "Não te preocupes, não há neve, não há nada (no trajeto), não está chovendo, está como aqui (nublado)."
Paulo Gonçalvez dizia "Eles (ASO) querem fazer o show. Já venderam. Mas não somos cachorros que o dono manda e ele faz. Correr assim é matar-se."
Barreda reafirmava "Assim não se pode partir. Arriscamos a vida! É incrível! Não podemos correr assim."
Coma propôs "Saímos, andamos 5km e voltamos todos."
Vários pilotos estavam usando sacos plásticos, desses de lixo, por cima das roupas para tentar amenizar o frio.

É muito comum um piloto que tenha se sentido prejudicado de alguma forma pressionar a organização, mas neste caso, que seguramente vai para a história, a voz de protesto era unânime.
Depois de muita discussão acabaram largando. Em linha de 30 para alcançar velocidades acima de 140km/h neste mar de sal.


O Salar é um deserto plano onde a areia foi substituída pelo sal.
Acontece que andar num lugar desses quando está molhado gera terríveis problemas nas motos.
Superaquecem, pois o sal fecha os radiadores e apresentam diversos problemas elétricos.
Joan Pedrero disse que parou logo depois de atravessar o salar porque sentia muito frio e não conseguia frear.
Haviam 4 pontos de reabastecimento e as motos devem abastecer com o motor desligado.
No primeiro ponto, após os primeiros 100km de sal, após abastecidas as motos não ligavam mais.
Coma argumentava com Etienne "Cancele a etapa. Não tem nenhuma moto funcionando!"
Coma estava visivelmente muito irritado.
Que fez a moto dele funcionar foram Jordi Villadoms e Dadid Casteu (de novo).


Enfim, largaram 110 e chegaram 82.
Um dos abandonos foi de Gerard Farres foi resgatado com sintomas de hipotermia (ele e outros 46 com os mesmos sintomas), mas já passa bem.
Quintanilla chegou na frente seguido por Joan Pedrero e Svitko. Laia chegou em 5°, Coma em 9°, Casteu em 11°, Jeand de Azevedo em 51° e Barreda em 80° rebocado por Esquerre desde a primeira parada para reabastecimento.



A Honda de Barreda é única. Preparada pela fábrica especialmente para esta competição, leva muita tecnologia de MotoGP e muita eletrônica embarcada. Um comentarisata espanhol disse que a eletrônica embarcada tem vantagens enormes sobre os sistemas convencionais, mas quando dá problema o que se precisa não é de um mecânico mas de um engenheiro. Eu adiciono que além do engenheiro é necessário computadores, scaners, sensores, etc. Por este motivo alguns pilotos ainda optam por motos carburadas neste tipo de competição.

Ainda resta comentar a etapa de ontem, mas vou ficando por aqui.



Seguimos acompanhando.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Barreda cai e cede tempo

Olá pessoal!

Depois do descanso no sábado os pilotos de moto encararam uma etapa bastante dura em um tour pela Bolivia.
Normalmente as motos são as primeiras a passar pelos caminhos, e somente depois das 40 primeiras começam a sair os quadriciclos, os carros só saem alguns minutos depois da última moto haver partido e os caminhões vêm no final.
Como no sábado o descanso foi só para as motos e quads, o percurso entre Iquique e Uyuni foi todo "pisoteado" pelos carros e para piorar um pouco foi um dia de chuva em vários lugares.
Além disso tudo, o acampamento em Iquique foi a nivel do mar e o em Uyuni a 3.656m de altitude.

A etapa foi vencida por Paulo Gonçalves chegando depois dele Coma (00:14) e Walkner(00:30). Barreda chegou em 12°, Casteu em 15°, Laia em 21° e Jean de Azevedo em 31°.
Helder Rodrigues foi o primeiro a largar mas Coma já passou na frente no 3° CP.
Coma largou em 6° e Barreda em 7°. Passaram o primeiro CP em 2° e 3° com diferença de 6s entre os 2. Esta curta diferença menor que 1min se manteve até o CP4 pois no CP5 a diferença subiu para quase 2min e 5min no CP6. No final Coma conseguiu recuperar 05:59 e a diferença entre os dois espanhóis caiu para 06:28.

Barreda comprou um terreno na Bolívia na altura do Km200, próximo do CP5.
O tombo foi feio.
Em entrevista Coma disse "Depois de alcançar-lo decidi seguir atrás dele e, na saída de um povoado, ao terminar uma zona de velocidade controlada, Joan saiu rápido e o vi voar. Parei para ver como estava e logo segui sem arriscar muito. Pelo tombo e como ficou a moto, ele se saiu bastante bem. Era um tombo para tirá-lo da competição."
Estamos na metade da competição, Barreda vem mantendo estes 10 ou 12min sobre Coma desde a segunda etapa. Eis que Coma vê Barreda cair logo à sua frente e o que ele faz? Pára e só continua depois que ouviu Barreda dizer que estava bem. Esse é o espírito!
Sabe, FDP Despres não faz nenhuma falta.

Quebrou o lado esquerdo do guidão e Barreda precisou fazer o resto da etapa sem embreagem e pilotando com uma mão só.


Villadoms e Esquierre tomaram 40min de penalização por deixarem de passar por um waypoint e Duclos tomou 15min por haver trocado o motor de sua Sherco.
A classificação hoje é:
BARREDA
COMA       00:06:28
GONÇALVES      00:10:59
QUINTANILLA   00:25:16
PRICE       00:29:20
RODRIGUES       00:33:56
SVITKO       00:40:23
FARIA       00:40:55
DUCLOS       01:05:31
CASTEU       01:16:52

Hoje a largada da especial, a mais longa do ano com 784Km, foi em linha e os 30 primeiros colocados largaram todos juntos às 08h05. A largada, prevista para as 06h30 foi atrasada em virtude das condições de tempo. Barreda largou usando o guidão do argentino Demian Guiral.

Seguimos acompanhando!

domingo, 11 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Barreda continua segurando a Honda na ponta

Olá pessoal!

Ontem finalizou a 6ª etapa e BangBang Barreda segue na frente!

A etapa de quinta foi vencida por Coma, que descontou 2min de Barreda que ontem devolveu o tempo e se manteve 12min à frente de Coma na geral.
Nesta última etapa quem resolveu enrroar o cabo e apontar o nariz prolugar certo foi Helder Rodrigues. O português venceu esta etapa 2min à frente do outro portuga Paulo Gonçalves e pulou do 10° para o 5° lugar na geral.
Mandou muito bem!
Hoje foi dia de descanso, e é bom que aproveitem pois vem ai um sufoco com a especial mais longa: 781Km!

Se o bicho está pegando, o negócio é correr o mais rápido possível, mas se você tem alguma vantagem sobre "o bicho" ai dá para traçar alguma estratégia e até perder algum tempo. Pois foi isso que fez Joan Barredan na etapa de quinta.
Foi dia de encarar fesh-fesh e o piloto da Honda abriu pista, o que não é a situação mais cômoda pois não há nenhuma referência a seguir além do roadmap. Coma saiu 2min após. Pois Barreda parou no Km30, tirou o capacete e esperou a KTM passar e grudar atrás dela. Vejam a diferença entre Coma e Barreda a partir do WP1:
WP1 - 02:25
WP2 - 02:27
WP3 - 02:20
WP4 - 02:16
WP5 - 02:16
WP6 - 02:09
WP7 - 02:21
WP8 - 02:22
WP9 - 02:26
WP10 - 02:20
WPA - 02:16

Alguns apostam que a estratégia de Barreda pode ser esta até o final.
Será?

Mais notícias sobre Chaleco Lopez.
O problema no joelho do chileno é bem grava. O médico disse que ele não deve voltar a correr mais de moto. Existem rumores que em 2016 ele vem pro dakar de carro. Vamos aguardar e ver, torcendo para que ele não fique longe desta que é a maior aventura off-road.

Até o próximo!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Um terço já foi

Olá Pessoal!

Se considerarmos o total de 4578Km cronometrados, ao finalizar a quarta etapa os competidores cumpriram 28% do percurso, e quando você estiver lendo este post a etapa de hoje, de 458Km, já estará em curso, podemos dizer que o primeiro terço do Dakar 2015 já passou.

E "Dinamita" Barreda continua mantendo a Honda na frente!


115 pilotos completaram a quarta etapa, e isso quer dizer que estes primeiros 28% do Dakar já derrubaram 28%dos pilotos. Se continuar assim não vai ter pódio (rsrsrsrs).
Uma destas baixas foi o falecimento do piloto polonês Michal Hernik que pilotava uma KTM com o número 82. O piloto foi encontrado já sem vida no km206 da etapa cronometrada, sem nenhuma lesão externa ou evidência de acidente. Ainda não foi divulgada oficialmente a causa da morte mas as probabilidades apontam para algo relacionado com desidratação.
As condições nos levam a imaginar uma combinação de fadiga, calor e desidratação, o que pode levar à insolação, que é a falha do nosso organismo em regular a temperatura no calor, com altas taxas de mortalidade quando não é tratada adequadamente ou quando o diagnóstico é tardio. O tratamento da insolação é o resfriamento ativo (imersão em água fria), o mais rápido possível. A taxa de sobrevivência é de 90-95% quando o resfriamento é realizado rapidamente. Entretanto, se for tardio e a temperatura corporal ultrapassar 42° C, a mortalidade atinge 80%. A insolação é uma emergência real na qual cada minuto de atraso no tratamento reduz a probabilidade de uma boa evolução.
A organização foi bastante criticada pelos riscos desta etapa.
A etapa entre San juan e Chilecito teve um primeiro enlace de 258Km, um segundo de 548Km e uma especial de 284Km que contornou a noroeste o parque Talampaya. A largada da especial foi nas cercanias da cidade de San Jose Jachal, que se liga à Chilecito pela ruta 40, a mesma que vai passar por Bariloche e chear a Rio Gallegos no extremo sul da Argentina. Nesta duas cidades as máximas históricas ficam em torno dos 35° mas os pilotos reportaram marcas de 50° durante a especial.
Quem lembra do ano passado?
A quarta etapa também foi entre San Juan e Chilecito e foi nela que a Honda de Paulo Gonçalves incendiou. Os pilotos classificaram aquela etapa de terrível e desumana. Acho que os adjetivos podem servir para 2015 também.
Particularmente, acredito que dispomos de tecnologia suficiente pára permitir à organização um acompanhamento mais adequado dos competidores e uma resposta mais rápida e eficiente nos casos de acidente.
O Dakar já contabiliza mais de 50 mortes em sua história.
Lamentamos.



Após esta quarta etapa temos 6 KTM, 3 Honda e uma Sherco nas 10 primeiras posições.
Laia Sanz conquistou a 12ª posição na classificação geral após terminar a etapa em 8°.


Paulo Gonçalves, apesar de terminar a etapa em 12° mantém a 3ª posição na classificação geral ainda à frente de Ruben Faria e 12min atrás de Marc Coma.


David Casteu foi o 16° na etapa e está em 13° na geral.


E Jean de Azevedo passou o WPA em 27° e está em 29° na geral.


O Jean, não deu pra arranjar outro número não (rsrsrsrs)?

Seguimos acompanhando.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dakar 2015

Olá pessoal!

Já está rolando a 35ª edição do maior desafio off road da atualidade - O Rally Dakar.
Este ano os cerca de 9000km serão percorridos entre Argentina, Chile e Bolívia, com largada e chegada em Buenos Aires.
Por enquanto a agitação corre por conta das 2 etapas Marathon. Carros e caminhões não realizam este tipo de desafio desde 2005.
Como todos já sabem, este ano estamos livres de FDP Despress que resolveu pilotar um Peugeot.
Os nomes mais promiossores são Marc Coma, Joan Barreda, Ollivier Pain, Jordi Viladoms, Helder Rodrigues, Sam Sunderland, Jeremias Israel e Paulo Gonçalves, mas não devemos esquecer de David Casteu, Juan Pedrero, Ruben Faria, Laia Sanz e Jean de Azevedo único brasileiro nas motos. 
Sentimos falta de Chaleco Lopez. O chileno operou o joelho e fica de fora este ano.
Acontecem 3 "largadas". Uma chamada de Largada Promocional, que aconteceu na frente da Casa Rosada dia 03/01, outra que foi a largada para o enlace da primeira etapa, dia 04/01 no "Tecnopolis", um centro de exposições localizado em Villa Martellie, a 20min da Casa Rosada, e outra "de verdade" dia 04/01 na cidade de Baradero, distante 151km da Casa Rosada, que foi a largada para os 175km da primeira especial cronometrada.
Largaram 161 pilotos, sendo 91 KTM, 18 Honda, 27 Yamaha, 8 Kawasaki, 5 Husqvarna, 4 Sherco, 3 GasGas, 2 Suzuki e 2 Husaberg.
A primeira etapa foi vencida por Sunderland, seguido por Paulo Gonçalves (00:00:05), Marc Coma (00:01:12) e Barreda (00:01:41).
Casteu chegou em 7º (00:02:36), Laia em 16º (00:04:46) e Jean de Azevedo em 26º (00:06:36).
A etapa foi marcada pela brilhante estréia de Marc Sunderland. O inglês passou na frente em todos os CPs e venceu de ponta a ponta.


A segunda etapa, de ontem, foi mais longa. Os 518km de especial foram vencidos pelo espanhol Joan Barreda, de apelido "Bang Bang" ou Dinamita, seguido por Paulo Gonçalves (00:06:13) e Ruben Faria (00:09:16).
Coma terminou em 8º, Casteu em 15º, Laia em 16º e Jean de Azevedo em 30º.
Sunderland teve problemas com a navegação depois do CP3 e perdeu muito tempo, passando pelo CP4 somente depois dos líderes já terem condluído a etapa.
Coma passou em segundo no último CP mas teve problemas com um pneu e precisou aliviar no final. 
A classificação geral depois da segunda etapa é a seguinte:
1 BARREDA BORT (ESP) HONDA 007:06:44
2 GONÇALVES (PRT) HONDA +00:04:37
3 FARIA (PRT) KTM +00:10:37
4 VILADOMS (ESP) KTM +00:11:24
5 PRICE (AUS) KTM +00:11:32
6 COMA (ESP) KTM +00:12:03
7 WALKNER (AUT) KTM +00:12:26
8 RODRIGUES (PRT) HONDA +00:13:26
9 ISRAEL ESQUERRE (CHL) HONDA +00:16:24

10 PEDRERO GARCIA (ESP) YAMAHA +00:19:34
15 DAVID CASTEU (FRA) KTM +00:23:20

16 LAIA SANZ (ESP) HONDA +00:23:34
30 JEAN DE AZEVEDO (BRA) HONDA +00:51:45

A etapa de hoje, entre San Juan e Chilecito, está em curso.
Boa parte dos pilotos já passou pelo CP4, último antes da chegada.
Joan Barreda segue liderando, seguido por Paulo Gonçalves e o australiano Toby Price.

Será que este vai ser o ano da Honda?
Será que a longa hegemonia da KTM vai finalmente ser quebrada?

Vamos acompanhar.

domingo, 10 de novembro de 2013

Dakar 2014 - quase tudo pronto.

Olá pessoal!

Depois de mais algumas sacudidas parece que a carga se acomodou e as equipes estão definidas, com excelentes novidades pro Brasil: a Honda vai com uma equipe oficial!


Ike Klaumann, Jean de Azevedo e Dario Julio

Esse é o trio que vai pilotar a nova versão da CRF 450 Rally.


O mesmo modelo será conduzido pelos pilotos oficiais do Honda Racing Team - Helder Rodrigues, Sam Sunderland, Javier Pizzolito, Joan Barreda e Paulo Gonçalves - que já mostrou serviço com Paulo Gonçalves superando Marc Coma em 3min44 e vencendo o Rally do Marrocos. Helder Rodrigues focou em 17°, Sam Sunderland em 5°, e Joan Barreda em 3°.

Ainda falando das japonesas, a Yamaha vem com Olivier Pain, Michael Metge, FDP Despres e Frans Verhoeven.


E a KTM vem com Marc Coma, Joan Pedrero, Chaleco Lopez e Kurt Caselli.


Para esquentar o Dakar Series deste ano teve 2 competições promovidas pela organização do Dakar, o Desafio Inca e o Desafio Ruta 40.
O Ruta 40 aconteceu entre os dias 16 e 22 de Junho quando os competidores percorreram 3646Km entre as cidades argentinas de San Salvador de Jujuy e San Juan.


Vários nomes conhecidos estiveram presentes e puderam usar a oportunidade para testar as motos num ambiente mais próximo do Dakar, entre eles Marc Coma, Chaleco Lopez, Helder Rodrigues, Paulo Gonçalvez, David Casteu, Kurt Caselli e Javier Pizzolito.
O time da KTM ocupou as 3 primeiras posições, com Caselli, Chaleco e Coma.

Já o Desafio Inca aconteceu entre os dias 3 e 6 de Outubro, e os competidores percorrerem pouco mais de 1000Km concentrados nas dunas da região de Pisco (Peru).


A vitória foi do chileno Pablo Quintanilla (KTM) com David Casteu em segundo e outro chileno Claudi Rodriguez (Honda) em terceiro.  FDP Despres abandonou na segunda etapa por problemas mecânicos.

David Casteu foi o grande vencedor do Dakar Series somando seu 2° lugar no Desafio Inca e 5° no Desafio Ruta 40. Cabe ressaltar que este piloto foi o primeiro vencedor do Dakar Series em Abril de 2008 (Hungria e Romênia).

O Dakar 2014 inclui a Bolívia no mapa.


Entre 04 e 18 de Janeiro os pilotos deverão avançar as 13 etapas e superar os desafios deste que ainda mantém o posto de maior desafio off-road do mundo.
Segue a lista alfabética dos pilotos considerados Elite pela ASO:
- AUBERT JOHNNY (FRA)
- AZEVEDO JEAN (BRA)
- BARREDA JOAN (ESP)
- BOTTURI ALESSANDRO (ITA)
- CASELLI KURT (USA)
- CASTEU DAVID (FRA)
- CODY QUINN (USA)
- COMA MARC (ESP)
- DESPRES CYRIL (FRA)
- DUCLOS ALAIN (FRA)
- FARIA RUBEN (PRT)
- FARRES GUELL GERARD (ESP)
- GONCALVEZ PAULO (PRT)
- GOUËT DANIEL (CHL)
- GUASCH FONT MARC (ESP)
- JAKES IVAN (SVK)
- KNUIMAN HENK (NLD)
- LOPEZ FRANCISCO (CHL)
- METGE MICHAEL (FRA)
- PAIN OLIVIER (FRA)
- PEDRERO GARCIA JUAN (ESP)
- PIZZOLITO JAVIER (ARG)
- PRZYGONSKI JAKUB (POL)
- RODRIGUES HELDER (PRT)
- SUNDERLAND SAM (GBR)
- SVITKO STEFAN (SLO)
- ULLEVALSETER PAL ANDERS (NOR)
- VERHOEVEN FRANS (NLD)
- VILADOMS JORDI (ESP)

Vamos ficar de olho neles.

Até a próxima!