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sábado, 24 de janeiro de 2015

Dakar 2015 - Acabou... É penta!

Olá pessoal!

Coma é penta!

Agora o piloto da Cataluña junta-se à seleta lista dos que ao final da aventura fizeram este mesmo sinal com a mão, são eles:
Stephane Peterhansel - o "monsieur Dakar" - que venceu não 5 mas 6 vezes, em 91, 92, 93, 95, 97 e 98, sempre pilotando a Yamaha YZE850T


Ciryl Neveu - venceu em 79 e 80 pilotando uma Yamaha XT500, em 82 com uma Honda XL500 e em 86 e 87 com a NXL750V.


FDP Cyril Despres - venceu em 2005, 07, 10, 12 e 13 sempre com a KTM.


E a KTM acumula agora 14 vitórias na competição e nenhum outro fabricante tem esta marca. A Mitsubishi tem 12 vitórias e a Kamaz tem 11.

Mas a Honda voltou ao pódio com Paulo Gonçalves e, além de várias coincidências, isso é muito relevante.
Vejamos...

  1. o último pódio da marca foi em 1994 (3 lugar atrás da dobradinha histórica das Cagivas de Edi Orioli e Jordi Arcarons).
  2. único ano em que a largada e chegada foram em Paris.
  3. o piloto era o francês Fabrizio Meoni, protagonista daquela história com David Casteu.
  4. Meoni também foi o primeiro piloto a levar a KTM à vitória em 2001.
  5. 1994 também foi o primeiro ano em que a KTM "arranhou" o pódio, com Angelo Cavandoli "Il Centauro", falecido no mesmo ano durante o Rally da Tunísia.

Além disso este ano 10 Hondas terminaram a competição, quantidade só superada pela KTM.
Sinceramente... não fossem os problemas com Barreda, acho que este ano o reinado teria terminado. Vamos ter que esperar mais um ano prara ver...
Penso que o que marcou o Dakar deste ano foi a travessia do salar.
Historicamente a dança das cadeiras nas 10 primeiras posições começa mais agitada e vai se acalmando, com mudanças acontecendo por abandono ou penalização, mas nesta etapa foi diferente. Vejam abaixo:

Jean de Azevedo, o único brazuca este ano, terminou em 22º e Laia Sanz em 8º. Vou repetir uma frase do post de fechamento do Dakar 2013: Nunca uma mulher terminou o Dakar em uma posição tão boa quanto esta!

Em 2016 Coma vai ter a chance de igualar a marca de Peterhansel mas quem sabe Barreda com a Honda ou Olivier Pain com a Yamaha surpreendem nesta festa...

Vamos aguardar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Um exemplo para Cyril FDP Despres

O pessoal do Desmogroup tinha circulado a um tempo atrás este texto, do qual faço uma tradução livre.

Contextualizando...

Dakar de 2004.
"O Cara" chamava-se Fabrizio Meoni.

Levou a KTM a sua primeira vitória em 2001. Repetiu o feito em 2002, e morreu no Dakar de 2005, coincidentemente Cyril FDP Despres subiria pela primeira vez ao pódio, em 3°.
Corria-se a 7ª etapa.
701km de cronometrados.
Fabrizio Meoni  havia vencido a 4ª etapa e vinha brigando pela liderança com Esteve Pujol, quando destroçou seu pneu traseiro no km580.
E ai ficou.
1h15min.
Observando passarem os competidores.
Sem nenhuma ajuda.
Cada vez mais ciente de que o Dakar acabaria ali.
Surge David Casteu.

Disputando seu segundo Dakar, a bordo de uma Cagiva ("First of all it's a Cagiva because I didn't want to have a KTM like the others. But most of all, it's the bike that belonged to Edi Orioli when he won the 95 rally. I payed 30 000 francs for it and then added 20 000 to restore things. It's a 900cc that is perfect for the race because it's solid. When you have no assistance it help").

Ao ver a cena parou.
Posteriormente em entrevista ele declarou: "Como motociclista, não imagino não para, e odeio saber que muitos não pararam"; "Ainda me aproximando vi pedaços do pneu e logo percebi o que se passara".
Mesmo diante das argumentações de Meoni ("He told me to carry on and not lose time. But I couldn't do that. He was devastated"), Casteu começou a trabalhar no conserto da moto e, com a ajuda de Cyril Raynal que também parou, em 5min colocou Meoni de volta ao Dakar.
Meoni terminou o Dakar de 2004 em 6°.
Na 9ª etapa, entre Néma e Mopti, no deserto de Mali, faltando ainda mais de 2000km para Dakar, Casteu bateu a Cagiva de frente com um Land Rover. A moto ficou destruída, e Casteu quebrou 3 costelas.
Parou?
Não.
Deu um jeito na moto, amarrou sua camisa em volta do ferimento e seguiu em frente. Completou o Dakar 2004 em 31°, e a organização lhe rendeu homenagem com troféu pela bravura e solidariedade demonstradas.
Uma ambulância lhe aguardava no aeroporto de Paris.

Vê se aprende Cyril FDP Despres!