quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Etapa 10 - Sensacional!!!

Olá pessoal!

A etapa de hoje, décima, foi eletrizante!
A largada foi atrasada em 15min e o primeiro piloto, Barreda, largou às 7h10 hora local.
Em seguida, a intervalos de 3 min largaram os outros 9.
O último deste primeiro pelotão foi o espanhol Farres Guell. Depois dele vieram outros 9 a intervalos de 2min.
Laia Sanz fecha este segundo pelotão e dai pra frente a cada minuto sai mais um piloto.
Pra ganhar tempo na classificação geral o competidor precisa se sair melhor que aqueles que estão à sua frente - Obvio!
Vejamos os 10 primeiros na classificação geral:



E vejamos a posição de largada de cada um deles nesta etapa:
BARREDA BORT (ESP) HONDA 1 07:10:00
WALKNER (AUT) KTM 2 07:13:00
SUNDERLAND (GBR) KTM 3 07:16:00
GONCALVES (PRT) HONDA 6 07:25:00
QUINTANILLA (CHL) HUSQVARNA 7 07:28:00
RENET (FRA) HUSQVARNA 8 07:31:00
DE SOULTRAIT (FRA) YAMAHA 9 07:34:00
FARRES GUELL (ESP) KTM 10 07:37:00
VAN BEVEREN (FRA) YAMAHA 11 07:39:00
RODRIGUES (PRT) HERO 16 07:49:00


Quem larga na frente só vê o espaço aberto, e tem como guia apenas o roadbook, enquanto quem sai depois já conta com os rastros de quem saiu antes.
É claro que não dá pra simplesmente seguir a trilha de ques está na frente, até porque se o sujeito se perde vocẽ vai se perder junto, mas convenhamos que seguir a trilha de Joan "Dinamita" Barreda não é uma opção tão ruim assim para Walkner... o Australiano larga 3min depois e só existe o rastro de Barreda!
Parece simples mas não é.
Rapidamente a diferença na pista entre os 2 subiu de 3 para 10min já na medição do WP2. Depois baixou um pouco e fechou em 8min no primeiro trecho da especial.
Barreda foi o primeiro a passar por todos os WPs, mas mesmo assim marcou apenas o 11° tempo no primeiro trecho.
O desconhecido KLYMCIW que largou em 17° nesta etapa fechou o primeiro trecho na segunda posição! O cara passou em 18° no WP2 e em 2° no WP3! O que é isso? Teletransporte?
A verdade é que vários pilotos tiveram problemas de navegação no início da etapa e quem larga depois acaba encontrando quem saiu na frente já com estes problemas resolvidos. Um pouco de sorte, atenção e esperteza... pronto uma segunda posição cai no colo de um cara da República Tcheca que nunca andou entre os top 10.
Paulo Gonçalves era quem mais poderia se beneficiar das trilhas deixadas por quem lhe antecedeu. O português era 8° na geral e largaram na sua frente excelentes referências, mas parece que resolveu ignorar os rastros e o resultado é que ele se perdeu e passou em 17° no WP1.
Eu acredito que da posição de Paulo Gobçalves pra frente o benefício de ter trilhas adiante já é irrelevante, pois como teve muita navegação e mesmo os ponteiros se perderam um pouco, os rastros já ficam confusos pra seguir.
E é claro que não dá pra seguir o cara que largou na sua frente, pois rodando a uma média de 90km/h em 3min a distância já é de 4,5km. Mal dá pra ver a poeira. E se for olhar a poeira vai perder o roadbook, ou passar reto numa curva.
A segunda parte da especial, já era sabido, seria com terrenos mais rápidos e menos navegação, praticamente um sprint até a meta. Barreda continuou sendo o primeiro a passar em todos os WPs. Diminuiu mais 18min em relação a Sunderland, ficando agora a 52min do lider. Paulo Gonçalves diminuiu 9min em relação a Sunderland mas Barreda ainda é a Honda em melhores condições, mesmo assim, é difícil! Faltando apenas 2 etapas somente um milagre colocará Barreda e a Honda no pódio.
Foi uma etapa bastante longa. Barreda levou 5h49 para percorrer os 449km da especial. Isso dá uma média de +/-75km/h.
Foi preciso aguardar a passagem de muita gente pela linha de chagada para conhecer o tempo dos 10 primeiros, até porque muitos não estavam sendo sinalizados nos WPs, como é o caso de Farres Guell e Helder Rodrigues, que só tiveram os tempos na interrupção da especial (ASS1) e na linha de chegada.
Quintanilha foi retirado pelos médicos +/- no Km400 com perda de consciência após uma queda e Van Beveren teve um péssimo dia, então as 3 primeiras posições na geral parece que vão ficar com a KTM.
Brabec também morreu na praia por problemas com sua Honda a apenas 12km da linha de chegada.

Ainda vai ser preciso aguardar a atuação dos fiscais porque muita gente pode ter deixado algum WP pra trás, mas por enquanto os 10 primeiros nesta etapa foram:

METGE (FRA) HONDA -
BARREDA BORT (ESP) HONDA 00:00:55
SVITKO (SVK) KTM 00:01:19
CAIMI (ARG) HONDA 00:04:43
RENET (FRA) HUSQVARNA 00:05:16
RODRIGUES (PRT) YAMAHA 00:06:41
CERVANTES MONTERO (ESP) KTM 00:08:10
METGE (FRA) SHERCO TVS 00:09:13
GONCALVES (PRT) HONDA 00:09:38
KLYMCIW (CZE) HUSQVARNA 00:10:17

E a classificação geral ficou assim:

SUNDERLAND (GBR) KTM -
WALKNER (AUT) KTM 00:30:01
FARRES GUELL (ESP) KTM 00:38:43
VAN BEVEREN (FRA) YAMAHA 00:41:57
BARREDA BORT (ESP) HONDA 00:53:47
RENET (FRA) HUSQVARNA 00:55:24
GONCALVES (PRT) HONDA 01:00:11
METGE (FRA) HONDA 01:35:33
CAIMI (ARG) HONDA 01:37:57
SVITKO (SVK) KTM 01:48:45

A Honda formalizou uma apelação pela penalização de 1h. Sinceramente não sei com base em que. Melhor refletir sobre as sábias palavras do fundador...

Pra fechar o post fica a dica do site http://trackingdakar.nl
Vejam quantas foram as mudanças de posição nesta etapa

Notem como Barreda e Paulo Gonçalves apanharam nos primeiros WPs a custa de não ter rastros de referência, e como Renet e os demais que largaram depois se beneficiam.

Seguimos de olho pois a etapa de amanhã promete....

Dakar 2017 - Etapas 7, 8 e 9

Olá pessoal!

Com a saída de Price de novo este ano teremos um vencedor inédito no Dakar.
Com a retirada de Marc Coma e FDP Despres, que vinham acumulando vitórias desde 2005, ainda em território africano, o pódio está mais aberto. E com a dinâmica imposta por Coma, as diferenças de tempo este ano estão mais elásticas, e 30 minutos podem muito bem ser recuperados.

Na etapa 7 Sunderland abriu pista e conseguiu realizar uma etapa impecável, mantendo oo ritmo forte e sem cometer erros de navegação chegou em terceiro na etapa mas só ampliou sua vantagem para os concorrentes diretos. Quem mais recuperou tempo foram Barreda, que recuperou apenas 3min, e Brabec que diminuiu 5min. Ambos da Honda.

Desde a 5ª etapa foram poucas as mudanças nas posições.
Paulo Gonçalves ganhou uma posição, e Barreda subiu 2, enquanto Duplessis cedeu espaço.
A sétima etapa foi marathon, ou seja, ao chegar no final da etapa as motos ficam guardadas em local inacesível a pilotos e mecânicos, e só podem ser retiradas para o início da próxima etapa. O percurso original, de 332km, foi modificado e reduzido por causa das chuvas, e os pilotos acabaram percorrendo 161km cronometrados. Pra quem precisa recuperar tempo isso não foi bom. Quanto mais longas as etapas maior a possibilidade de recuperação de tempo.

E todo mundo quer uma foto com o ídolo...
Manuel Lucchesi - o fã - terminou a etapa em 61 e Franco Picco - o ídolo - em 99.

Na etapa 8 os pilotos voltaram à Argentina numa especial que seria de 492km mas foi reduzida mais ou menos em 2/3, finalizando no CP1. Barreda chegou na frente e diminuiu mais 4min da vantagem que leva Sunderland, mas o inglês ainda acumula uma vantagem de 20min sobre o segundo que é Quintanilla e 1h10 sobre Barreda, que fechou em 7°.

A 9ª etapa foi cancelada em virtude das péssimas condições climáticas.
Realmente este ano a coisa tá feia... esta foto ilustra bem.

Poucas foram as mudanças de posição.

Normalmente as linhas vão se estabilizando no último terço da competição, mas este ano, creio que por conta dos cancelamentos e encurtamentos de etapas, isso já vem acontecendo desde o segundo terço.

Vamos acompanhando...

domingo, 8 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Etapa 6 cancelada

A sexta etapa, que antecedia o descanso, tradicionalmente uma das mais duras, foi cancelada por causa dos resultados de 15h de fortes chuvas.
A coisa estava realmente feia...









Dakar 2017 - etapas 5 e 6

Olá pessoal!

Os comentários gerais são de que este ano Marc Coma de fato conseguiu impor sua marca pessoal na organização técnica do Dakar. A competição está bastante técnica, exigindo muito de navegação. Muita gente se perdendo e dando voltas.
Mudanças nos GPSs também colaboram para isso. Até o ano passado, quando um piloto alcançava 800m de um WP o GPS passava a guiá-lo até o local exato do WP. Este ano isso não acontece mais. O GPS apenas sinaliza que o piloto entrou no raio de 800m do WP, mas ele não recebe nenhuma irientação adicional para encontrar o WP. Na África era mais ou menos desta maneira, e a estratégia que alguns usavam era rodar em circulos concêntricos até encontrar o WP.

Durante a quarta etapa, Laia Sanz perguntou ao piloto Joaquin Rodrigues, que pilota uma Hero (Fabricante indiano), sobre um WP e o português lhe informou que ela havia deixado para trás 2 WP. Laia caiu na história, deu meia volta e acabou perdendo um tempo que lhe custou algumas posições na geral.
As penalizações zoaram tudo!
Na classificação geral, entre os 10 primeiros 8 ainda não haviam estado neste primeiro grupo. Apenas De Soultrait e Renet, respectivamente primeiro e segundo na geral haviam estado entre os 10 primeiros.

Na etapa de ontem (5ª) os 10 primeiros foram:
SUNDERLAND (KTM)
P. GONCALVES (HONDA) +00:07:07
A. VAN BEVEREN (YAMAHA) +00:07:29
J. PEDRERO G (SHERCO) +00:09:40
F. CAIMI (HONDA) +00:12:13
G. FARRES GUELL (KTM) +00:15:07
P. QUINTANILLA (HUSQVARNA) +00:18:12
C. ESPANA M (KTM) +00:21:32
JC. SALVATIERRA (KTM) +00:23:44
D. OLIVERAS C (KTM) +00:24:29

Falando em regularidade, apenas Sunderland e Farres Guell vêm estando entre os 10 primeiros desde a primeira etapa.
Imaginem como estava a cabeça de Barreda depois da penalização. E como se não bastasse seu roadbook quebrou 40km depois do início da especial. O espanhol terminou em 22º, 37min atrás de Sunderland, e 4 posições atrás de Metge, seu mochileiro.
Laia fechou em 37º, 11min de Barreda, e "Il Nono" em 101º.
A especial, que estava dividida em dois tramos, foi reduzida e foram computados os tempos apenas do primeiro tramo. A justificativa da organização foi de que as condições meteorológicas estavam muito desfavoráveis. Na etapa 4 a TV espanhola mostrou imagens da câmara de bordo de um piloto enquanto nevava!

Ainda não falamos dos brazucas...
São 3.
Ricardo Martins, que terminou ontem em 31º, correndo com uma Yamaha, Richerd Fliter, que fechou em 56º pilotando uma Honda, e Gregorio Caselani, que abandonou na 4ª etapa.

Alguém quer um culpado pelas penalizações da Honda? Martino Bianco é o nome dele.
Que cagada heim Martino!!!

Com o cancelamento da etapa de hoje a classificação geral é a seguinte:
SUNDERLAND (KTM)
QUINTANILLA (HUSQVARNA) +00:12:00
VAN BEVEREN (YAMAHA) +00:16:07
FARRES GUELL (KTM) +00:20:57
WALKNER (KTM) +00:29:01
DE SOULTRAIT (YAMAHA) +00:36:06
SVITKO (KTM) +00:48:43
RENET (HUSQVARNA) +00:54:45
DUPLESSIS (KTM) +01:04:55
GONCALVES (HONDA) +01:08:21

Barreda ficou em 12º a +01:12:39.

Vamos fazer um exercício e descontar a cagada do Martino? Só o número, sem falar no abalo...
SUNDERLAND (KTM)
QUINTANILLA (HUSQVARNA) +00:12:00
BARREDA BORT (HONDA) +00:12:39
VAN BEVEREN (YAMAHA) +00:16:07
FARRES GUELL (KTM) +00:20:57
CAIMI (HONDA) +00:27:10
WALKNER (KTM) +00:29:01
DE SOULTRAIT (YAMAHA) +00:36:06
SVITKO (KTM) +00:48:43
METGE (HONDA) +00:49:25
BRABEC (HONDA) +00:49:27
RENET (HUSQVARNA) +00:54:45
DUPLESSIS (KTM) +01:04:55
GONCALVES (HONDA) +01:08:21

Seguimos ligados.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Dakar 2017 - Bonde andando e lugar na janela.

Olá pessoal!

Existe uma história sonbre uma tribo africana que diz que quando dois amigos após algum tempo distantes se reencontram a primeira coisa que fazem é colocar mutuamente a mão direita sobre o peito do amigo e então ambos começam a contar o que aconteceu em suas vidas desde o último encontro, ao mesmo tempo e sem parar.

Não vou fazer isso, mas... o dakar começou já faz 4 dias então vamos resumir em 3 frases.
1 - Barreda liderava com 22min de vantagem, mas foi penalizado em 1h e caiu para 7º;
2 - Price abandonou com fratura no fêmur esquerdo;
3 - "Il nono" Picco, aos 61, corre seu 25º Dakar (e está largando hoje logo na frente do Gregorio Caselani).

Com a saída intempestiva de Price, a KTM vai brigar pela 15ª vitória com Sam Sunderland, que largou em 13º hoje e é 4º na geral, Matthias Walkner, que abriu pista hoje e vem em 2º na geral, e Laia Sanz, que larga hoje em 38º e está em 13º.

A Honda vinha muito bem com Barreda, que estabeleceu uma boa vantágem na 3ª etapa, mas tomou um revés após ser penalizado ontem em 1h por reabastecer em local não permitido. Parece que foi um erro da equipe, pois Paulo Gonçalves e Michael Metge também tomaram 1h.

Com a saída de Price e a penalização de Barreda, o primeiro posto caiu no colo do chileno Pablo Quintanilla, que este ano pilota uma Husqvarna (marca que foi comprada pela KTM em 2014).

E a Yamaha este ano veio com Alessandro Botturi, que abandonou ontem com uma lesão na cabeça, Helder Rodrigues, que segue firme em 9º, e Adrien Van Beveren, que vem em 6º, e Rodney Foggotter, que abandonou ontem com o ombro lesionado.

Joan Pedrero veio de Sherco este ano e está em 14º.

Por enquanto é isso.

Seguimos acompanhando.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Dakar 2016 - Finito!!!

Olá pessoal!

Acabou!
Toby Price, em sua segunda participação no Dakar, conquistou seu primeiro título, e o 15º para a austríaca KTM.
O australiano de 28 anos, que aos 15 já era campeão australiano em 2 categorias, profissionalizou-se em 2004 assinando com a Kawasaki, parceria mantida até 2010, quando, já com vários títulos assinou com a KTM e conquistou 5 títulos do AORC - Australian Off-Road Championship.

A largada da última etapa entre Villa Carlos Paz e Rosario também trouxe novidades em relação aos anos anteriores: A ordem de largada foi invertida em relação à classificação geral!
Normalmente o que acontece é que a ordem de largada é estabelecida pela ordem de classificação na etapa anterior.
Esta inovação fez com que o peruano Oswaldo Burga, 84º (último) na classificação geral da 12ª etapa, abrisse pista na etapa final, e Toby Price, primeiro colocado, fosse o último a largar.
Isso pode gerar um pouco de confusão, mas já nos tempos verificados no primeiro WP as coisas voltam ao normal. Quintanilla passou com o melhor tempo, seguido por Kevin Benavides e Helder Rodrigues, os 3 que disputavam o último espaço no pódio. Mas não houve mudança, e o chileno conseguiu segurar a 3ª colocação e o primeiro pódio para a Husqvarna.

Com este resultado a Husqvarna se inclui no seleto grupo de fabricantes que algum dia conquistaram um lugar no pódio do Dakar, são eles: KTM, Honda, Yamaha, Cagiva, BMW, Susuki, Aprilia, Barigo e Husqwarna.

Alguém pode perguntar... Barigo? O que é isso?

A Barigo foi uma fábrica francesa que fechou as portas em 1997. Grégoire Verhaegue correu o Dakar com uma BARIGO 500 e levou a moto de n°57 até o final, conquistando o terceiro lugar, atrás de Cyril Neveu e Philippe Vassard, ambos de Honda.

Voltando ao ano de 2016...

Fazendo um comparativo com os últimos 3 anos tivemos menos compatidores;
2013 - 183
2014 - 174
2015 - 160
2016 - 136
Mais da metade (61%) das motos terminaram o Dakar.
Apesar de tudo, as mecânicas estão resistindo mais. Este anos entre as top 20 houve apenas uma troca de motor, em 2015 foram 6 mesmo cruzando o salar, em 2014 10 e em 2013 foram 9.
Apesar de diversos fatores, seja a organização limitando o tamanho dos motores, seja o ingresso de equipes oficiais de outros fabricantes, a KTM ainda impera com folga. Este ano mais da metade das motos inscritas são KTM, e se você quiser terminar um Dakar, prefira uma KTM, pois este ano 76% delas chegaram ao final, contra 50 e 52% de Honda e Yamaha.
Mesmo com todo o oba-oba dos fabricantes, desde 2013 este ano foi o menor número de Hondas inscritas (14) e também de Yamahas (21).

É preciso reconhecer que os especialistas geralmente vão mais longe do que os generalistas.
A KTM foi fundada em 1934 pelo Sr. Hans Trunkenpolz, natural da cidade de Mattighofen, uma cidade da Áustria 40km ao norte de Salzburgo.
Kraftfahrzeuge pode ser traduzido por "veículo motorizado" ou "veículo tracionado por motor".
A marca KTM vem de Kraftfahrzeuge Trunkenpolz Mattighofen e começoe a fabricação de motocicletas em 1953, produzindo 3 unidades por dia.
Em 1955 Ernst Kronreif virou acionista da empresa e KTM passou a significar Kronreif Trunkenpolz Mattighofen.
Foi o primeiro fabricante a produzir um motor refrigerado a água para motos, o primeiro a usar freios a disco nas duas rodas, e também a inovar na suspensão traseira com o PDS (Linkless Suspension System).
Já na sua primeira participação em competições, em 1953 no 5º Gaisberg competition, chega em primeiro, segundo e terceiro lugares.
Em 1956 ganha o ISDE (Copa do Mundo de Enduro).
Em 1964, após um período de crise, volta às competições com uma equipe de fábrica e já em 1967 ganha 3 etapas do ISDE.
Em 1974 o portifólio contava com 42 modelos diferentes, e no mesmo ano torna-se campeã do mundial de motocross na categoria 250cc, feito repetido no ano seguinte.
Sua primeira aparição no Dakar foi em 1983. Em 1984 Ciro De Pétri conduziu uma KTM, mas abandonou.
Os primeiros motores 4 tempos para motos de série, já com refrigeração líquida, chegaram ao mercado em 1987.
Em 1992, depois de passar por reformulações administrativas, a KTM dá foco a um novo conceito chamado "Hard Enduro", que mistura endurance (provas de longa duração) com trials (escalada de pedras) e motocross.
E em 1993 o Hard Enduro vira Rally, inaugurado com vitória no Rally Atlas.
Em 1995 ganha o Master Rally e o Rally da Tunísia, iniciando a produção em série do revolucionário motor LC4, levou o título de Campeã Mundial de Motocross 500cc e incontáveis vitórias em competições de Enduro e Rally. Jordi Arcarons chegou em 2º e Carlos Sotelo em 3º no Dakar, e das 30 melhor classificadas, 17 eram KTM, em 1997 este número sobe para 19e em 1998 para 22.
Em 1999 a KTM vence seis Campeonatos Mundiais.
Era questão de tempo, e a vitória no Dakar veio em 2001 em dose quíntupla com Fabrizio Meoni, Arcarons, Gavardo, Pujol e Cox, e de lá pra cá não parou mais.
O produto KTM é para motocross (10 modelos), Enduro/Rally (16 modelos), as demais categorias contam com apenas alguns modelos.

Então é o seguinte, por muuuuuuito tempo ainda vamos ver estas motos alaranjadas povoando o mundo do Dakar.

Até o próximo!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Dakar 2016 - Entrando na reta final

Olá pessoal!

Ontem na etapa entre La Rioja e San Juan Toby Price deu um susto, pois seu tempo não apareceu em alguns WPs voltando a ser registrado somente na linha de chagada, quando foi registrado em segundo lugar, atrás de Antoine Meo, seguidos por outros 83 pilotos que seguem "ativos" neste Dakar.
Paulo Gonçalves não está mais entre eles. O portuga abandonou com sua Honda depois de um tombo perto do km118, logo depois do WP2. Foi enconttrado inconsciente pela equipe médica da organização que o levou diretamente para um hospital. O diagnóstico foi traumatismo craniano, mas ele já recuperou a consciência e deve passar por outros exames. Torcemos para que ele se recupere totalmente.

O chileno Pablo Quintanilla vem levando muito bem sua Husqvarna, com chances inclusive de conquistar um inédito pódio para a marca suéca, que pertence desde o ano retrasado à KTM.
Sempre se manteve entre o top 10 na classificação geral. Neste momento está em 4º, a menos de 2min de Meo, e leva 12min de vantagem sobre Benavides, o 5º na geral. São os 2 com changes de tomar o 3º lugar de Meo e quebrar o pódio triplo de KTM neste Dakar.

Notem que não houve grandes alterações nas posições de passagem dos primeiros pilotos pelos WP




Mas notem nesta outra visão que Quintanilla chegou inclusive a registrar o melhor tempo no WP8


Hoje, a penúltima etapa, que levou o pessoal de San Juan de volta a Villa Carlos Paz, teve o percurso encurtado de novo por causa das condições meteorológicas.

Meo abriu pista e praticamente parou para aguardar a chegada de Price, que largou 3min depois.
A estratégia da KTM foi encostar Meo em Price para garantir apoio em caso de qualquer imprevisto.
Infelizmente o imprevisto aconteceu com Meo, que levou um tombo, lesionou a mão e perdeu 38min no WP10.

Pablo Quintanilla até começou bem, passando com o melhor tempo já no WP2, mas a partir do WP5 os resultados não foram tão bons.
Quem voou hoje fou Helder Rodrigues. Largou em 4º e passou em primeiro no WP7.
Nas imagens abaixo dá pra ver a variação das posições e dos tempos.



Ao final desta etapa a classificação geral ficou assim:
1 - Price (KTM)
2 - Svitko (KTM) +00:37:39
3 - Quintanilla (Huskvarna) +00:53:10
4 - Rodrigues (Yamaha) +00:54:29
5 - Benavides (Honda) +00:57:28
Amanhã, na etapa final, somente Price vai "correr pro abraço", o resto da galera ainda vai estar brigando por um degrau ou até 2 na classificação final.

Vale a pena acompanhar!