quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

dakar 40 - etapa 11

Acabou pra Joan Barreda.

O primeiro piloto da Honda não suportou mais as dores e o cansaço, desviou do trajeto no meio da etapa para se dirigir diretamente ao atendimento médico situado em Fiambalá, local onde comunicou seu abandono. Quem assistiu alguns vídeos e entrevistas dele no final da etapa de ontem pode ver que ele estava exausto, e hoje pela manhã notícias informavam que ele ainda aparentava muito cansaço na largada.

Svitko foi outro que terminou a etapa de helicóptero e deu adeus à sua oitava posição na geral depois de um tombo feio que lhe causou

Hoje a largada foi um pouco deferente.
Os 5 primeiros largaram a intervalos de 12min o primeiro às 07h33 e o último às 08h12, os próximos 5 a intervalos de 3min. O próximo pelotão, do 11 ao 21, aguardou 35min para largar e o intervalo entre um e outro foi de 2min. Os próximos 5 a intervalos de 1min. Aguarda 2min... Os próximos 4 também a intervalos de 1min. Os próximos 10 lagraram em duplas a intervalos de 30s. Aguarda 1min... E daipra frente eles praticamente continuaram largando em duplas a intervalos não regulares de 30s. Confuso não é mesmo?
Sim, mas acontece que quem larga na frente assume a desvantagem de não ter nenhuma referência de navegação além do roadmap. A ideia de Coma ao estabelecer estas estratégias meio malucas de largada foi minimizar ao máximo estas vantagens/desvantagens.
É claro que não é possível, mas largar todos em linha ao mesmo tempo acabaria com qualquer vantagem. Penso que a melhor alternativa é largar em linha com o maior número possível de acordo com as condições que cada etapa ofereça.
Se pode observar o resultado disso no gráfico de posições nos WPs.

No final das contas Walkner segue na ponta com 32min sobre Benavides que leva a única "não KTM" entre as 5 primeiras posições.
Entre a sexta e décima posição não temos nenhuma KTM.

Este ano teremos especiais longas até na última etapa. Será que vai dar tempo? Será que ainda restam surpresas?

Vamos acompanhar!

Dakar 40 - Etapa 10

Olá pessoal!

Parece que caiu no colo de Walkner e sua KTM.

Esta etapa 10, virou o mundo de cabeça pra baixo.
Barreda, Price e Benavides se perderam feio no final da etapa e entregaram mais de meia hora.
E Van Beveren que vinha super bem e até se beneficiando do rumo perdido de seus principais rivais, caiu feio a 3km do final. Uma clavícula quebrada e traumatismos importantes no tórax e parte dorsal da coluna não permitiram que ele, mesmo depois de algumas tentativas, conseguisse percorrer os quilômetros finais. Saiu de helicóptero também.

Então Walkner, que não se perdeu, não caiu, e pode contar com trilhas à sua frente, ganhou a etapa e pulou de 3º a 6min34 do líder para 1º, 39min42 a frente do 2º.
É claro que não se pode creditar isso somente à sorte, mas... que ter sorte ajuda também não se pode negar.

Apesar de tudo, dos perdidos Barreda foi quem se deu melhor, pulando de 5º para 2º na geral, e tem pela frente 3 etapas longas, de 280, 375 e 424Km para tentar recuperar tempo e ameaçar a liderança de Walkner, que por sua vez, tem tudo para usar a estratégia de não ganhar etapas, não largar na frente e se beneficiar das trilhas abertas pelo primeiro pelotão de desesperados.

Outro que se deu muito bem foi Gerard Farres. O espanhol que começou este Dakar em 17º vinha no segundo pelotão, desde a terceira etapa próximo dos 10, chegou em 3º nesta etapa e passou a 4º na classificação geral, a 6min de Benavides. Parece que o dakar de despedida da lenda vai ser fantástico!

Depois deles na geral vêm Price, Meo, Brabec, Svitko, Quintanilla e Jonny Aubert.

Além de Van Beveren esta etapa levou também a Yamaha de Alessandro Botturi, e as KTMs de Janos Desi, Luciano Benavides - Irmão de Kevin - e  Zhang Min, deixando 93 pilotos ainda na competição.



Nos UTVs, as gaiolas, os brasileiros continuam na ponta, desde a etapa 5, mas teve mudança na segunda posição e a vantagem caiu um pouco.

Daqui a pouco começa a etapa de hoje.
Vamos ver como fica...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Dakar 40 - Final de semana agitado!

Olá Pessoal!

Quem pode acompanhar a competição neste final de semana pode ver que o final de semana na Bolívia foi bastante agitado para este que está se apresentando como um dos mais competitivos e equilibrados da história sul americana do Dakar. Pra começar era Marathon, ou seja, sem assistência nenhuma entre a etapa de sábado e a de domingo que foram de chuva, barro e frio.

Sábado Barreda foi primeiro na etapa e recuperou 5min na geral subindo para a terceira posição, mas caiu próximo do Km300 que lhe causaram problemas nos ligamentos do joelho esquerdo. Conseguiu terminar a etapa mas precisou ser atendido em hospital e cedeu 3 ou 4 minutos no final da especial. Ainda não há informação detalhada sobre o caso mas parece que foram os ligamentos laterais, bem menos críticos do que os cruzados, mas parece que ele foi submetido a uma sessão de drenagem, o que é um mau indício. De qualquer forma, os pilotos contam com um equipamento de proteção que é quase um aparelho ortopédico, feito sob medida.
Resultado de imagem para professional orthopedic knee brace
De Soultrait vinha em 8º na geral e também teve problemas na perna esquerda, resultado de um tombo, mas no caso dele não houve condições de continuar e acabou sendo evacuado de helicóptero.
Mathias Walkner foi o quem mais apanhou, perdendo uma posição e se afastando mais 5min da liderança, parte disso se deve a uma penalização de 1min que lhe foi imposta na etapa 6.
O argentino Benavides também cedeu mais de 5min e perdeu a liderança, deixando Van Beveren em primeiro novamente.

E no domingo mais mudanças.
Benavides continua em segundo, mas a apenas 22 segundos de Van Beveren.
Berreda visivelmente prejudicado pela lesão no joelho cedeu mais de 3min e perdeu 2 posições, terminando em 5º na geral.
Quem se aproveitou disso foram Walkner e Price, ambos de KTM, o primeiro recuperou quase 2min e o segundo 6min.
Esta etapa foi vencida por Antoine Meo e Laia Sanz fechou os Top10.


E a etapa de hoje foi cancelada por completo.
As chuvas foram torrenciais, gerando riscos de inundações e também de tempestades durante a especial. Já no sábado o serviço meteorológico boliviano havia emitido um alerta laranja prevendo 60 a 90 milímetros para algumas regiões entre os dias 14 e 15.
Como sempre, o cancelamento de uma etapa, ou mesmo de parte dela só faz sorrir quem está na frente, pois para quem está atrás isso significa menos tempo disponível para uma recuperação.

Eu já tinha feito esta previsão anos atrás e me dei mal, por isso retardei ao máximo mas, acho que esta edição especial de 40 anos do Dakar também vai ser a que marcará a quebra da hegemonia da KTM. Entre os 5 primeiros temos apenas Walkner e Price de KTM. Os 2 vêm se mantendo estáveis e nunca muito mais do que 10min do líder. Alguns apostam que a equipe está seguindo uma estratégia de controlar o ritmo, se mantendo próximo do líder , inteira e em condições de um ataque final nos terrenos mais rápidos das etapas finais na Argentina. Hummmm... será?

Seguimos acompanhando!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Dakar40 - Etapa 6 e descanso!

Olá pessoal!

As dunas do Peru foram fatais pra muita gente.
29 dos 142 pilotos já abandonaram.
A etapa 2 levou 11, entre eles Adrien Metge e sua Sherco, seu irmão Michael, ou Mickaël, terminou em 4º aquela etapa e continua segurando sua Honda, agora na 13ª posição.
A etapa 4 derrubou - sem derrubar... -  Sam Sunderland, o nº1 da KTM. O piloto de fato não foi eliminado por um tombo, pois o buraco que pegou não chegou a derrubá-lo da moto, mas o impacto foi suficiente para causar uma lesão na região lombar e deixá-lo fora de combate.
Enfim, 17 KTMs, 6 Yamahas, 2 Sherco e Honda, Kawasaki, Husqwarna e Hero, uma de cada, foram pra casa mais cedo até agora.
Dos 110 que continuam no rally, 45 seguem sem nenhuma penalização, 8 acumulam 1min possivelmente por algum atraso ou excesso de velocidade. Entre os 10 primeiros Walkner, De Soultrait e Svitko são os penalizados. Metge, o mais velho, foi penalizado em 1h por perder um WP na etapa 3 o que empurrou sua Honda da 10ª para a 24ª posição na geral, mas já esteve pior, pois na etapa 3 ele terminou em 31º! Cristian Muñoz, piloto oficial da Gas-Gas, também tomou o mesmo corretivo e foi movido de 24º para 47º.

E como falávamos antes, as trocas de posição vão ficando menos frequentes.

Da quinta para a sexta etapa houveram poucas mudanças de posição, ainda mais porque a primeira parte da especial foi cancelada e a especial que era de 313km ficou com apenas 238km.
Quem vai desfrutar mais feliz do dia de descanso em La Paz é o argentino Kevin Benavides, que coloca a Honda na liderança deste Dakar40 ao final desta sexta etapa que foi vencida por Antoine Meo que ganhou uma posição na geral.
Importante comentar que o cancelamento da primeira parte da especial não foi causado por mau tempo e sim por causa do nevoeiro que impedia o voo dos helicópteros. É obvio que por questões de segurança não dá pra colocar a etapa em marcha sem o apoio dos helicópteros.

E para que não digam que somos chatos e só falamos de moto, o que é verdade, apesar de não termos nenhum brasileiro nas motos este ano, temos brasileiros liderando na categoria SxS!
Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin

E os 8 Dakar Legend?
Paulo Gonçalves, como todos sabem optou por não competir por causa de uma lesão ainda em recuperação.
Juan Pedrero vem em 15º e é a única Sherco viva na competição e vem recuperando posições etapa a etapa, com chances de terminar entre os 10 este que, segundo declarações dele, deve ser seu último Dakar, pelo memos nas motos. Uma curiosidade: Juan Pedrero trabalha como operador de produção em uma metalúrgica de Madri.
Olivier Pain também segue vivo e imaculado, sem nenhuma penalização, na 41ª posição, exatamente como David Pabiska, que vem 16 posições depois de Pian. Colado em Pabiska vem Jurgen Van Den Goorbergh. O urugayo Laurent Lazard vem na turma do fundão em 61º junto com Patrice Carillon em 74º e Gabor Saghmeister em 99º.
Deixando de fora Paulo Gonçalves, todas as demais lendas continuam escrevendo suas histórias.

E o Africa Race?

Está pertinho do fim.
Terminada a 12ª etapa Ullevalseter está fora por problemas na moto.
Paolo Ceci assume a liderança só 46s à frente de Luis Miguel Oliveira, e "Il Nono" Picco vem fechando o grupo dos Top10.

Seguimos acompanhando!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Cobertura da RTVE ao Dakar

Olá pesoal!

Eu sempre gostei da cobertura feita pela televisão espanhola RTVE ao Dakar.
Eles têm programas diários, comentaristas muito bons, repórteres in loco, programas prévios, enfim, muito bom.
Acontece que de uns anos pra cá tá cada vez mais difícil acessar os vídeos.
Mas sempre tem um jeitinho...

Como os vídeos serão baixados diretamente do seu repositório original no site da RTVE, antes será necessário desviar do bloqueio que eles impõe ao acesso destes conteúdos por endereços fora da Espanha. Para isso você pode usar ferramentas de VPN, como o TunnelBear, de proxy como Xroxy, ou ainda as opções de seleção de país do TorBrowser.

No site piraminetlab.com você consegue fazer download em MP4 de todos os vídeos da RTVE.
Por exemplo, para assistir o "esquenta" apresentado em 23/12 com nome "Previo" você precisa apenas acessar a página oficial da RTVE que mostraria este programa;
http://www.rtve.es/alacarta/videos/dakar/rally-dakar-2018-previo/4389699/
Copiar o endereço e colar no espaço reservado e clicar em "calcular".
Em seguida vai aparecer logo abaixo o link com nome "Enlace del video"
Clique com o botão direito e use a opção "copy link location" ou o equivalente no idioma do seu navegador.
A seguir abra uma nova guia no navegador e cole o endereço.
Pronto!
Você pode assistir online via streaming ou fazer dowbnload usando o menu "File", "Save page as".

Se você tiver outras dicas e quiser postar nos comentários a comunidade agradece!!!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dakar 40 - etapa 5

Tá ficando mais e mais emocionante!

Crescem as possibilidades de que o campeão deste ano não seja uma KTM!
Entre os 5 primeiros na classificação geral, cuja diferença está abaixo de 10min, temos 2 Honda, 2 Yamaha e apenas 1 KTM. E entre os 15 primeiros temos 5 KTMs, sendo 4 da equipe oficial.
Van Breveren continua segurando a Yamaha na ponta, mas agora à frente da Honda de Kevin Benavides, porque Pablo Quintanilla sofreu um tombo já no começo da etapa num trecho de praia e chegou 28min52 depois de Joan Barreda o vencedor da etapa de hoje, última no Peru. Vale lembrar que Barrede não está totalmente recuperado de uma lesão que sofreu no punho esquerdo e isso ainda pode atrapalhar pois ainda tem muito chão pela frente.
Antes de Barreda na classificação geral ainda vem Matthias Walkner, praticamente colado em Benavides.
Depois deles vêm De Soultrait, Price, Antoine Meo, Gerard Farres, Pablo Quintanilla e Brabec.
Tradicionalmente a partir desta etapa as mudanças de posição são menos intensas. Salvo por abandono, acidentes ou penalizações, deste ponto em diante já se pode ter uma boa noção de quem de fato tem condições de pódio.

Mudando um pouco de assunto, mas continuando em rally e em Dakar ... (!?!?)
Alguém conhece o Africa Eco Race?
http://www.africarace.com
Enquanto o dakar comemora sua 10ª edição na América do Sul, o "Eco" comemora sua 10ª edição em Dakar!
Isso mesmo!
Para muitos a Africa Eco Race é que é o verdadeiro dakar e não apenas porque termina na cidade de Dakar, mas porque resgatou e mantém uma aura de aventura, com participantes amadores, de mochila às costas e sem a participação de equipes dos fabricantes, evocando as primeiras edições do Paris-Dakar.
Aventura, Este era o clima do rally Paris-Dakar em seu início. Uma bússola, um roadbook, água e uma caixa de ferramentas era a bagagem dos motociclistas aventureiros. Não havia sequer motos fabricadas especificamente para este tipo de utilização. O dakar foi responsável pelo surgimento dos modelos big trail.
No mesmo ano em que o dakar abandona o continente africano nascia a Africa Eco Race, que se propunha não só a percorrer os países anteriormente percorridos pelo dakar, mas comprometia-se também a manter o ‘espírito dakariano’, apelando aos amadores e apostando numa filosofia ecológica, de ajuda mútua e apoio aos povos visitados.
O Eco se propõe a ser mais acessível aos pilotos amadores e tenta manter o espírito de aventura com as especiais quase sempre mais longas que as ligações, sendo muitas vezes a quase totalidade da etapa.
Há pilotos que já correram em ambas, como é o caso de Ullevalseter e Franco Picco.
Isso mesmo! Franco Picco!
O piloto italiano, hoje com 64 anos, foi um dos pioneiros e, apesar de nunca ter vencido, foi também um dos heróis do dakar e de outros grandes rallyes africanos. Subiu três vezes ao pódio no dakar, venceu um par de vezes o Rally dos Faraós e o Rally das Piramides.
Participou do dakar entre 1985 e 1990, fez mais tarde duas participações de carro ainda em África, mas em 2010 voltou para fazer o dakar de moto, e praticamente não parou desde então. Este ano não foi ao dakar, mas está na Africa Eco Race.
Esse é O CARA!!!

E o percurso do Eco deste ano é assim:
Uma rota diversificada com tantos trechos de areia e dunas quanto possível.
Poucos trechos de ligação ou deslocamento e muitas largadas e chegadas direto do bivaque.
Roadbooks precisos e foco em nevegação.
2 etapas em loop (igual ao dakar deste ano...)
Uma etapa de "500 milhas" sem assistência.
Bivaques montados em meio à natureza.
12 etapas com dia de descanso em Dakhla com um total de 6000km.

Hoje rolou a 8ª etapa, entre Chami e Amodjar na Mauritânia, que foi vencida pelo português Luis miguel Anjos Oliveira pilotando uma Yamaha.
O lider na geral é o italiano Paolo Ceci, pilotando uma KTM.
"Il nono" Picco estava em 7º até ontem mas até o momento não consegui ver em que posição chegou na etapa da hoje.
Na primeira etapa, em 2010 foram apenas 3 motos - Marco Capodacqua (KTM), Alberto Dottori (KTM) e Giovanni Stefani (Yamaha), e foi vencido por Marco Capodacqua.
Os resultados seguintes foram:
2011 - Gev Teddy Sella (sul-africano) KTM - 37 competidores
2012 - Oscar Polli (italiano) KTM - 14 competidores
2013 - Martin Fontin (alemão) KTM - 22 competidores
2014 - Michael Pisano (francês) Honda - 23 competidores
2015 - Pal Anders Ullevalseter (norueguês) - 28 competidores, entre eles David Fretigne
2016 - Pal Anders Ullevalseter (norueguês) - 30 participantes
2017 - Gev Teddy Sella (sul-africano) KTM - 37 participantes, entre eles Paolo Ceci e Ullevalseter
Este ano são novamente 37 participantes.
E se o Dakar tem a beleza da espanhola Laia Sanz, o Africa Eco Race tem a francesa Julie Vanneken.



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Dakar 40 - Etapa 4

Olá dakarianos de plantão!
Mais reviravoltas na etapa de hoje.


A largada foi um pouco diferente. Os pilotos largaram em grupos de 15 ao mesmo tempo e cada grupo largou 5min depois do anterior. Isso, além de reduzir vantagens e desvantagens entre os 15 primeiros, nitidamente beneficia o segundo grupo. Por exemplo, Sunderland teria a desvantagem de abrir pista sem nenhum rastro diante de si, ao passo que Gerard Farres largaria em 3º e teria diante de si as trilhas de Sunderland e Walkner como referências. Pois isso foi o que não aconteceu. A mesma dificuldade enfrentada por Sunderland foi compartilhada por todos os outros 14 que largaram lado a lado com ele. Se eu fosse o José Antonio Cornejo Florimo, piloto chileno de 24 aninhos que participou apenas em 2016 e abandonou na 5 etapa, e que entrou este ano na vaga deixada por Paulo Gonçalves, esqueceria o roadbook e faria o que fosse possível para grudar sua Honda na traseira de Sunderland. É uma oportunidade que só este tipo de largada proporciona.
Já o segundo grupo contava com 15 trilhas diante de si para referência. É claro que em seguida as trilhas vão se separando umas das outras, mas não deixa de ser uma referência a mais além do roadbook. E parece que o pessoal do segundo pelotão soube aproveitar isso, pois já no primeiro WP as 4 primeiras posições eram ocupadas por pilotos que largaram no segundo grupo, Barreda, Van Beveren, Nevado (um estreante de Gas-Gas) e Soultrait. Nevado deve ter feito o que eu sugeri... nem olhou para o roadbook e se ocupou em não descolar de Barreda e Van Beveren, mas chegou um momento em que seus pontos de referência se separaram e ele teve que escolher um. Escolheu o errado...

Observe o que aconteceu com Sunderland e Matthias Walkner.
Largaram juntos, passaram pelo WP1 com uma diferença de 10s entre eles, no WP3 a diferença era 36s, no WP4 Sunderlad ficou pra trás 2min26, baixou oara 1min36 no WP5, passaram praticamente juntos no WP6, mas... Sunderland acabou sofrendo um acidente na parte final e foi obrigado abandonando o dakar. Foi levado ao hospital de helicóptero com fortes dores nas costas. Tomara que não tenha sido grave.
Barreda também foi vítima de alguma coisa que ainda não foi divulgada. Ele vinha nas 3 primeiras posições até o WP6 quando passou a 6s de Van Beveren mas termonou em 10º 10min depois do líder Van Beveren, que soube se beneficiar de largar no segundo grupo, se manteve grudado em Barreda e quando este falhou assumiu a liderança.

A etapa terminou assim:
1 Van Beveren (Yamaha)
2 Soultrait (Yamaha) +5:01
3 Walkner (KTM) +7:10
4 Quintanilla (Husqvarna) +7:32
5 Svitko (KTM) +7:45
6 Daniel Carreras (KTM) +8:39
7 Florimo (Honda) +8:45
8 Benavides  (Honda) +9:14
9 Barreda (Honda) +10:00
10 Gerard Farres (KTM) +10:11

E na classificação geral Van Beveren assume a liderança com 1min55 a frente de Quintanilla e 3min15 de Benavides. Atrás deles vêm Walkner (+5:23), De soultrait (+7:34), Price (+10:14), Florimo (+12:06), Caimi (+12:48), Gerard Farres (+13:05) e Antoine Meo (+13:47). Barreda precisa recuperar ainda 22min08 se quiser assumir a liderança, e só conseguiu recuperar 40s na etapa de hoje. Será que vai dar?

Continuamos ligados...