domingo, 18 de outubro de 2009

Pão de queijo



Café da manhã na Pousada Arco-iris.Cafézin quentin, quejin dimins, frutas, sucos, bolos, ovos produzidos na fazenda, e enquanto você estiver na mesa, a Dona Zinha fica “sevino pão di quejo” inté ocê num guentá mais.
Pedindo bastante ela entrega a receita, e explica direitinho como se prepara.A receita original é da Dona Rosa de Caxambu, que entregou para a Zinha, que alterou a receita trocando queijo parmesão por queijo minas. Ela explica “direitin” os queijos que podem e os que não podem ser usados, e o porque!
Houve um “istrangêro” que veio e copiou a receitinha do “cadernin di receits” e faz sucesso no “isteriô” fazendo o pão, que chama de “Pão de São Thomé”, porque Zinha ficou com vergonha do nome dela aparecer no “isteriô”, mas devia se chamar mesmo de “Pão da Zinha”!

Não vamos colocar a receita aqui, mas quem quiser peça no comentário, que a gente manda.

Vamos colocar outra receita colhida no restaurante “Pau de angu”, que fica na localidade de “Bichinho” no terceiro marco da Estrada Real, em Tiradentes. Ai vai:

Repoi a Figueredo

Moi di Repoi nu ai iói

Ingredienti

5 den di ái;

3 cuié di ói;

1 cabêss di repôi

1 cuié di mastumati

sali a gosto

Cumé qui Fais?!

Casca u ái, pica u ái e soca o ái cum sali.

Quenta u ói; foga o ái nu ói quentim.

Pica o repôi bemmmm finimmm, foga o repôi.

Poim a matumati, mexi ca cuié pra fazê u moi.

Prontim!

Na estrada dia 5 & 6

Desculpem pela ausência, mas só consegui conexão agora, pois em São Thomé das Letras, conexão com internet só se for por abdução.
Vamos lá...
Depois de limpar meu nome na praça de São Lourenço, pagando o almoço fiado, fomos dormir, e hoje cedo, quer dizer, mais ou menos cedo, arrumamos as coisas e seguimos com destino a São Thomé das Letras.
Fomos de São Lourenço à Caxambu, e daí à Cruzilha.

De Cruzilha à São Thomé foram cerca de 40Km de estrada de chão. Chegamos à São Thomé por volta das 15h e nos hospedamos na Pousada Arco-Iris.

São Thomé das Letras é um mundo à parte. Uma cidadezinha de 6 mil habitantes (contando a população rural), encravada no alto da serra à 1440m de altitude, onde grande parte das casas e todo o calçamento das ruas é feito em pedras de quartzito.

Conta a lenda, que um escravo fugido refugiou-se em uma gruta, e passou a viver do que a natureza lhe oferecia, quando, certo dia, lhe apareceu um senhor em vestes brancas que lhe ofereceu uma carta para que fosse entregue ao seu senhorio, que lhe daria a certeza do perdão. E assim fez o escravo. O senhorio foi conhecer a gruta e nela encontrou uma imagem de São Thomé, além de inscrições semelhantes à letras. Ao lado da gruta foi erguida uma capela, que posteriormente foi substituída pela atual igreja matriz. A gruta é o ponto central de visitação, mas está longe de ser o único. São inúmeras cachoeiras, grutas e cavernas, e conta outra lenda, que uma destas cavernas liga São Thomé a Machu-Pichu (é mole!).

E logo ao chegarmos à cidade nos abordou um guia, de nome Juvenal, que garantiu conhecer a entrada da tal caverna.
Pensa que acabou? que nada! Tem um discoporto (aeroporto para discos voadores), a pedra da bruxa, a casa da pirâmide, ladeira do amendoim (onde um carro desengatado ao invés de descer a ladeira, sobe!), um sem-número de comércios com nomes como "Reino dos Magos", "Senhor dos Anéis", "Montanha Mágica", "O Alquimista", "Xamãs", "Bicho Grilo", e por ai vai...
Jantamos no restaurante O Alquimista, e experimentamos um prato chamado "Tutu de Feijão", num ambiente simples e rústico, com o detalhe de um gato preto que ficava passeando nos caibros do telhado.
E ainda tínhamos convite para visitar o "Bar dos Gnomos", experimentar drinks exóticos e curtir a apresentação da banda "Cabelinhos da Lua", mas o cançasso nos venceu e fomos dormir com os duendes, pois onde nos hospedamos estava cheio deles...
Povo estranho este de São Thomé...
No dia seguinte seguiríamos para Tiradentes, mas isto eu conto em outro post.

Até o próximo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Na estrada - dias 3 & 4

Então... depois daquele almoço seguimos pela estrada Real rumo à São Lourenço, passando por Cunha, Guaratinguetá e Itajubá.
O trecho da Estrada Real entre Paraty e Cunha tem pouco mais de 40Km, sai do nível do mar e alcança 1550m de altitude, e eu dividiria em 3 etapas.

A primeira etapa, de cerca de 17Km, que inclui o restaurante onde almoçamos, pavimentada com um asfalto bastante precário, vai serpenteando o pé da serra até alcançar uns 400m de altitude.
A terceira etapa vai da divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, ponto máximo de altitude, e o asfalto vai serpenteando em uma descida leve de uns 14Km até a pequena cidade de Cunha, num festival de lindas paisagens, repletas de vales verdes, pontilhados por cachoeiras, fazendas e sítios muito bonitos.
Quem já fez as contas percebeu que o trecho intermediário é de cerca de 9Km, e também percebeu que sai de 400m e chega a 1550m. Então, sobe-se 1150m em 9Km... isso mesmo! E a experiência pode ser resumida em 3 palavras: lama, pedras e nevoeiro. E todas podem ser precedidas do substantivo MUITO! E fiquem à vontade para usar o "muito".

Houve momentos em que avaliamos seriamente a possibilidade de desistir, voltar à Paraty e procurar outra alternativa. Mais por teimosia do que por juízo, resolvemos seguir adiante. Ok, Ok, foi uma decisão meio "unilateral", porque pela Carla já estaríamos no rumo do retorno à tempos!Logo que o asfalto acabou encontramos o Sr. Antonio, acompanhado do filho Guilherme. Os dois seguiam à pé, e nos motivaram a seguir em frente. O Sr. Antonio é um artesão da região que trabalha com mosaico bizantino.

Seguimos, e logo à frente paramos frente a um atoleiro medonho! Este foi o momento de maior dúvida, pois se seguíssemos adiante ficaria muito difícil retornar. Um atoleiro daqueles na descida, bastaria beliscar o freio dianteiro para tomar um tombo. Fomos alcançados pelo Sr. Antonio e o filho (lembrem que eles estavam à pé), que novamente nos motivaram e foram na frente mostrando o melhor caminho no meio da lama. Passamos. Ufa! Nos despedimos (novamente) do Sr. Antonio e seguimos.

Mas logo adiante paramos de novo. Uma subida íngreme cheia de grandes pedras. Mais uma vez fomos alcançados e motivados pelo Sr. Antonio. Na subida, por várias vezes eu sentia a roda da frente no ar. Nestes momentos é muito fácil perder o controle e passar do limite no acelerador, e o resultado seria a moto empinar e virar. Por sorte nada disso aconteceu. Em determinado momento, depois de outra subida íngreme de uns 20m com lama e pedras, parei. Desliguei a moto e sentei numa pedra. Exausto.

Nestes trechos difíceis (maioria) a Carla vinha andando. Sentei para descansar e esperá-la. Logo ela chegou e sentou também. Cansada. Ficamos ali, os dois ofegantes e em silêncio. Neste momento, mais uma vez, constatei que a Carla tem o que se chama de "santo forte". De repente ouve-se o inconfundível som do motor de um fusca. "Tá subindo ou descendo", perguntei. Logo percebemos que estava subindo. Ele parou e eu perguntei se ele poderia dar uma carona à Carla. Sorrindo como quem diz "mais um que se meteu onde não deve", e com uma gentileza autêntica, levou a Carla até o final da subida, limite dos estados, onde o asfalto começava novamente. O motorista chama-se Carlinhos, e tem no transporte entre Paraty e Cunha seu ganha-pão. Faz o trecho quase todos os dias levando e trazendo gente. Pessoalmente cuida da conservação da estrada, estourando pedras e fazendo pontes. Nesta viagem ele levava a D. Tereza e o filho para uma consulta no hospital de Cunha.
Incrível como gente boa cruza o nosso caminho.

Como falei, o trecho de asfalto até Cunha é muito bonito.

Com paisagens de tirar o fôlego.
De Cunha seguimos para São Lourenço, onde chagamos perto das 23h, depois de pegar uma chuva bastante forte entre Maria da Fé e Carmo de Minas.
Neste estado, cobertos de lama e bastante molhados, chegamos ao Grand Ville Hotel.

Hall branco, alvíssimo, de mármore, e nós dois pingando lama. A camareira usando um uniforme mais alvo ainda insistia em carregar os alforges que, é claro, pingavam lama também. Se eu tivesse deixado seria maldade.

Em São Lourenço visitamos uma amiga da Carla, conhecemos o Parque das Águas, e almoçamos fiado no restaurante Ancestral. Isso mesmo, FIADO. O chef, Sr. Fábio, estava com problemas para receber o pagamento em cartão e disse "vocês almocem e paguem depois". Almoçamos um escondidinho e um medalhão, bebemos um frisante italiano. Delícia.


Bom, já escrevi demais por hoje.
Vamos jantar e aproveitar para pagar o almoço.

Até o próximo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Na estrada - dia 2 & 3...

Agora estamos na estrada que leva de Paraty para Cunha, almoçando no restaurante Villa Verde (Wanderley, meu brother, valeu a recomendação!), e o lugar é fantástico! Ravioli de tomate seco, com ricota e nozes ao molho de manteiga e salvia. Hummmm... Delícia! Para sobremesa, recomendo a torta de chocolate. Fantástica!
Há!! Sobre a chave, problema resolvido. Como falei antes, quem tem amigos nunca fica na mão. Pois foi só ligar para o desmobrother Nyarady e ele já arranjou um chaveiro que fez a chave na hora. É muito legal conhecer pessoalmente gente com quem falamos e trocamos ideias neste mundo virtual.
Saímos de Santos perto do meio dia, e com chuva, e chegamos à Paraty perto das 20h sem chuva, Entre um lugar e outro, choveu, parou, choveu, parou, choveu de novo, e assim foi...
Mas mesmo com este tempo desfavorável, deu para curtir. A estrada vai serpenteando o litoral, subindo e descendo pequenas serras, e atavessando pequenas cidades. Muito bonito!
Paraty... Para ti eu recomendo Paraty. Cidade Muuuito bonita! O centro histórico é repleto de restaurantes e lojas, todas instaladas no casario antigo, tombado pelo patrimônio. Realmente valeria a pena passar uma semana por aqui conhecendo melhor a cidade, seus atrativos e história.
Agora seguimos rumo à São Lourenço, via Cunha e Itajubá.Ainda quero escrever mais sobre Paraty, relatando mais detalhes. Vou tentar fazer isso À noite, em São Lourenço.

Até o próximo!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Na estrada - dia 1

Depois de um Sábado e um Domingo bastante... cansativos, mas muito gratificantes, fomos dormir às 01h32, com a intenção de acordar e sair entre 08h30 e 09h00. Ficamos na intenção...
Chuva... muita chuva... e chuva não combina com troca de telhado. Pois é... goteiras por todos os lados. Consegui achar o pedreiro lá pelas 08h30. Ele apareceu com uma lona amarela tão grande que poucas telhas ficaram à vista depois que ele terminou. Mas as goteiras pararam. Por fim!
Ok. Problema numero 2: Carla com roupa de couro e sem roupa de chuva.
Cidades pequenas oferecem poucas alternativas em um feriado, e eu visitei todas elas... em vão. Nada de roupas para chuva.
Mas quem tem amigos dificilmente fica na mão. Achei meu mecânico em Palmas-PR, que me passou o telefone da esposa, que deixou a mãe cuidando do gnochi para o almoço, e foi até a loja me vender uma roupa. E mais! Como o tamanho padrão não ficou muito legal, vendeu a parte debaixo de um tamanho e a de cima de outro.
Pronto! Agora temos roupa de chuva e podemos... perai. Não é que parou de chover!!!
Isso mesmo. Depois que compramos a roupa nem mais uma gota caiu do céu. É mole!?!?!?

Enfim, partimos às 13h30 e chegamos ao hotel em Santos às 22h45. Nesse meio tempo...
Paramos para fazer uma foto na estrada.
Bonita foto né?

Se olharem bem verão a chave na fechadura do baú. Pois lá ela ficou, e de lá ela caiu em algum lugar entre Curitiba e Registro. Amanhã vou tentar resolver com um chaveiro por aqui.
O hotel eu tinha visto na internet. Bem razoável, mas só na internet... o teto do quarto é decorado com uma "pintura abstrata", que mistura pinceladas de branco, cinza, e outros tons ente um e outro.
E o GPS?! Maravilha da tecnologia!!! Coloquei o endereço do Hotel e ele traçou a rota direitinho. E ainda avisa quando tem radar!!! Em Peruibe, a uns 30 minutos do destino, a telinha do GPS ficou todinha branca... e logo em seguida ficou todinha preta. Pensei... agora f...
Desliguei e religuei umas 10 vezes e nada. Mas graças àquele famoso teorema do fusca que diz para desligar, descer todo mundo, subir de novo e bater a chave que ele funciona, consegui fazer o bichinho funcionar de novo. E graças à ele estamos agora no hotel.

Bom, vou dormir, pois amanhã o percurso é longo... Paraty - Cunha - Itajubá - São Lourenço.

Até o próximo!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Tô de saida...



Férias!!!
Hora de botar a E900 na estrada.
12 dias revirando o sul de Minas.
Indo por Santos e Paraty...
Para chegar a Itajubá - São Lourenço - São Thomé das Letras - Tiradentes - São João del Rei - Ouro Preto - Serra da Canastra - São Roque de Minas
Delfinópolis - Capitólio - Represa de Furnas - Alfenas - Pouso Alegre

A expectativa é grande, e os preparativos estão acelerados, tanto nossos quanto da moto.
Mapas, dicas, conselhos, encomendas, endereços...
Acabamos de selecionar a "trilha sonora"...
Tem de tudo... somos ecléticos (não atléticos!)

Quem estiver a fim de acompanhar é só passar por aqui de vez em quando. Pretendemos postar bastante coisa. Quem sabe você não se anima e entra nessa também? Afinal, como já dizia minha avó... nunca é tarde para começar !!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Será que o elefante volta?

Desde que a marca Cagiva foi adquirida pela Harley-Davidson, no final de 2008, circulam suposições, conjecturas e até algumas imagens, sobre o que seria o relançamento da Cagiva Elefante. Os boatos mais fortes dizem que viria com motor Rotax 1125 usado pela Buell.


É claro que os fãs do motor Ducati torcem o nariz (entre eles eu), mas...
Quem sabe alas aparecem no Salão Duas Rodas (SP de 07 a 12/10)?
Se alguém ver uma de verdade faça fotos e mande...

Até o próximo!