quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

de Copiapó à Antofagasta...


Esta etapa merece um olhar especial.
Ao largarem hoje cedo lá pelas 07h15 o líder da competição era Despres, seguido de Casteu (00:08:56), e de Helder Rodrigues (00:23:45). Marc Coma e o chileno Contardo, de apelido "chaleco", vinham respectivamente 00:38:20 e 00:39:07 atrás do líder.
A atrada no Atacama apresentou trajetos rápidos e terreno rochoso, e ainda o tal fesh-fech chileno, um terreno de areia muito fina e fofa, com consistência de farinha, e esperava os corredores o que seria considerada a primeira "verdadeira" prova de resistência deste 32° Dakar.
Notem que esta especial foi de 483km, a serem percorridos em 05h30, uma média de quase 88km/h. Imagine alcançar esta velocidade média com 4 pontos de controle, 2 abastecimentos, toda a dificuldade de navegação, somadas à dificuldade do terreno... Haja técnica, resistência e moto!

Por volta das 08h50, quando passa vam pelo primeiro ponto de controle da especial, o lider era Despres, com 43 segundos de vantajem sobre Marc Coma e 1m57s a frente de "Chaleco" Lopez, que passou em terceiro.
Depois da passagem pelo segundo ponto de controle a coisa muda. E notem que a distância entre o CP1 e o CP2 foi de apenas 14km! Despres cai para terceiro 1m31s atrás de Marc Coma, que guardava 1m29s de vantagem sobre Chaleco e sua Aprilia que passaram na segunda colocação.
Lá pelas 10h20, quando já rodavam mais de 187km da especial, Marc Coma seguia na frente, mas agora com Despres em segundo e Chaleco em terceiro, respectivamente 43s e 2m22s atrás do líder.
40 minutos mais tarde as posições não se alternam, mas os tempos se alargam, e Coma levava então 1m09s de vantagem sobre Despres e 4m17s sobre Chaleco.
Sol a pino, decorridos 339km da especial, e já superado o terceiro ponto de controle, o cenário parecia estar se definindo, com Coma à frente, Despres 5m59s depois, e Chaleco em terceiro 7m01 atrás do líder.
Mas o Dakar tem surpresas... Por volta das 12h10, com mais de 6min de vantagem sobre Despres, Marc Coma para no km 376 da especial por problemas mecânicos, e só voltou a andar 40min depois, perdendo toda a vantagem que custosamente conquistou no decorrer desta etapa.
E as surpresas não param por ai... eis que cruza o último ponto de controle com 1m30s à frente de Despres, 5h52m40s depois de haver iniciado a especial o tal Chaleco Lopez e sua Aprilia, mostrando que santo de casa também faz milagre, fechando com média próxima aos 82km/h.

Pensa que terminou? Nada disso!
Lembra do rapaz da Sherco, David Casteu? Tava vindo super bem fechando em primeiro, segundo, quarto e segundo as etapas anteriores. Pois sofreu um grave acidente no km395 fraturando uma das pernas e tendo que ser removido pela equipe de apoio para atendimento médico, e o Dakar termina por aqui para ele.
Sabe quem termiou em terceiro? David Frétigné o frances que corre com a Yamaha número 12 e havia vencido a segunda etapa, mas que teve vários problemas na terceira e não foi muito bem na quarta. Boa recuperação!
Marc Coma finaliza em 19°, 39m35s depois do líder, e acaba perdendo terreno na classificação geral para Despres.
Apenas 21 motos terminaram até o momento o trecho cronometrado. Entre eles o nosso Fantozzi, em 20°, 47m15s depois do líder. Vamos acompanhar para ver quantas das 118 que largaram irão finalizar esta quinta etapa.

Até o próximo!

Mais notícias do Dakar 2010 - Argentina-Chile



Olá pessoal!

A disputa está bem acirrada e as posições se alternam a cada etapa.
É legal ver que o Dakar tem nomes favoritos sim, mas não é monótono, e surpresas podem acontecer a cada especial.

Ontem aconteceu a quarta etapa entre Fiambalá, na Argentina, e Capiapó, já no Chile. A organização alterou os 629Km previstos para a etapa, reduzindo 40Km da especial, que originalmente era de 203Km.
A travessia da fronteira Argentina/Chile foi feita na localidade de San Francisco, a mais de 4000m de altitude.
O trecho de especial aconteceu no Chile, entre San Andrés e Galleguillos, com cerca de 100km no Atacama, o deserto mais seco do mundo, e por exigir muita velocidade e técnica favoreceu aos mais experientes.
A etapa marcou ainda muita dificuldade de navegação por parte dos pilotos, e temperaturas bastante altas, chegando aos 48 graus na região de Fiambalá, e o ṕublico presente ao local acabou por participar assistindo aos pilotos com água e até mesmo como mecânicos.


A etapa foi conquistada pelo espanhol Marc Coma(33), vencedor da última edição do Dakar, seguido por Casteu e Despres.
A classificação geral está assim:
1 - DESPRES (FRA)                   KTM           00:00:00    
2 - CASTEU (FRA)                     SHERCO    00:08:53   
3 - RODRIGUES (PRT)               YAMAHA   00:23:45   
4 - MANCA (ITA)                        KTM          00:29:51   
5 - DUCLOS (FRA)                     KTM           00:38:20   
6 - COMA (ESP)                         KTM           00:38:50
7 - LOPEZ CONTARDO (CHL)  APRILIA     00:39:07   
8 - STREET (USA)                     KTM           00:43:06   
9 - ULLEVALSETER (NOR)      KTM           00:51:13   
10 - GONÇALVES (PRT)           BMW          00:56:58

Da turma verde/amarela, Fantozzi terminou ontem em 17º, Mattheis em 32º, Ambrósio em 56º, e Vicente Neto em 88º, lembrando que Bonjean parou na terceira etapa.
Abaixo um flagrante do Ambrósio tomando posse de um pedaço do deserto...


Fiz uma análise dos pilotos que estiveram entre os 20 primeiros nas 4 etapas,  e sobraram 10 nomes. Montei um pequeno gráfico onde se pode ver a evolução e posição na classificação dos 6 primeiros, etapa a etapa, e ao lado do nome de cada um coloquei a posição na classificação geral. Ficou assim:

A etapa de hoje vai de Capiapó a Antofagasta, com um total de 680km e 483km de especial em pleno Atacama, e promete ser o divisor de águas.

Vamos ficar de olho e acompanhar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Notícias do Dakar 2010

Pessoal, desculpem a ausência, mas férias são férias... até mesmo do blog (rsrsrsrs)

Não dá para começar o ano neste blog sem dar atenção ao Dakar que, como já falei em outro post, tem tudo a ver com as cagivonas.




Vai aqui um resumão do que rolou até agora.
Largaram 150 motos, sendo 6 BMW, 22 Honda, 27 Yamaha, e 78 KTM.
Até o momento, decorridas 3 etapas, estes são os 3 primeiros:
CASTEU (FRA)                      SHERCO
DESPRES (FRA)                    KTM
COMA (ESP)                          KTM
VILADOMS (ESP)                  KTM
LOPEZ CONTARDO (CHL)    APRILIA
FRETIGNE (FRA)                  YAMAHA
PRZYGONSKI (POL)             KTM
GONÇALVES (PRT)              BMW
FARIA (PRT)                         KTM
RODRIGUES (PRT)               YAMAHA

A primeira etapa, que foi de Buenos Aires a Córdoba totalizando 620km, sendo 219 de especial entre as cidades de Rio Cuarto e Rio Tercero (ruta 36), foi vencida pelo francês David Casteau(35), pilotando uma Sherco 450.




Para quem não conhece, da mesma forma que eu não conhecia, Casteau foi segundo em tempo no world champion Rally, segundo no geral do Dakar 2007, quarto no geral do Dakar 2009, campeão do Pharaoh’s rally de 2008, entre outros títulos. E sobre a Sherco... as especificações de série da moto incluem motor monocilindrico 4 tempos SOHC 4 valvulas, refrigerado a água, com injeção eletrônica da Magneti Marelli, suspensão dianteira Cerani de 295mm e traseira Sachs de 320mm, freios AJP, e a potência não foi divulgada (???). Estas são as especificações de fábrica, mas o modelo usado por Casteau foi desenvolvido especialmente para o Dakar pelo fabricante em parceria com a equipe do piloto.

A segunda etapa, de Córdoba a La Rioja, foi de 687km, sendo 355 de especial entre Villa Carlos Paz e Serrezuela, foi vencida por outro francês, David Frétigné(39), pilotando um Yamaha 450 WRF.

Hoje aconteceu a terceira etapa, que foi de La Rioja até Fiambalá (441km), com 182km de especial entre Santa Rosa e Fiambalá. Foi vencida pelo francês já famoso e consagrado Ciryl Depres(35), pilotando uma KTM 690, que sofre com algumas restrições impostas pelo regulamento para dar mais competitividade às 450cc.

E os brasileiros... o estreante Tiago Fantozzi (29) é o melhor clasificado, em 18º no geral, correndo de Honda CRF450, depois vem Rodolpho Mattheis(27) em 37º com uma KTM EXC 450. Os demais... Carlos Ambrósio (Honda CRF450) completou a terceira etapa em 49º, mas Bernardo Bonjean (KTM 525EXC) e Vicente Neto (Honda CRF450), não figuram ainda na lista de classificação desta etapa, que até agora conta apenas com 54 nomes.

Para quem quiser brincar um pouco, no site oficial do dakar está disponível um game online chamado Virtual Dakar Rally, no qual é possível correr em tempo real, com o mesmo roadbook, os mesmos trechos de especial, mesma topografia e horários, é só escolher o veículo e partir para a corrida.

Bom, era isso. Vou ficar acompanhando e posto aqui as novidades.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Linux GDM da Ducati Multistrada

Olá pessoal!

Sou usuário e simpatizante do Linux, mas não sou daqueles fanáticos que sequer pronunciam a palavra Windows, e quando precisam se referir ao sistema operacional da Microsoft usam "expressões alternativas" tais como: Janelas, AqueleOutroSistema, Ruindows, entre outras até mais indecorosas...
Gosto da filosofia e as ferramentas mais úteis para meu dia-a-dia de trabalho estão disponíveis para esta plataforma de sistema operacional.
E o Linux é cheio de coisas interessantes, entre elas o tal GDM (Gnome Display Manager). Não vou entrar em muitos detalhes técnicos, pois para o objetivo deste post basta saberem que o GDM é o responsável, entre outras coisas, pela tela inicial do sistema. Aquela na qual digitamos o usuário e a senha.
Pois bem, outro dia, cansado da mesma tela inicial, fui para a internet buscar algo novo. E encontrei. Mas como ainda estou embriagado pela nova Ducati Multistrada, resolvi juntar as duas coisas, e criei eu mesmo um tema de GDM para minha tela inicial com imagens da Multistrada.
Ficou assim:




Mostrei no Desmogroup e o pessoal gostou, então resolvi disponibilizar aqui também.
Quem quiser pode baixar neste link.
Como tudo no mundo Linux... pode usar, copiar, alterar, e distribuir que é tudo livre (licença GLP).
E se tiver dúvidas ou sugestões comente aqui no blog mesmo que a gente vai se ajudando.

Até o próximo!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Salão de Milão - Ducati è stata votata la miglior moto


Durante o salão de Milão, que aconteceu entre os dias 10 e 15 de Novembro, os visitantes puderam votar na melhor moto do salão, e a Ducati Multistrada 1200, com 48% dos votos levou o título.



Trata-se de um lançamento da marca que vai para as "prateleiras" européias no começo de 2010, e dizem os mais otimistas (ou sonhadores) que estará disponível no Brasil no segundo semestre de 2010.
Os italianos realmente dão um baile quando o assunto é design de motos. Sempre inovadores e criativos, andam muito à frente e sempre nos surpreendem.

A nova Multistrada traz um novo sistema com controle eletrônico que faz dela uma moto com 4 perfis diferentes, acionados por um simples apertar de botão. Acionar este botão transforma a moto! Mexe com o controle de tração, a suspensão eletrônica, a injeção eletrônica, e etc., para atender aos 4 perfís propostos: Urbana, Enduro, Esportiva e Touring. Urbana, com potência disponível de 100 cv e suspensão em modo conforto; Enduro, também com 100 cv e suspensão elevada; Sport, com 140 cv e suspensão de comportamento esportivo, e Touring, com 150 cv e suspensão adequada para maior conforto em viagens longas, com carga completa, piloto e garupa.

Equipada com motor 1198cc Desmodrômico Testastretta da Superbike campeã do mundo, um bicilindrico com quatro válvulas por cilindro e sistema de arrefecimento líquido, potência máxima de 150 cv (110,3 kW) a 9.200 rpm e torque de 118,7 Nm, a 7.500 rpm. O comando desmodrômico, criação do engenheiro Fabio Taglioni, é uma marca registrada e exclusiva da Ducati, é usado desde 1956, e tem como ponto forte a otimização do processo de combustão e proporcionar nível mais elevado de potência.
E tem ainda o DTC (Ducati Traction Control) e o DES (Ducati Electronic Suspension), chassi de treliça em aço tubular, com partes em liga leve, suspensão dianteira Marzocchi de 50 mm, com curso de 170 mm completamente ajustável, e suspensão traseira progressiva com braço monochoque, também ajustável, com amortecedor Sachs, e os mesmos 170 mm de curso.

Quem quiser babar mais ainda e entender melhor os conceitos, dê uma olhada no vídeo que a Ducati disponibiliza. É fantástico!



Até o próximo!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dakar... O rally

Como este é um dos posts mais visitados do blog e fala sobre o Dakar, que todo ano tem um pouco mais de história para contar, resolvi atualizá-lo.
No final do post original (abaixo), vou adicionar as atualizações.
Fiquem à vontade para comentar e adicionar informação.

Postagem Original (16/11/2009)

Olá pessoal!
A E900 tem boa parte de sua história amarrada ao Rally Dakar, antigo Paris-Dakar, e por isso resolvi escrever um pouco sobre estas histórias...
O Rally nasceu da experiência do francês Thierry Sabine ao participar, de moto, em 1977 do rally Abidjan-Nice. Sua primeira edição teve início em 26/Dez/1978 com 170 competidores que partiram de Paris e, 10.000Km depois chegaram a Dakar em 14/Jan/1979.
O primeiro vencedor iria tornar-se lenda anos depois. Cyril Neveu, então com apenas 21 anos, venceu pilotando uma Yamaha XT500.
A primeira vitória de uma Cagiva foi em 1990, nas mãos Edi Orioli, e em 1991 outro nome recordista em vitórias sobe ao ponto mais alto do podium pela primeira vez: Stéphane Peterhansel.
Enquanto Cyril Neveu reinou na primeira década de rally com 5 vitórias, sendo 2 de Yamaha e 3 de Honda, na terceira década foi a vez de Stéphane Peterhansel, que também venceu 5 edições, todas elas de Yamaha. A última década encerrou-se sem uma hegemonia tão grande. Richard Sainct venceu 3 edições, Fabrizio Meoni, Marc Coma e Cyril Depres venceram outras duas cada um.
Falando-se de fabricantes, a Yamaha venceu 9 das 30 edições, mas não vence desde 98. Na primeira década a Honda venceu 4 edições, e a Yamaha reinou absoluta na segunda década, vencendo 7 edições. Foi nesta segunda década que a Cagiva conquistou 2 vitórias. E eis que surge a KTM.
Conquistando 8 das últimas 10 edições a marca austríaca é hoje unanimidade absoluta. Sua primeira aparição foi no Dakar de 1980, quando chegou na sexta posição. Em 96 a marca tinha 7 das 10 primeiras posições, e este número sobe para 9 em 98. Conquistou a primeira vitória em 2001 nas mãos de Fabrizio Meoni, e naquele ano das 20 primeiras apenas uma única moto era de outro fabricante. Este ano, na trigésima edição da competição, as KTM eram 8 entre as 10 primeiras.
Com o cancelamento da edição 2008, devido ao fato de que vários países africanos se declararem impossibilitados de prover garantias mínimas de segurança aos participantes, em virtude dos conflitos que assolam a região, a comemoração dos 30 anos da competição precisou aguardar 2009, que marcou ainda a estréia da competição no continente americano. Neste ano largaram 113 motos, sendo 64 KTMs, que somadas à Honda e Yamaha completam mais de 90% dos participantes.
E parece que a organização e pilotos aprovaram a mudança de ares, pois a largada da versão 2010 do Dakar acontecerá dia 01/Jan em Buenos Aires, e serão percorridos mais de 9000Km até a linha de chegada no mesmo local, Buenos Aires, 17 dias depois.
Pois é, e a pobre Cagiva ficou só com 2 vitórias em 30 edições? É... mas como todos sabem as motos desta marca sempre usaram motor da Ducati, e como não se tem registro desta marca no Dakar, fui buscar no mundial de superbike mais informações. Opa! Parece que chegamos à redenção! Eis que este motor com comando desmodrômico e embreagem à seco (Quem escuta pela primeira vez pensa que tá tudo quebrado e moendo lá dentro!) venceu 16 das 20 edições desta competição.
Pois é, como já falei por aqui, a Cagiva, que produz motos desde 1978, foi adquirida no final de 2008 pela Harley-Davidson, que mantem a fabricação apenas dos modelos Mito e Raptor, mas a grande expectativa que vivem os amantes da marca é o relançamento dos modelos consagrados.
Todos nós, cagiveiros ferrenhos, acreditamos que esta é uma possibilidade de quebrar esta hegemonia da KTM no Dakar.

Que Jim Ziemer, CEO da Harley-Davidson nos ouça!
Até o próximo...

Atualização em 05/05/2013

Desde o post original até agora o mundo já deu 1273 voltas.
Jim Ziemer deixou o posto de CEO da Harley para Keith Wandell.
A Cagiva não pertence mais à Harley, voltou para a família Castiglioni como parte do grupo MV Agusta, e atualmente pertence à Wolksvagen/Audi.
Por falar em Castiglioni, Claudio subiu pro andar de cima em 2011.
Agora todo mundo corre o Dakar com motos 450cc.
Mas tem coisas que não mudaram... o Dakar continua na América do Sul, e a KTM continua ganhando.
Se a década de 80 foi dividida por Honda (5) e BMW (4), a de 90 por Yamaha (7) e Cagiva (2), desde 2000 que só a KTM chega na frente.
Este ano algumas figuras representavam grandes ameaças à esta hegemonia: Felipe Zanol (Honda), Joan "dinamita" Barreda (Husqvarna), Olivier Pain e David Casteu (Yamaha).
Zanol, como todos sabem, sofreu grave acidente nos EUA e ficou de fora do Dakar2013.
Joan Barreda foi muito bem até a 5ª etapa, quando perdeu 3h e todas as chances.
Pain estava na frente até a 7ª etapa, mas teve muitos problemas e também perdeu suas chances.
E Casteu terminou a 8ª etapa em primeiro mas bateu numa vaca na etapa seguinte e abandonou por um traumatismo no ombro.

Cyril FDP Despres confirmou em Março que deixou a KTM (eu já tinha anunciado aqui).
Uns dizem que vai pra Honda, outros que vai pra Yamaha, outros que vai de carro, e outros querem que vá pra bem longe aprender noções básicas de solidariedade.

Podemos considerar algumas outras competições ao redor do mundo com um termômetro para o Dakar.
O Rally de Abu Dhabi, este ano foi vencido por Marc Coma, sinal de que está recuperado, e teve Paulo Gonçalves em segundo com uma Husqvarna chamada Speedbrain somente 32s atrás de Coma.
A mesma dupla chegou na frente no Rally do Qatar, com diferença menor ainda (4 segundos !), e aparecem também Chakeco Lopez em e Cody Quinn, respectivamente em 4º e 5º com KTM e Speedbrain.
Teremos ainda o Rally da Sardagna no final de Maio, da Argentina (ruta 40) em junho, dos Sertões no final de Julho, dos Faraós em Setembro, e do Marrocos em Outubro.

Vamos acompanhar.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Final de semana difícil...

Olá!

Com um pouco de atraso, trago um post sobre o passeio do feriado de 02/11 em Floripa.
Então... havia um encontro de motociclistas, e o pessoal da minha cidade estava se organizando a um bom tempo para participar.
Eu nunca participei de um encontro, e tinha a imagem de um monte de "boyzinhos" queimando pneu, fazendo barulho, deixando as ruas cheias de sujeira, e bebendo (por dizer bebendo...) até acido de bateria.
Mas este parecia que seria diferente.
A começar pelo grupo.Somando a idade dos 8 intrépidos "pilotos" é capaz de passar dos 400 anos, e somando a kilometragem rodada por todos em duas rodas, é difícil chegar aos 100 mil.
Mas a verdade é que o pessoal é muito divertido...

Os médicos, professores e empresários, ao entrarem em suas roupas, encarnam e vivem outra persona, e no final, não se sabe se, como dizia o velho Raul (Seixas) "era uma borboleta que pensou que era um sábio chinês, ou um sábio chinês que pensou ser uma borboleta".
Fomos de bonde. E para quem não sabe, bonde é uma forma organizada de se andar em grupo de moto na estrada. Quem vai na frente é o "ponteiro", quem vai no final é o "ferrolho". Ninguém passa o ponteiro e nem fica atrás do ferrolho, e a galera vai andando em um único bloco, de uma fila dupla desencontrada, ou seja, não se anda lado-a-lado, mas sim em diagonal com a moto da frente e a de trás. Em pista dupla, para ultrapassar, o ponteiro sinaliza e abre, e em seguida o ferrolho faz o mesmo, "travando" o trânsito para proteger a ultrapassagem do resto do grupo.
O maior problema de se viajar em bonde é que o grupo precisa encontrar um consenso de ritmo. Grupos mais acostumados a viajar juntos têm mais facilidade em encontrar esta sintonia, mas esta era a primeira viajem deste grupo, e encontrar esta harmonia demorou um pouco.
Mas os problemas não se resumem à faixa etária ou inexperiência dos brothers. Coisas piores nos aguardavam...
Ao chegarmos no hotel tivemos que suportar várias horas em um ambiente quase inóspito.

Sol, cerveja gelada, piscina, mar, céu azul, uma brisa leve e refrescante.
Um verdadeiro martírio.
E foram VÁRIAS horas!!!
No dia seguinte estava programado um passeio ao redor da ilha.
Calculei cerca de 800 motos alinhadas.

Pareciam estar presentes todas as marcas e modelos do mundo, mas Cagiva só tinha uma... :)
Rodamos da praia dos Ingleses até a Lagoa da Conceição, passando pelo Rio Vermelho, Barra da Lagoa, e praia Mole, e daí, pelo Canto da Lagoa, Rio Tavares, Costeira do Pirajubé, para a baía sul, atravessando o túnel sob o Morro do Mocotó para chegar ao centro, e daí para a beira mar norte.
Por onde passava, aquele mar de motos chamava a atenção.

Seguimos pela SC401 até o trevo que nos levaria para Jurerê Internacional, onde este monte de motos chegou ao P12, onde seríamos obrigados a passar o resto do dia.

As imagens falam por si só... penamos... um martírio...

O local é uma sede de praia do clube 12 de Agosto. Fica bem no final da praia, à esquerda de quem chega. Um lugar amplo, com picinas, bares, palco, acesso exclusivo à praia, tendas, divãs, poltronas, camas, enfim... um inferno. A para maltratar ainda mais os já sofridos motociclistas, o almoço foi servido ali mesmo, neste ambiente que abala até o psicológico do sujeito. Paella à Valenciana. Teve gente que até chorou!!!
Já no final do dia rolou no palco a apresentação de 3 grupos. A bateria da Consulado, que empolgou a turma do samba, com destaque para a musa, que empolgou mais do que a bateria...

E mais 2 bandas que fizeram o mais puro rock and roll.

Chamou a atenção um menino que estava especialmente atento e envolvido pela apresentação das bandas. Chegou a sentar no palco para assistir, e no final fez questão de uma foto com as meninas, autógrafo, beijinhos e tudo que um bom fã tem direito.

No final da noite, num dos estacionamentos que abrigou cerca de 400 motos, restavam apenas 4, o Cagivão e mais 3...
No dia seguinte, feriado de 02/11, o retorno foi meio difícil por causa do trânsito na estrada, mas chagamos todos bem, como se diz: "contentes e satisfeitos".
Não posso deixar de registrar agradecimento aos brothers pelo convite e pela companhia, e espero que o grupo faça poeira com mais freqüência.

Até o próximo, onde quero falar um pouco sobre o Dakar (rally).