Olá pessoal!
Com o cancelamento da etapa de ontem e a redução do percurso de hoje, a vitória deste dakar fica cada vez mais nas mão de Mathias Walkner, que vem administrando os largos minutos que o separam de Benavides. Hoje ele cedeu 1min a cada WP, mas a vantagem permite até mais do que isso.
Desde a primeira vitória da KTM em 2001, anda na África, com Fabrizio Meoni, ela só dividiu os 2 degraus mais altos do pódio em 2009 com a Yamaha de David Freéigné, em 2010 com Chaleco Lopez e sua Aprilia, em 2015 com a Honda de Paulo Gonçalves. 3 anos em 16, com 3 concorrentes diferentes. Benavides tem a chance de incluir seu nome nesta seleta lista, mas Price vem na sua cola, doido pra estragar a festa do argentino.
Então é isso.
Amanhã tem a última etapa, 120km se não tiver nenhuma alteração.
Price abre pista e Benavides vai logo em seguida. Price precisa ganhar 5min sobre Benavides para passar a segundo. Depois deles vem Antoine Meo, quarto na geral e e precisando ganhar 32min sobre Price para pisar no pódio. A briga destes 3 vai ser assistida por Walkner que larga em 4º e pode até fazer umas 10 paradas de 2 ou 3 min para fotos com os fãs que vai continuar na posição mais alta do pódio.
Bom, parece que o que tinha de surpresas já foi, mesmo assim...
Vamos assistir até o final para poder fazer um balanço.
Enquanto isso na África...
O Eco Race terminou dia 14 com vitória de Paolo Cecci e sua KTM.
Il Nono Picco terminou em 10º.
Chegaram ao final 19 dos 33 que iniciaram a competição.
Num próximo post falo mais das ações sociais promovidas por esta competição e por seus competidores.
Até o próximo!
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
dakar 40 - etapa 11
Acabou pra Joan Barreda.
O primeiro piloto da Honda não suportou mais as dores e o cansaço, desviou do trajeto no meio da etapa para se dirigir diretamente ao atendimento médico situado em Fiambalá, local onde comunicou seu abandono. Quem assistiu alguns vídeos e entrevistas dele no final da etapa de ontem pode ver que ele estava exausto, e hoje pela manhã notícias informavam que ele ainda aparentava muito cansaço na largada.
Svitko foi outro que terminou a etapa de helicóptero e deu adeus à sua oitava posição na geral depois de um tombo feio que lhe causou
Quintanilla ficou sem gasolina entre o WP3 e 4, parece que por algum vazamento, e acabou perdendo quase 20min.
E com o espanhol Ivan Cervantes (KTM) o que aconteceu foi que os dentes da coroa foram pro saco no final da etapa, fazendo com que ele perdesse 3h!
Hoje a largada foi um pouco deferente.
Os 5 primeiros largaram a intervalos de 12min o primeiro às 07h33 e o último às 08h12, os próximos 5 a intervalos de 3min. O próximo pelotão, do 11 ao 21, aguardou 35min para largar e o intervalo entre um e outro foi de 2min. Os próximos 5 a intervalos de 1min. Aguarda 2min... Os próximos 4 também a intervalos de 1min. Os próximos 10 lagraram em duplas a intervalos de 30s. Aguarda 1min... E daipra frente eles praticamente continuaram largando em duplas a intervalos não regulares de 30s. Confuso não é mesmo?
Sim, mas acontece que quem larga na frente assume a desvantagem de não ter nenhuma referência de navegação além do roadmap. A ideia de Coma ao estabelecer estas estratégias meio malucas de largada foi minimizar ao máximo estas vantagens/desvantagens.
É claro que não é possível, mas largar todos em linha ao mesmo tempo acabaria com qualquer vantagem. Penso que a melhor alternativa é largar em linha com o maior número possível de acordo com as condições que cada etapa ofereça.
Se pode observar o resultado disso no gráfico de posições nos WPs.
No final das contas Walkner segue na ponta com 32min sobre Benavides que leva a única "não KTM" entre as 5 primeiras posições.
Entre a sexta e décima posição não temos nenhuma KTM.
Este ano teremos especiais longas até na última etapa. Será que vai dar tempo? Será que ainda restam surpresas?
Vamos acompanhar!
O primeiro piloto da Honda não suportou mais as dores e o cansaço, desviou do trajeto no meio da etapa para se dirigir diretamente ao atendimento médico situado em Fiambalá, local onde comunicou seu abandono. Quem assistiu alguns vídeos e entrevistas dele no final da etapa de ontem pode ver que ele estava exausto, e hoje pela manhã notícias informavam que ele ainda aparentava muito cansaço na largada.
Svitko foi outro que terminou a etapa de helicóptero e deu adeus à sua oitava posição na geral depois de um tombo feio que lhe causou
Quintanilla ficou sem gasolina entre o WP3 e 4, parece que por algum vazamento, e acabou perdendo quase 20min.
E com o espanhol Ivan Cervantes (KTM) o que aconteceu foi que os dentes da coroa foram pro saco no final da etapa, fazendo com que ele perdesse 3h!
Hoje a largada foi um pouco deferente.
Os 5 primeiros largaram a intervalos de 12min o primeiro às 07h33 e o último às 08h12, os próximos 5 a intervalos de 3min. O próximo pelotão, do 11 ao 21, aguardou 35min para largar e o intervalo entre um e outro foi de 2min. Os próximos 5 a intervalos de 1min. Aguarda 2min... Os próximos 4 também a intervalos de 1min. Os próximos 10 lagraram em duplas a intervalos de 30s. Aguarda 1min... E daipra frente eles praticamente continuaram largando em duplas a intervalos não regulares de 30s. Confuso não é mesmo?
Sim, mas acontece que quem larga na frente assume a desvantagem de não ter nenhuma referência de navegação além do roadmap. A ideia de Coma ao estabelecer estas estratégias meio malucas de largada foi minimizar ao máximo estas vantagens/desvantagens.
É claro que não é possível, mas largar todos em linha ao mesmo tempo acabaria com qualquer vantagem. Penso que a melhor alternativa é largar em linha com o maior número possível de acordo com as condições que cada etapa ofereça.
Se pode observar o resultado disso no gráfico de posições nos WPs.
No final das contas Walkner segue na ponta com 32min sobre Benavides que leva a única "não KTM" entre as 5 primeiras posições.
Entre a sexta e décima posição não temos nenhuma KTM.
Este ano teremos especiais longas até na última etapa. Será que vai dar tempo? Será que ainda restam surpresas?
Vamos acompanhar!
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Dakar 40 - Etapa 10
Olá pessoal!
Parece que caiu no colo de Walkner e sua KTM.
Esta etapa 10, virou o mundo de cabeça pra baixo.
Barreda, Price e Benavides se perderam feio no final da etapa e entregaram mais de meia hora.
E Van Beveren que vinha super bem e até se beneficiando do rumo perdido de seus principais rivais, caiu feio a 3km do final. Uma clavícula quebrada e traumatismos importantes no tórax e parte dorsal da coluna não permitiram que ele, mesmo depois de algumas tentativas, conseguisse percorrer os quilômetros finais. Saiu de helicóptero também.
Então Walkner, que não se perdeu, não caiu, e pode contar com trilhas à sua frente, ganhou a etapa e pulou de 3º a 6min34 do líder para 1º, 39min42 a frente do 2º.
É claro que não se pode creditar isso somente à sorte, mas... que ter sorte ajuda também não se pode negar.
Apesar de tudo, dos perdidos Barreda foi quem se deu melhor, pulando de 5º para 2º na geral, e tem pela frente 3 etapas longas, de 280, 375 e 424Km para tentar recuperar tempo e ameaçar a liderança de Walkner, que por sua vez, tem tudo para usar a estratégia de não ganhar etapas, não largar na frente e se beneficiar das trilhas abertas pelo primeiro pelotão de desesperados.
Outro que se deu muito bem foi Gerard Farres. O espanhol que começou este Dakar em 17º vinha no segundo pelotão, desde a terceira etapa próximo dos 10, chegou em 3º nesta etapa e passou a 4º na classificação geral, a 6min de Benavides. Parece que o dakar de despedida da lenda vai ser fantástico!
Depois deles na geral vêm Price, Meo, Brabec, Svitko, Quintanilla e Jonny Aubert.
Além de Van Beveren esta etapa levou também a Yamaha de Alessandro Botturi, e as KTMs de Janos Desi, Luciano Benavides - Irmão de Kevin - e Zhang Min, deixando 93 pilotos ainda na competição.
Nos UTVs, as gaiolas, os brasileiros continuam na ponta, desde a etapa 5, mas teve mudança na segunda posição e a vantagem caiu um pouco.
Daqui a pouco começa a etapa de hoje.
Vamos ver como fica...
Parece que caiu no colo de Walkner e sua KTM.
Esta etapa 10, virou o mundo de cabeça pra baixo.
Barreda, Price e Benavides se perderam feio no final da etapa e entregaram mais de meia hora.
E Van Beveren que vinha super bem e até se beneficiando do rumo perdido de seus principais rivais, caiu feio a 3km do final. Uma clavícula quebrada e traumatismos importantes no tórax e parte dorsal da coluna não permitiram que ele, mesmo depois de algumas tentativas, conseguisse percorrer os quilômetros finais. Saiu de helicóptero também.
Então Walkner, que não se perdeu, não caiu, e pode contar com trilhas à sua frente, ganhou a etapa e pulou de 3º a 6min34 do líder para 1º, 39min42 a frente do 2º.
É claro que não se pode creditar isso somente à sorte, mas... que ter sorte ajuda também não se pode negar.
Apesar de tudo, dos perdidos Barreda foi quem se deu melhor, pulando de 5º para 2º na geral, e tem pela frente 3 etapas longas, de 280, 375 e 424Km para tentar recuperar tempo e ameaçar a liderança de Walkner, que por sua vez, tem tudo para usar a estratégia de não ganhar etapas, não largar na frente e se beneficiar das trilhas abertas pelo primeiro pelotão de desesperados.
Outro que se deu muito bem foi Gerard Farres. O espanhol que começou este Dakar em 17º vinha no segundo pelotão, desde a terceira etapa próximo dos 10, chegou em 3º nesta etapa e passou a 4º na classificação geral, a 6min de Benavides. Parece que o dakar de despedida da lenda vai ser fantástico!
Depois deles na geral vêm Price, Meo, Brabec, Svitko, Quintanilla e Jonny Aubert.
Além de Van Beveren esta etapa levou também a Yamaha de Alessandro Botturi, e as KTMs de Janos Desi, Luciano Benavides - Irmão de Kevin - e Zhang Min, deixando 93 pilotos ainda na competição.
Nos UTVs, as gaiolas, os brasileiros continuam na ponta, desde a etapa 5, mas teve mudança na segunda posição e a vantagem caiu um pouco.
Daqui a pouco começa a etapa de hoje.
Vamos ver como fica...
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Dakar 40 - Final de semana agitado!
Olá Pessoal!
Quem pode acompanhar a competição neste final de semana pode ver que o final de semana na Bolívia foi bastante agitado para este que está se apresentando como um dos mais competitivos e equilibrados da história sul americana do Dakar. Pra começar era Marathon, ou seja, sem assistência nenhuma entre a etapa de sábado e a de domingo que foram de chuva, barro e frio.
Sábado Barreda foi primeiro na etapa e recuperou 5min na geral subindo para a terceira posição, mas caiu próximo do Km300 que lhe causaram problemas nos ligamentos do joelho esquerdo. Conseguiu terminar a etapa mas precisou ser atendido em hospital e cedeu 3 ou 4 minutos no final da especial. Ainda não há informação detalhada sobre o caso mas parece que foram os ligamentos laterais, bem menos críticos do que os cruzados, mas parece que ele foi submetido a uma sessão de drenagem, o que é um mau indício. De qualquer forma, os pilotos contam com um equipamento de proteção que é quase um aparelho ortopédico, feito sob medida.
De Soultrait vinha em 8º na geral e também teve problemas na perna esquerda, resultado de um tombo, mas no caso dele não houve condições de continuar e acabou sendo evacuado de helicóptero.
Mathias Walkner foi o quem mais apanhou, perdendo uma posição e se afastando mais 5min da liderança, parte disso se deve a uma penalização de 1min que lhe foi imposta na etapa 6.
O argentino Benavides também cedeu mais de 5min e perdeu a liderança, deixando Van Beveren em primeiro novamente.
E no domingo mais mudanças.
Benavides continua em segundo, mas a apenas 22 segundos de Van Beveren.
Berreda visivelmente prejudicado pela lesão no joelho cedeu mais de 3min e perdeu 2 posições, terminando em 5º na geral.
Quem se aproveitou disso foram Walkner e Price, ambos de KTM, o primeiro recuperou quase 2min e o segundo 6min.
Esta etapa foi vencida por Antoine Meo e Laia Sanz fechou os Top10.
E a etapa de hoje foi cancelada por completo.
As chuvas foram torrenciais, gerando riscos de inundações e também de tempestades durante a especial. Já no sábado o serviço meteorológico boliviano havia emitido um alerta laranja prevendo 60 a 90 milímetros para algumas regiões entre os dias 14 e 15.
Como sempre, o cancelamento de uma etapa, ou mesmo de parte dela só faz sorrir quem está na frente, pois para quem está atrás isso significa menos tempo disponível para uma recuperação.
Eu já tinha feito esta previsão anos atrás e me dei mal, por isso retardei ao máximo mas, acho que esta edição especial de 40 anos do Dakar também vai ser a que marcará a quebra da hegemonia da KTM. Entre os 5 primeiros temos apenas Walkner e Price de KTM. Os 2 vêm se mantendo estáveis e nunca muito mais do que 10min do líder. Alguns apostam que a equipe está seguindo uma estratégia de controlar o ritmo, se mantendo próximo do líder , inteira e em condições de um ataque final nos terrenos mais rápidos das etapas finais na Argentina. Hummmm... será?
Seguimos acompanhando!
Quem pode acompanhar a competição neste final de semana pode ver que o final de semana na Bolívia foi bastante agitado para este que está se apresentando como um dos mais competitivos e equilibrados da história sul americana do Dakar. Pra começar era Marathon, ou seja, sem assistência nenhuma entre a etapa de sábado e a de domingo que foram de chuva, barro e frio.
Sábado Barreda foi primeiro na etapa e recuperou 5min na geral subindo para a terceira posição, mas caiu próximo do Km300 que lhe causaram problemas nos ligamentos do joelho esquerdo. Conseguiu terminar a etapa mas precisou ser atendido em hospital e cedeu 3 ou 4 minutos no final da especial. Ainda não há informação detalhada sobre o caso mas parece que foram os ligamentos laterais, bem menos críticos do que os cruzados, mas parece que ele foi submetido a uma sessão de drenagem, o que é um mau indício. De qualquer forma, os pilotos contam com um equipamento de proteção que é quase um aparelho ortopédico, feito sob medida.

Mathias Walkner foi o quem mais apanhou, perdendo uma posição e se afastando mais 5min da liderança, parte disso se deve a uma penalização de 1min que lhe foi imposta na etapa 6.
O argentino Benavides também cedeu mais de 5min e perdeu a liderança, deixando Van Beveren em primeiro novamente.
E no domingo mais mudanças.
Benavides continua em segundo, mas a apenas 22 segundos de Van Beveren.
Berreda visivelmente prejudicado pela lesão no joelho cedeu mais de 3min e perdeu 2 posições, terminando em 5º na geral.
Quem se aproveitou disso foram Walkner e Price, ambos de KTM, o primeiro recuperou quase 2min e o segundo 6min.
Esta etapa foi vencida por Antoine Meo e Laia Sanz fechou os Top10.
E a etapa de hoje foi cancelada por completo.
As chuvas foram torrenciais, gerando riscos de inundações e também de tempestades durante a especial. Já no sábado o serviço meteorológico boliviano havia emitido um alerta laranja prevendo 60 a 90 milímetros para algumas regiões entre os dias 14 e 15.
Como sempre, o cancelamento de uma etapa, ou mesmo de parte dela só faz sorrir quem está na frente, pois para quem está atrás isso significa menos tempo disponível para uma recuperação.
Eu já tinha feito esta previsão anos atrás e me dei mal, por isso retardei ao máximo mas, acho que esta edição especial de 40 anos do Dakar também vai ser a que marcará a quebra da hegemonia da KTM. Entre os 5 primeiros temos apenas Walkner e Price de KTM. Os 2 vêm se mantendo estáveis e nunca muito mais do que 10min do líder. Alguns apostam que a equipe está seguindo uma estratégia de controlar o ritmo, se mantendo próximo do líder , inteira e em condições de um ataque final nos terrenos mais rápidos das etapas finais na Argentina. Hummmm... será?
Seguimos acompanhando!
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