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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Na estrada - dia 2 - Cruzando a fronteira


Olá pessoal!

Desculpem o atraso, mas ontem não deu tempo de postar.
O dia foi longo.
Vivemos muita coisa.
O post vai ser longo...

Depois de nos instalarmos na pousada Pouso Alegre, e sermos muito bem atendidos pela recepcionista, fomos jantar no restaurante Maresias.
Um filé à parmigiana com a qualidade das carnes do Rio Grande do Sul, acompanhado da melhor cerveja do mundo, quiçá do universo!

Pura modéstia gaúcha...
Depois de uma restauradora noite de sono, e um bom café da manhã, abastecemos a moto, completei o óleo (maldito vazamento!), e seguimos para o atelier do Eloir, que fica na entrada da cidade.

Infelizmente demos azar desta vez, e não havia ninguém em casa.
Vai ficar para a próxima...
De Mostardas seguimos para São José do Norte, uma pequena cidade, quase uma vila, cujo nome é um mistério, pois não fica ao norte de nada, muito menos de outro São José.
Ai tomamos a balsa para Rio Grande.

 O tempo estava bom. Um pouco de névoa mas com águas bem tranquilas.

A cidade de Rio Grande é uma das mais antigas do estado, e sempre foi um ponto estratégico, seja político, comercial, ou militar. Toda a produção de charque no início do século XVII, atividade comercial que foi decisiva para o desencadear da Revolução Farroupilha, saia por este porto.

A cidade guarda ainda muita arquitetura antiga.

O lanchinho do almoço foi na Vila da Quinta, meio caminho entre Rio Grande e Pelotas, e é ali que se pega a BR-471 rumo ao Chui.



São 220Km sem nenhuma subida ou descida, e somente com 5 curvas.


É esta estrada que atravessa a Reserva Ecológica do Taim.
16 mil hectares de campos e banhados entra a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico, que serve de entreposto para várias aves migratórias, e habitat permanente para muitas espécies nativas.

 
Chegamos no Chui à meia tarde, fizemos câmbio de moeda, abastecemos, e fomos conhecer o museu e atelier do Koelho (descobri que ele assina com “K”).
É a primeira área de terra do Brasil.


Ele ocupa um terreno pertencente ao exército, às margens do arroio Chui. A outra margem é território uruguaio.
Belíssimas esculturas!



O trabalho dele é fantástico, e a energia do local é indescritível.
Tanto que perdemos a noção do tempo e saímos de lá já com sol posto.

Chegamos ao PuebloBarrancas perto das 22h, e depois de nos instalarmos, fomos jantar no restaurante Don Romulo (dica do Gaston).

EXCELENTE!!!
Enquanto jantávamos a Cagiva aguardava paciente na noite fria...


Depois disso... uma noite de sono!

Até o próximo!