sábado, 19 de junho de 2010

Tô andando em outra moto

Calma... calma... não troquei o Cagivão não!!!
Não troco. Não vendo. Não empresto. E nem deixo dar voltinha.
Acho que vai ficar de herança... Xiiii... vai dar briga. São 3 herdeiros.
Bom... eles que se virem.

Tô andando em outra moto porque troquei o escape.
Rapaaaaaaiz!!! Tá voando!!!! E nem ajustei a carburação ainda!

Pois é, quando levei a moto no Ruy (lembram dele?) ele já tinha me dito que meu escape original tava com o catalizador meio "entupido", e que isso deixava o coração Ducati meio "preso".
Não que eu ache feio o escape original, mas acho muito bonito duas ponteiras, uma de cada lado.
Comecei a procurar na internet e encontrei umas fotos de um alemão que fez a adaptação. Daí troquei uns e-mails com o Ruy, e perguntei no Desmo se alguém já tinha feito isso. Várias pessoas fizeram, e os relatos eram animadores.
Basicamente você pode fazer de duas formas, ou com dutos independentes para cada cilindro, ou fazendo a junção dos dutos numa "marmita" e depois derivando de novo para as duas ponteiras.
Resolvi optar pela primeira possibilidade. Dutos independentes.
Daí saí procurando as ponteiras.
Até achei algumas da Roncar que pareciam boas (já usei destas em um Ténéré que tive), mas o Padu (outro Desmobrother) ofereceu um par de ponteiras originais da Ducati, e acabei ficando com elas.
Outro problema foi encontrar alguém que fizesse os dutos. Encontrar até foi fácil. Tem um monte de oficinas que fazem. Mas acontece que não é uma moto qualquer... é a minha!!! Então dei várias voltas e depois de uns 3 meses com as ponteiras na mão, decidi pela oficina.
Se eu tivesse tempo e as ferramentas que os caras tem, o trabalho ficaria mais bem feito, mas ficou bem aceitável.
Bom, chega de blá blá blá e vamos para as fotos...


É isso ai... Ficou assim.
Optei por trocar os piscas traseiros (usei os da VStrom), para não correr o risco de perder os originais, pois ficaram muito próximos do escape e poderiam ser danificados pelo calor. Foram limpos e guardados, junto com o escape e dutos originais.
Ainda falta ajustar a carburação, mas ficou muito boa mesmo! Tá andando mais (beeeem mais!), e tá com um ronco mais nervoso também. Não ficou barulhenta não, mas tá mostrando pros ouvidos as batidas do coração Ducati.

Até o próximo!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Limpando o carburador

Olá pessoal!

Apesar de a Cagiva já disponibilizar a Elefante com injeção eletrônica ao mercado desde já nos idos de 1990, a esmagadora maioria dos elefantes rodando por ai usa os bons e velhos carburadores.
Conta a lenda que no Brasil só entraram 3 Elefantes injetadas. Uma delas, de apelido "Vitória", está nas mãos de nosso amigo "Magrão" em SP.


E como todos sabem, carburadores, de vez em quando, precisam de uma limpezinha básica.
Pois o Andrei, colega do DesmoGroup que mora em Curitiba, gerou um passo-a-passo de como executar este procedimento. O material ficou tão legal que pedi permissão a ele para disponibilizá-lo aqui no blog.
É preciso tomar bastante cuidado! A equalização da carburação é bem complicada. O Ruy tem até um equipamento específico para isso.

Copiei o material para o 4shared neste link.

Espero que possa ser útil.
Até o próximo!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Com a moto não aconteceu nada...

Na última segunda-feira, quando volto do almoço para o trabalho tive um pequeno acidente.

Parei a moto, travei e inclinei para ficar no descanso.
Só esqueci de baixar o descanso...
Já viu né... 185Kg mais uns 20l de combustível... depois de inclinar ninguém segura.
Fui segurando como pude, e consegui evitar a queda, de modo que a moto foi deitando devagar.
Só este esforço já causou uma certa dor.
Então seguro com uma mão no punho esquerdo e a outra no banco e tento levantar... nada... só mais dor.
Faço uma segunda tentativa, e depois de muuuuuita dor coloco a moto de pé.
Apoiado com uma mão no tanque e outra no banco, dou uma olhada geral e vejo que só tem um pequeno arranhão na carenagem e na proteção de mão. Em compensação... minhas costas...


Fui ao ambulatório e a médica diagnosticou como entorse na coluna lombar.
Resultado: injeção na bunda e 48h de repouso.
Mas um fato ocorrido durante a consulta me deixou perplexo. Indagando sobre as condições em que o acidente aconteceu, e após ouvir meu relato a médica sentenciou: "Você devia ter deixado a modo caída. Seria melhor para a sua coluna."
Gente sem coração!
Absurdo!
Como pode alguém falar uma coisa dessas!?

Até o próximo!

terça-feira, 9 de março de 2010

O DesmoGroup

Olá pessoal!

Como já comentei por aqui, nós, os felizes proprietários de uma Cagiva Elefant, e mais meia dúzia de furões... participamos de uma lista de e-mail chamada DesmoGroup.

Nesta lista, além de um pegar no pé de outro, muita bobagem e papo furado, o que é mais do que normal em um grupo de amigos, circulam dicas preciosíssimas, que, acredito, já salvaram muitas motos do ferro velho.
Na medida do possível vou usar o espaço deste blog para divulgar um pouco estas dicas, pois sei que tem proprietário de Cagiva que não faz parte do grupo, e tem também o pessoal do exterior, então acho que vai acabar sendo útil.
Quando estive viajando por Minas, em Outubro do ano passado, rompeu-se meu cabo do velocímetro, e quando parei na calçada de uma cidadezinha para retirá-lo, pois tinha ficado dependurado, juntou uma meia dúzia de curiosos, e um deles disse “tem uma loja de bicicleta lá na esquina que tem todo tipo de cabo”. Mal sabe ele que para as Cagivas até parafuso é difícil de achar.
Por sorte ou previdência, eu havia adquirido este cabo meses antes.
Numa destas iniciativas solidárias das quais o DesmoGroup está cheio, o Ruy Orsini encontrou quem se dispôs a fabricar os cabos, mobilizou o pessoal, arrecadou a grana, mandou fazer e despachou os cabos para todos.
Sem querer puxar o saco, o pessoal sabe que não precisa disso, mas quero dedicar este primeiro post de “Dicas do DesmoGroup” a esta figura que é o Ruy.


Esse Mineiro, descendente de italianos, e Hare Krishna convicto é o sujeito mais apaixonado pelas Cagivas que eu conheço. Quando estive na casa dele pela primeira vez, ficamos umas 4h na oficina conversando e falando das inúmeras qualidades das Cagiva Elefant. Tinha uma Grand Canyon que ele estava fazendo (fazendo quer dizer consertando, reformando, ajustando, mas tudo isso junto e temperado com carinho e excelência), e em determinado momento ele disse “sobe ai”, apontando para a GC, “sobe ai e sente essa moto”. Subi... senti... era uma Grand Canyon! Olhei para o Ruy meio sem saber o que dizer e ele se antecipou:”Não parece uma bicicletinha?”
Fantástico! Esse é o Ruy.
Neste meu primeiro encontro com ele, fui deixar minha moto para uma revisão, e durante estas 4h ele nem olhou para ela. Só ficamos batendo papo. Já na hora de ir embora ele disse "vamos dar uma olhada na tua Cagiva". Ufa!!! Achei que ele nem ia fazer isso. Subi na moto e trouxe ela para afrente do portão da oficina. Na parte de cima do eixo do guidão o antigo dono tinha perdido uma pecinha plástica que faz o acabamento. Como se fosse uma tampinha com o tradicional elefantinho em baixo relevo. E tinha substituído por outra "genérica". Primeira coisa que o Ruy viu foi isso, e esbravejou "Coisa horrível, não sei como neguin estraga as Cagiva colocando uma porcaria dessas", e logo deu de mão na pobre tampinha e jogou ela com raiva dentro de um grande tonel de lixo. Fiquei suspenso no ar... que mais ele vai jogar no lixo... mas logo ele arrematou a conversa "vou te dar a minha original de presente".
Quem gosta de Cagiva e ainda não conheceu o Ruy pessoalmente tá perdendo tempo na vida.

Protagonista de discussões homéricas no grupo.
Uma das mais memoráveis foi sobre os fusíveis.
Como todos sabem estas motos sofrem de mau congênito na parte elétrica, e a maioria das que hoje estão rodando teve tudo isso refeito. Pois o Ruy tem uma teoria conspiratória que envolve os fusíveis. Rapaz... o que isso já deu de discussão... agora parece que tem um pacto selado e não declarado no grupo. Sobre fusíveis ninguém mais fala.
Se fosse para estender os comentários este post iria virar livro.
Mas não dá para deixar de reconhecer a dedicação, paixão e excelência do trabalho que o Ruy faz.
Quem quiser conferir basta dar uma olhada no Picasa dele.

Ruy, um grande abraço para você.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Saiu a nova Yamaha XT1200Z Super Ténéré

Saiu sim, mas lá fora.
Aqui no Brasil vai demoraaaaaaaaaar....

Agora a Yamaha passa a oferecer na linha de motos que ela chama de "Esportes de Aventura", além da WR250 e da XT660R disponíveis para o mercado brasileiro...

...e da nova, mas já nem tanto, XT660Z Ténéré, que ainda não conseguiu atravessar o Atlântico e desembarcar em nossas praias...

... a nova XT1200Z Super Ténéré.
 
  

 
  
 

Para quem ficou com água na boca, o fabricante informa que para 2010 ela só estará disponível numa "versão única" de "edição especial", e você poderá reservar a sua on-line a partir de Março. Lembrando... Europa!!!
O projeto do novo lançamento colocou o centro de gravidade baixo e centralizado para dar maior maneabilidade e dirigibilidade, freios ABS e controle de tração, injeção eletrônica, além de suspensão e assento com ajustes de altura.
As características técnicas da nova Super são:
  • motor 2 cilindros em linha;
  • taxa de compressão 11,0:1
  • potência de 107,28hp;
  • transmissão secundária por eixo;
  • 6 marchas;
  • diâmetro de curso da suspensão de 190mm;
  • capacidade do tanque de 23l;
  • altura do assento de 845mm a 870mm;
  • peso a seco 261Kg
A fatia de mercado pela qual ela vai buscar espaço é hoje ocupada pela BMW, Ducati e Suzuki.

Eu ainda prefiro a Multistrada...

Quem quiser mais detalhes sobre a Super pode passear no site da Yamaha.

Até o próximo!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A tal "parka do desmo"

NOTA.

Preservo abaixo o post original, de 18/02/2010, inclusive com a nota feita em 16/03/2011.
Informo que infelizmente todos tomamos um golpe. Não recebemos nossos produtos e também não fomos restituídos dos valores pagos.
E para evitar que outros desavisados possam ser lesados da mesma forma, segue informações da pessoa responsável pelos danos causados.

Empresa: 9MM Racing Jackets Comercio de Materiais Esportivos Ltda
Nome fantasia: 9Mm Racing Jackets
CNPJ: 04.478.450/0001-45
Proprietário: Alexandre de Souza Hetmanek
CPF: 973450917-91
Facebook: https://pt-br.facebook.com/alexandre.hetmanek
Twitter: https://twitter.com/hetmanek
LinkedIn: https://linkedin.com/in/alexandre-hetmanek-5a178490




Olá pessoal!

Eu havia criado um post anterior com algumas informações que, para quem não estava por dentro do assunto, certamente não fez muito sentido.
Removi aquele post e resolvi escrever este explicando tudim...

Nós, felizes proprietários de uma Cagiva Elefant, participamos de uma lista de e-mails do Yahoo, o DesmoGroup.
Através deste grupo dividimos aventuras e conhecimentos, fazemos amigos e trocamos ideias, mas, sobretudo, falamos besteira e rimos da vida.
Pois em Setembro do ano passado o Andrei de Curitiba enviou um e-mail ao grupo dizendo "pessoal, achei show a jaqueta dos gringos... podíamos fazer uma hein...", e mostrou a figura de um projeto do pessoal da Europa.


Sabe quando você vê alguma coisa e guarda a imagem/ideia com o sentimento de "um dia....". Pois é... um dia... sem mais nem menos... motivado por sabe-se lá o que... o grão de trigo que parecia morto começa a brotar (filosófico isso heim!!!).

Então, num destes momentos de ócio, resolvi dar vazão à ideia.
O objetivo central era uma réplica do uniforme dos pilotos da Cagiva no Paris-Dakar do início dos anos 90, feita em Cordura e no modelo de uma parka.
Fui então para a internet em busca de imagens "inspiradoras", e achei algumas...


O desafio agora seria convencer outros doidos a comprarem a ideia, para termos uma quantidade que interessasse a alguém produzir.
O que fiz então foi "rascunhar" a ideia... bem rascunhada mesmo... fiz o desenho no PowerPoint, ou "paudaponte" como fala um amigo meu.
E ficou assim...


Uma lástima em grafismo e arte visual!
Mas que mesmo assim agradou a mais 7 doidos.
Eramos então 8 em busca de alguém que realizasse o projeto.
Até aqui, 13 dias depois, já tinham circulado 30 e-mails no grupo sobre o assunto.
Fui de novo para a internet...
Fiz uma meia dúzia de contatos e acabei achando a "Empresa X" no MercadoLivre.
Depois de uma breve negociação chegou-se a um valor.
Mas o meu "rascunho" era tão rascunho mesmo que tava difícil até para o pessoal da "Empresa X" entender o que a gente queria.
Fui outra vez para a internet...
Encontrei uma parka do jeitinho que eu queria, era só trocar a cor e colocar os bordados que ficaria 100%

Passei esta figura para o pessoal da "Empresa X" e também para o grupo.
Ai a coisa começou a mudar...
Acontece que até então ninguém tinha visto outro modelo além do meu rascunho. E parece que esta figura despertou a criatividade e interesse do pessoal.
Foi uma verdadeira chuva de sugestões de cores, bordados, bolsos, capuzes, golas, e toda sorte de coisas.
Mas o bom disso é que o grupo cresceu, chegando até 33 pessoas!
Chega então um momento em que a democracia precisa ceder espaço aos resultados.
Foi quando decretei: São 4 opções de cores e 2 de bordados.
Além da preta (acima) teria preto-vermelha, branco-vermelha e branca.


e com bordados by Ruy, mais comprometido com a réplica, ou by Charaba, mais "sóbrio", como alguém classificou.


E o resultado é esse.
Decorridos 30 dias e mais de 620 e-mails, somos 28 felizes e ansiosos, pois as parkas ainda não chegaram, e doidos para um dia podermos nos juntar para fazer inveja aos que ficaram de fora.



Até o próximo!

P.S. - Pessoal, retirei o nome da "Empresa X" do post pois até o momento (16/03/2011) estamos enfrentando alguns problemas com a entrega das parkas. Depois de finalizada a novela faço um post com todos os capítulos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Resumo da ópera...

O Dakar 2010 finalizou no sábado (14) tendo o francês Cyril Despres como vencedor.
Nos gráficos abaixo podemos acompanhar a evolução dos pilotos no decorrer da competição.


Dá pra notar que a partir da metade as coisas já estavam mais definidas, e a "dança das cadeiras" tomou um ritmo mais lento.


Luca Manca, que abandonou na quinta etapa vítma de grave acidente, saiu do coma induzido dia 12 e tudo indica que se recuperará bem.



Desde Junho passado, com a divulgação de mudanças no regulamento por parte da organização que "penalizavam" com um restritor de potência os pilotos de ponta que utilizassem motores acima de 450cc, uma grande polêmica se instalou, gerando inclusive a retirada por parte da KTM de sua equipe oficial.
Só para relembrar, pois já escrevemos por aqui, Yamaha venceu 9 edições, mas não vence desde 98, a BMW venceu 6 e a Honda 5, e desde 2001 só deu KTM, que com a vitória deste ano, iguala a marca de 9 vitórias da Yamaha.

Largaram este ano 151 motos, sendo 77 450cc e as demais 74 acima disso.
E do chamado "grupo de elite", que é composto por 37 pilotos, dos quais 21 participaram desta edição do rally, apenas 9 usaram motos 450cc, os outros 12, apesar do tal "restritor", usaram KTM 660cc ou 690cc.
Destes 21 membros da elite, 15 chegaram ao final, 5 com 450cc e os demais com KTM 660cc ou 690cc.
Das 74 motos acima dos 450cc, apenas 3 não eram KTMs, e entre as 450 figurava apenas 7 motos desta marca.
Olhando ainda para os 20 primeiros classificados, são 13 KTM contra o resto, e para fazer justiça com as máquinas, descontando as penalizações de Coma, que são resultado de erro humano (dele ou da organização...), os 3 melhores tempos também são das KTM.
Analisando esse monte de números, entende-se o motivo do direcionamento da organização do Dakar no sentido de limitar aos 450cc: Competitividade.
Caso esta "restrição" não fosse imposta a tendência seria que apenas KTMs participassem da competição. Isto justifica-se pelo objetivo de resgatar a competitividade entre os fabricantes e modelos, mas evidencia a supremacia e reinado absoluto das motos KTM quando se fala em rally cross country.
Pessoalmente, penso que a KTM deve rever sua posição, aceitar o desafio, e tratar de colocar opções adaptadas à "linha de corte" dos 450cc.
E pra não dizer que não falei das flores... o sexo frágil segue conquistando seu espaço, e no Dakar não é diferente.
4 bravas chegaram ao final da competição. Annie Seel, sueca de 40 anos, foi a melhor classificada levando sua KTM ao 45 posto, Silvia Giannetti, italiana de 36 anos, também correu de KTM e chegou em 67, Cristina Meier, alemã de 37 anos, correu de Yamaha e chegou em 85, e Tamsin Jones, inglesa também de 37 anos, também de Yamaha, terminou em 87.


Para finalizar, outra informação interessante é que a média de idade dos 6 primeiros está perto dos 37 anos, o que mostra que know-how conta mais que fôlego no Dakar (Picco que o diga!).

Pois é... o balanço geral é este.
Fica a expectativa para 2011, e uma última imagem como homenagem aos campeões.


Até o próximo post.