quarta-feira, 18 de abril de 2012

Na estrada - dia 1 - Chegamos à Mostardas

Olá pessoal!

Completamos a primeira parte do trajeto conforme programado, e chegamos à Mostardas às 18h15.
A BR-101 em SC, tendo Florianópolis como marco, é dividida em Norte e Sul.
O trecho norte já foi duplicado a uns 15 anos, e o trecho sul ainda está em duplicação.
De Floripa até Laguna já está praticamente pronto, e a viajem flui bem, mas dali até Tubarão está bem ruim. É o trecho mais complicado, cheio de desvios e obras. E tem ainda um trecho depois de Criciúma que está bem ruim também.
O trecho gaúcho está muito bom.
Na cidade de Osório tomamos a RS-040 e 160Km depois estávamos em Mostardas.

Logo depois de entrarmos no RS vinhamos ultrapassando um caminhão e fomos surpreendidos por um enxame de abelhas. MUITAS ABELHAS! Tivemos que parar para limpar a viseira dos capacetes, pois ficou muito ruim de enxergar.

Quem acompanha o blog deve lembrar da "reforminha"... aquela para resolver um vazamento... lembram?
Voltou... :(
O mesmo... :( :(
Mas tudo bem! É bem pequeno e basta ficar de olho no nível do óleo.

Algumas fotos...

Constatação do vazamento

Uma paradinha pra esticar as pernas e limpar as viseiras dos restos mortais das abelhas

 Saindo da BR-101 e tomando a SC-040

E 160Km depois... Mostardas! E com direito à pôr-do-sol!!!

Agora vamos procurar alguma coisa pra comer e depois... desmaiar!

Amanhã queremos conhecer o Eloir e sua arte.

Até amanhã!!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Uruguay - Na estrada dia 0

Estamos prontos!





Agorá é só dormir, se a ansiedade deixar, para amanhã cedo pôr o pé na estrada.

Quando criança, lembro que quando meus pais viajavam eu e meus irmãos ficávamos na expectativa dos presentes que eles iriam trazer.
Lembro até hoje de um pirulitão gigante que ganhei no retorno deles de uma viagem à Porto Alegre.
E parece que são sentimentos naturais do ser humano, pois meus filhos têm a mesma expectativa, e imagino que isso também tenha ocorrido com vocês, e ocorra com os filhos de vocês.

Pensando nisso, resolvi trazer um presente da viagem para vocês que estão e irão nos acompanhar.
Mas qual presente?
Não pode ser nada grande, porque o espaço pra bagagem é muuuuito pequeno...
Tem que ser algo representativo...
Podia ser uma camiseta da seleção de futebol...
A "celeste olímpica" !Aquela que derrotou o Brasil na copa de 50, e que foi a latino-americana melhor classificada na última copa do mundo.

Então tá resolvido!

Quando chegarmos de volta em casa vamos contabilizar os comentários no blog, e quem tiver comentado mais vai ganhar o presente.
Valendo a partir deste post.
Ok?

Até amanhã então!

sábado, 14 de abril de 2012

Prepare-se, e esteja aberto para imprevistos.

Olá pessoal!

Algumas pessoas ficam surpresas com viagens como esta que vamos fazer.
Dizem "vocês estão loucos!", "e se chover?", "e o frio?", "e se a moto estragar?", "isso não cansa muito?", e outros comentários semelhantes.


E como alguns destes comentários vem de gente que até gostaria de fazer viagens como esta mas se sente inseguro, resolvi escrever um pouco sobre isso pra ver se minha, mesmo pouca experiência, pode ajudar alguém.

Um ponto que eu acredito ser fundamental, é você conseguir uma postura mental condizente com a atividade que você está se propondo a realizar. Parece meio zen ou filosófico, mas acho que é isso mesmo.
Todo paulistano que se dispõe a passar um final de semana na praia sabe que vai enfrentar trânsito nas estradas, e é preciso preparar o espírito para isso.
Viagens longas de moto também requerem "preparação do espírito", e além do espírito é necessário preparar outras coisas.
Um aspecto que me parece muito importante para o desenvolvimento do sentimento de segurança e autoconfiança, é você conhecer o seu equipamento, ou seja, sua moto.
Conheço várias pessoas que não se sentem à vontade sequer para trocar o óleo ou uma vela de sua moto, e é óbvio que isso vai gerar insegurança e pânico na hora de pegar a estrada, pois diante de qualquer problema a criatura não tem a menor ideia do que fazer para achar a causa e resolver o problema.

Problemas acontecem, e a tônica é esta: Prepare-se para os problemas.

Pode chover?
Pode fazer frio?
A moto pode dar problema?
Você pode levar um tombo?

É claro que sim!

E o que fazer então...?


É preciso se preparar! 
É preciso tentar antecipar o que pode dar errado. Analisar e prever a possibilidade e probabilidade das coisas acontecerem de maneira diferente do que você imaginou, e antecipar uma reação, ou seja, preparar-se para o inesperado.

Se chover... você vai precisar de roupa impermeável. Simples né? E ela precisa estar à mão, e não socada no final da pilha de roupas.
Para o frio... roupas quentes. QUENTES e não pesadas! Abuse da tecnologia, e tire proveito da experiência alheia. Provavelmente muitas outras pessoas já passaram pela experiência que você está se propondo a passar, então pesquise em blogs, em relatos de viagens, revistas, e outras fontes de informação. Mas lembre-se sempre que são informações, e que conhecimento mesmo você só vai ter quando vivenciar a situação.
A moto pode começar a falhar; as luzes podem deixar de funcionar; o freio pode falhar; o cabo do acelerador pode arrebentar, ou o da embreagem; o pneu pode furar; alguma mangueira de gasolina pode romper; você pode ficar sem gasolina; o motor pode superaquecer; pode ocorrer um vazamento de óleo; enfim, cada coisinha mecânica ou eletrônica de sua moto pode apresentar problemas... e ai? Você sabe o que fazer? Sabe quais ferramenta vai precisar para estas situações? Sabe qual a medida da mangueira de combustível? Sabe onde ela fica?
Mesmo nas motos mais modernas, onde muito é eletrônico, é importante conhecer um pouco de mecânica. Na verdade, quanto mais você conhecer, mais seguro se sentirá para viajar, pois você terá consciência de que se der algum problema saberá o que fazer, ou pelo menos terá uma boa noção das possíveis causas.
Se você for visitar culturas diferentes, esteja aberto.
Não estou dizendo que se eles comem gato você tem que comer também, mas esteja ciente de que com a mesma intensidade que você acha os hábitos deles estranhos, eles também acham os seus estranhos.
E se você sofrer um acidente... é bom que as pessoas que encontrem você possam saber quem você é, de onde veio, para onde se dirigia, pessoas e telefones de contato, seu tipo sanguíneo, seu plano de saúde, suas alergias, doenças que já teve, e outros cuidados médicos relevantes. Eu costumo  fazer um diário de viagem e deixá-lo em um envelope plástico transparente e resistente preso do lado de fora da bagagem.
Outra dica interessante é possibilitar que alguém que conheça seu plano de viagem possa acompanhá-lo remotamente, e uma ferramenta que pode viabilizar isso é o Google Latitude. Com ele você pode disponibilizar para alguém sua posição de GPS em tempo real usando, por exemplo, um celular com conexão 3G.

Finalizando... Se der alguma coisa errada, não se desespere. Talvez você tenha a oportunidade de presenciar o pôr-do-sol mais lindo de sua vida sentado à beira da estrada esperando que seu pneu volte da borracharia.

Se for pra resumir em 1 único conselho, ele seria:

Prepare-se, e esteja aberto para imprevistos.

Siga acompanhando pois faltam 4 dias para cairmos na estrada.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Faltam 9 dias...

Olá pessoal!
Os preparativos estão acelerados, e para ilustrar um pouco o que estamos esperando ver, rever, conhecer, experimentar, etc. ai vão algumas imagens.

Esse é o Eloir, de Mostardas, um artesão que faz miniaturas de pássaros.
 

Esta é a balsa que faz a travessia entre São José do Norte e Rio Grande. Esperamos passar com o clima da segunda imagem.

Esta é a Reserva Ecológica do Taim.



Este é o Hamilton, e suas baleias.


Fortaleza de Santa Teresa...

Punta del Este...


Montevideo...



Vinhos...

Colonia do Sacramento...


Águas termais...

Serra gaúcha...

E catarinense...



Que você acha?
Será que vai ser bom?

Faltam só 9 dias!

sábado, 31 de março de 2012

Contagem regressiva.

Olá pessoal!

É com muita alegria que informo que a Cagiva vai pra estrada de novo!

Depois da reforma e upgrade feita no ano passado eu estou muito ansioso pra fazer um "tiro longo", e curtir o comportamento da moto, além é claro de passear, conhecer pessoas e lugares, provar sabores e cheiros, enfim... férias! Pois como já dizia meu saudoso Pai: "Melhor um mau dia de pesca do que um bom dia de trabalho!"

E o destino escolhido desta vez é o Uruguay.

Minha primeira visita ao Uruguay foi em 1980.
Amor à primeira vista!
Já perdi a conta de quantas vezes cruzei aquelas fronteiras... Chui... Jaguarão... Santana do Livramento...
São lindas paisagens, cidades, sabores, cultura, e principalmente um povo acolhedor, simpático, alegre e que adora o Brasil e os brasileiros.
Conheci minha esposa lá, em Janeiro de 1988, e os laços com aquele país só se estreitaram.
Já estive lá de moto em Outubro de 2007, a bordo de uma Ténéré, numa turnê de pesca pelo departamento de Rocha.



 E diga-se de passagem, não conheço melhor lugar para pescar traíras.

Desta vez o trajeto programado é este:
Vamos descer pela BR101.
Ela começa na cidade de Touros, no Rio Grande do Norte, e termina 4768km depois na cidade de São José do Norte, no Rio grande do Sul, e o trecho final, entre Capivari do Sul e São José do Norte, num passado não muito distante, era conhecido como "a estrada do inferno, pois por ali só trafegavam 4x4 ou tratores.
Vamos cruzar a fronteira na famosa Chui, o ponto mais meridional do Brasil, e dali vamos seguir pela Ruta 10, que vai pelo litoral até Montevideo.
Depois vamos até a histórica Colonia do Sacramento, vamos subir até a cidade de Paysandú, região das águas termais, e vamos voltar ao Brasil pela fronteira Rivera - Santana do Livramento.
O retorno vai ser pelas serras gaúcha e catarinense.
Vão ser 10 dias na estrada, e uma previsão de algo em torno de 4000km.

A Cagiva está pronta.
Estou aguardando umas malas laterais que encomendei para trabalhar num suporte, mas fora isso, é só encher o tanque e rodar.

A aventura tem início dia 18/04.
Viaje conosco!
Acompanhe a gente pelo blog e curta, quem sabe você não se anima...

Faltam 18 dias!!!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Que relação tem a relação?

Olá pessoal!

Uma das propostas deste espaço é proporcionar aos mortais que não têm o privilégio de integrar o Desmogroup, algumas das preciosas informações que frequentemente aparecem por lá.

É muito comum o motociclista resolver implementar alguma alteração na relação secundária, formada pela coroa, corrente, e pinhão.
Os motivadores são vários. Melhorar o consumo, conseguir mais velocidade final, melhorar o torque, etc.
Primeiro é importante falar o seguinte; o fabricante não optou pelo conjunto correia/coroa/pinhão apenas por achar os números bonitinhos. É um trabalho árduo de engenharia e testes para determinar com qual relação se obtém o melhor resultado de desempenho e economia, e nos mais diversos regimes de trabalho do motor.
Outro ponto importante é que um motor não tem desempenho linear, ou seja, ele não entrega a mesma potência e torque a 1000RPM, 4000RPM ou 7000RPM, e além disso inúmeros fatores podem influenciar nesta curva de desempenho. Qualidade do combustível, ajuste de carburação, ajustes de ignição (ponto), ajustes no comando de válvulas, pneus, mudanças do escapamento, etc.
Vejam abaixo um exemplo de curva de desempenho da Ducati Monster S4RS (linha azul) e alteração produzida pela substituição do escapamento (linha vermelha).
Notem que na linha azul há um salto de desempenho logo depois dos 7500RPM, e que pouco antes dos 10Mil há um decréscimo de potência, mesmo aumentando o giro.
Estas medições foram feitas com dinamômetro diretamente na roda traseira.
A alteração do escapamento produziu um incremento máximo de 9HP a 8600RPM, e a potência máxima de 142.2HP atingida a 9800RPM, passou para 131.4 a 9700RPM.

Agora voltemos à pensar na relação.
Fala-se em relação ou transmissão secundária porque existe a primária.
É o conjunto de engrenagens da caixa de marchas e suas relações. Esta relação primária é responsável por transmitir movimento e potência do virabrequim ao eixo do pinhão, e a relação secundária é responsável por transmitir esta potência do eixo do pinhão para o pneu traseiro.
A configuração original de nossas Elefantes é pinhão 15 e coroa 46, mas que resultados teria se fizesse alguma mudança nestas duas peças? A resposta é um pouco difícil, e as vezes até empírica e subjetiva, mas para ajudar um pouco nos cálculos o Arni do Desmo encontrou um site muito interessante.
Você pode selecionar marca, modelo e ano de fabricação da moto, e ele carrega sozinho os dados originais. Relação primária, secundária, pneus, passo da corrente, etc. E mostra vários resultados teóricos, como por exemplo, a velocidade em sexta marcha a determinado regime de rotação.
No caso da configuração original, você pode ver a velocidade em cada marcha, por exemplo, a 7000RPM.
E pode conferir o resultado se você mudar, por exemplo, a coroa original de 46 dentes por uma de 40 dentes.
Ou ainda se trocar o pneu original (140/80-17) por um Mitas E08 150/70-17.

É isso ai.
O site oferece um monte de opções e configurações diferentes.
Divirta-se!!!

Para finalizar fica mais uma dica de outro Desmobrother, o Elcino, ele lembra que quanto menor o pinhão maior a tensão nos elos da corrente quando ela sai da trajetória retilínea e passa a "fazer a volta" no pinhão.

A sugestão dele, para minimizar o desgaste e aumentar a vida útil do sistema, é que não se utilize pinhão menor do que 15.

Até o próximo!