quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A Azzurra virou Lucky e foi pra Tiradentes!

Olá galera!

Pois é, sempre falei que Cagiva Lucky Explorer é questão de identidade visual.
Assim como KTM é laranja e Kawasaki é verde, quando se pensa em Dakar e Cagiva a imagem que vem é o grafismo Lucky Explorer.
Por isso mesmo, todo o tempo que alimentei o sonho de uma Cagiva, este sonho era pintado de "lucky", então, depois de muito pesquisar, ouvir o pessoal do Desmo, e procurar quem fizesse o serviço, tomei a decisão de "mudar a roupa" da minha italiana.
Optei por uma mistura do grafismo da 900ie 1990, comemorativo aos 10 anos do Paris-Dakar, com o da 750 1994.

O grande receio que assombra todos é o problema com as bolhas no tanque. O tanque é plastico, fabricado pela Acerbis, e a ação de nossa (péssima) gasolina costuma causar bolhas. A dica é usar o melhor primer que o dinheiro possa pagar, pois ele é que vai segurar as malditas bolhas. Além disso tudo foi feito na tinta. Sem nenhum adesivo. Quem quiser informação sobre o pintor é só pedir que eu mando.
E com esta nova roupa é que pegamos a estrada para o 10° aniversário do grupo BigTrail, que foi comemorado com um encontro em Tiradentes-MG.
Tivemos alguns problemas no caminho...
Trânsito...
Gasolina...
Corrente...
 Mas chegamos bem!
Os desmobrothers cagiveiros deram um banho! Tinha mais Cagiva do que qualquer outra "coisa".
E o Ruy estava lá. Com pedra no rim e tudo! Fazendo uma inspeçãozinha básica...

É sempre muito legal conhecer pessoalmente gente com quem se conversa a um tempão pela internet.

Toda a troca de experiências, dicas e truques, conversa fiada e brincadeiras que rola virtualmente, aconteceu ao vivo, e regado a muita cerveja.
Nossas Cagivas, como sempre, se portaram muito bem. Já as "outras"...
Furquim já teve que começar a pagar cerveja pro "sirviçu" começar.
Como diz o Ruy, cagiveiro em geral é gente boa, que conhece e gosta de mecânica. Por isso, não é raro ver estas figuras com as mãos sujas e um sorriso no rosto ajudando proprietários de outras motos a resolver qualquer tipo de problema.
O passeio foi muito tranquilo, e o incômodo ficou por conta do trânsito do feriadão. Congestionamentos, acidentes, gente estressada... mas é melhor um mau dia de "e900 na estrada" do que um bom dia de trabalho!
Até o próximo!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

2011 - Primeiros Prognósticos

Em janeiro de 2011 Chaleco Lopez, Helder Rodrigues, David Casteau e Fretigne devem largar com as mesmas motos que correram este ano.
Mas e Marc Coma? E Ullevalseter? E Cyril Despres? Vão rodar de que?
Só pra lembrar, nenhum deles vai poder usar moto acima dos 450cc, e neste ano todos usaram KTM 690.
No Rally dos Sertões Marc Coma usou novamente a KTM e venceu.
No Rally da Sardegna(IT)... mesma coisa, Coma em primeiro com KTM 690, e Despres em segundo com a mesma moto.
Tunísia, em maio... Coma em primeiro com KTM 690.
Deserto de  Abu Dhabi... Coma na frente com... KTM 690.

Pois as notícias vão chegando aos poucos.

Em julho passado a KTM anunciou que renovou contrato com Coma e Despress, e que estaria trabalhando na fase final de um projeto 4500cc para equipar os 2 pilotos.
Coma, como já vimos, continua usando o modelo 690cc, e vem ganhando até disputa de par-ou-ímpar, mas a própria KTM anunciou que o Sertões foi a despedida da 690cc.
No último dia 26, além de anunciar o nascimento de sua filha Laia, Despres informou que acaba de receber da KTM a novíssima 450cc, e que dedica-se o maior tempo possível à preparação para o Rally de Marrocos, que acontecerá em Outubro.
Em meu post final sobre o Dakar2010, apesar de não possuir bola de cristal, falei que a KTM deveria rever sua posição (retirada de sua equipe oficial da competição), aceitar o desafio, e tratar de colocar opções adaptadas à 'linha de corte' dos 450cc. Será que me escutaram?

Vou deixar o post sem fotos, já que as imagens da nova KTM 450 Rally, por enquanto, só aparecem nos sonhos dos aficionados...

Até o próximo.

domingo, 22 de agosto de 2010

Dakar 2011

Olá pessoal!

Já está definido o percurso do Dakar 2010.
Ainda no início deste ano havia alguma especulação sobre a possibilidade do Dakar ocorrer no Brasil, ou mesmo sobre ter alguma etapa em terra tupiniquim.
Nada feito.
Vai ficar mesmo na Argentina/Chile.


Os que acompanharam o blog na edição do Dakar deste ano já sabem, mas para quem não sabia, os pilotos da elite na edição 2011 serão obrigados a usarem motos com motor de, no máximo, 450cc.
Esta decisão, já no ano passado, desapontou muito a KTM, que inclusive retirou sua equipe oficial da competição.
As coisas ainda estão se definindo, e não se sabe ao certo quem vai correr com que moto. Um dos poucos pilotos de ponta que já se definiu foi o chileno "Chaleco" Lopez, que deve voltar de Aprillia.
"Il nono" Pico, parece que, desta vez, não vai correr. Ele está oferecendo serviços aos competidores. Em parceria com Gabbriele Cavallini, estão oferecendo "barba, cabelo, e bigode". Desde uma assistência "simples", na qual o piloto poderá usar a oficina do caminhão, bar, assessoria, etc. sem poder contar com mecânica, até serviço completo, que vai desde o aluguel e manutenção completa da moto (Yamaha WR F 450 2010 com kit's JVO Racing e preparadas pelo próprio "Nono" na Itália) até o uso completo dos serviços da equipe (Caminhão Mercedes 1636 4x4, 2 Pickups 4x4, translado de equipamento, mecânicos, cozinha, etc. - dizem que vai até massagista tailandesa...).

Vou acompanhando e trazendo aqui o que for mais interessante.


Até o próximo!

sábado, 19 de junho de 2010

Tô andando em outra moto

Calma... calma... não troquei o Cagivão não!!!
Não troco. Não vendo. Não empresto. E nem deixo dar voltinha.
Acho que vai ficar de herança... Xiiii... vai dar briga. São 3 herdeiros.
Bom... eles que se virem.

Tô andando em outra moto porque troquei o escape.
Rapaaaaaaiz!!! Tá voando!!!! E nem ajustei a carburação ainda!

Pois é, quando levei a moto no Ruy (lembram dele?) ele já tinha me dito que meu escape original tava com o catalizador meio "entupido", e que isso deixava o coração Ducati meio "preso".
Não que eu ache feio o escape original, mas acho muito bonito duas ponteiras, uma de cada lado.
Comecei a procurar na internet e encontrei umas fotos de um alemão que fez a adaptação. Daí troquei uns e-mails com o Ruy, e perguntei no Desmo se alguém já tinha feito isso. Várias pessoas fizeram, e os relatos eram animadores.
Basicamente você pode fazer de duas formas, ou com dutos independentes para cada cilindro, ou fazendo a junção dos dutos numa "marmita" e depois derivando de novo para as duas ponteiras.
Resolvi optar pela primeira possibilidade. Dutos independentes.
Daí saí procurando as ponteiras.
Até achei algumas da Roncar que pareciam boas (já usei destas em um Ténéré que tive), mas o Padu (outro Desmobrother) ofereceu um par de ponteiras originais da Ducati, e acabei ficando com elas.
Outro problema foi encontrar alguém que fizesse os dutos. Encontrar até foi fácil. Tem um monte de oficinas que fazem. Mas acontece que não é uma moto qualquer... é a minha!!! Então dei várias voltas e depois de uns 3 meses com as ponteiras na mão, decidi pela oficina.
Se eu tivesse tempo e as ferramentas que os caras tem, o trabalho ficaria mais bem feito, mas ficou bem aceitável.
Bom, chega de blá blá blá e vamos para as fotos...


É isso ai... Ficou assim.
Optei por trocar os piscas traseiros (usei os da VStrom), para não correr o risco de perder os originais, pois ficaram muito próximos do escape e poderiam ser danificados pelo calor. Foram limpos e guardados, junto com o escape e dutos originais.
Ainda falta ajustar a carburação, mas ficou muito boa mesmo! Tá andando mais (beeeem mais!), e tá com um ronco mais nervoso também. Não ficou barulhenta não, mas tá mostrando pros ouvidos as batidas do coração Ducati.

Até o próximo!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Limpando o carburador

Olá pessoal!

Apesar de a Cagiva já disponibilizar a Elefante com injeção eletrônica ao mercado desde já nos idos de 1990, a esmagadora maioria dos elefantes rodando por ai usa os bons e velhos carburadores.
Conta a lenda que no Brasil só entraram 3 Elefantes injetadas. Uma delas, de apelido "Vitória", está nas mãos de nosso amigo "Magrão" em SP.


E como todos sabem, carburadores, de vez em quando, precisam de uma limpezinha básica.
Pois o Andrei, colega do DesmoGroup que mora em Curitiba, gerou um passo-a-passo de como executar este procedimento. O material ficou tão legal que pedi permissão a ele para disponibilizá-lo aqui no blog.
É preciso tomar bastante cuidado! A equalização da carburação é bem complicada. O Ruy tem até um equipamento específico para isso.

Copiei o material para o 4shared neste link.

Espero que possa ser útil.
Até o próximo!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Com a moto não aconteceu nada...

Na última segunda-feira, quando volto do almoço para o trabalho tive um pequeno acidente.

Parei a moto, travei e inclinei para ficar no descanso.
Só esqueci de baixar o descanso...
Já viu né... 185Kg mais uns 20l de combustível... depois de inclinar ninguém segura.
Fui segurando como pude, e consegui evitar a queda, de modo que a moto foi deitando devagar.
Só este esforço já causou uma certa dor.
Então seguro com uma mão no punho esquerdo e a outra no banco e tento levantar... nada... só mais dor.
Faço uma segunda tentativa, e depois de muuuuuita dor coloco a moto de pé.
Apoiado com uma mão no tanque e outra no banco, dou uma olhada geral e vejo que só tem um pequeno arranhão na carenagem e na proteção de mão. Em compensação... minhas costas...


Fui ao ambulatório e a médica diagnosticou como entorse na coluna lombar.
Resultado: injeção na bunda e 48h de repouso.
Mas um fato ocorrido durante a consulta me deixou perplexo. Indagando sobre as condições em que o acidente aconteceu, e após ouvir meu relato a médica sentenciou: "Você devia ter deixado a modo caída. Seria melhor para a sua coluna."
Gente sem coração!
Absurdo!
Como pode alguém falar uma coisa dessas!?

Até o próximo!

terça-feira, 9 de março de 2010

O DesmoGroup

Olá pessoal!

Como já comentei por aqui, nós, os felizes proprietários de uma Cagiva Elefant, e mais meia dúzia de furões... participamos de uma lista de e-mail chamada DesmoGroup.

Nesta lista, além de um pegar no pé de outro, muita bobagem e papo furado, o que é mais do que normal em um grupo de amigos, circulam dicas preciosíssimas, que, acredito, já salvaram muitas motos do ferro velho.
Na medida do possível vou usar o espaço deste blog para divulgar um pouco estas dicas, pois sei que tem proprietário de Cagiva que não faz parte do grupo, e tem também o pessoal do exterior, então acho que vai acabar sendo útil.
Quando estive viajando por Minas, em Outubro do ano passado, rompeu-se meu cabo do velocímetro, e quando parei na calçada de uma cidadezinha para retirá-lo, pois tinha ficado dependurado, juntou uma meia dúzia de curiosos, e um deles disse “tem uma loja de bicicleta lá na esquina que tem todo tipo de cabo”. Mal sabe ele que para as Cagivas até parafuso é difícil de achar.
Por sorte ou previdência, eu havia adquirido este cabo meses antes.
Numa destas iniciativas solidárias das quais o DesmoGroup está cheio, o Ruy Orsini encontrou quem se dispôs a fabricar os cabos, mobilizou o pessoal, arrecadou a grana, mandou fazer e despachou os cabos para todos.
Sem querer puxar o saco, o pessoal sabe que não precisa disso, mas quero dedicar este primeiro post de “Dicas do DesmoGroup” a esta figura que é o Ruy.


Esse Mineiro, descendente de italianos, e Hare Krishna convicto é o sujeito mais apaixonado pelas Cagivas que eu conheço. Quando estive na casa dele pela primeira vez, ficamos umas 4h na oficina conversando e falando das inúmeras qualidades das Cagiva Elefant. Tinha uma Grand Canyon que ele estava fazendo (fazendo quer dizer consertando, reformando, ajustando, mas tudo isso junto e temperado com carinho e excelência), e em determinado momento ele disse “sobe ai”, apontando para a GC, “sobe ai e sente essa moto”. Subi... senti... era uma Grand Canyon! Olhei para o Ruy meio sem saber o que dizer e ele se antecipou:”Não parece uma bicicletinha?”
Fantástico! Esse é o Ruy.
Neste meu primeiro encontro com ele, fui deixar minha moto para uma revisão, e durante estas 4h ele nem olhou para ela. Só ficamos batendo papo. Já na hora de ir embora ele disse "vamos dar uma olhada na tua Cagiva". Ufa!!! Achei que ele nem ia fazer isso. Subi na moto e trouxe ela para afrente do portão da oficina. Na parte de cima do eixo do guidão o antigo dono tinha perdido uma pecinha plástica que faz o acabamento. Como se fosse uma tampinha com o tradicional elefantinho em baixo relevo. E tinha substituído por outra "genérica". Primeira coisa que o Ruy viu foi isso, e esbravejou "Coisa horrível, não sei como neguin estraga as Cagiva colocando uma porcaria dessas", e logo deu de mão na pobre tampinha e jogou ela com raiva dentro de um grande tonel de lixo. Fiquei suspenso no ar... que mais ele vai jogar no lixo... mas logo ele arrematou a conversa "vou te dar a minha original de presente".
Quem gosta de Cagiva e ainda não conheceu o Ruy pessoalmente tá perdendo tempo na vida.

Protagonista de discussões homéricas no grupo.
Uma das mais memoráveis foi sobre os fusíveis.
Como todos sabem estas motos sofrem de mau congênito na parte elétrica, e a maioria das que hoje estão rodando teve tudo isso refeito. Pois o Ruy tem uma teoria conspiratória que envolve os fusíveis. Rapaz... o que isso já deu de discussão... agora parece que tem um pacto selado e não declarado no grupo. Sobre fusíveis ninguém mais fala.
Se fosse para estender os comentários este post iria virar livro.
Mas não dá para deixar de reconhecer a dedicação, paixão e excelência do trabalho que o Ruy faz.
Quem quiser conferir basta dar uma olhada no Picasa dele.

Ruy, um grande abraço para você.